"Veja, meu bem/gasolina vai subir de preço/e eu não quero nunca mais seu endereço".
Vital Farias (e Elba Ramalho), Margarida.
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Ilustração extraída do primoroso mapa holandês nassoviano, Praefecturae Paranambucae, Pars Borealis una cum praefecturae de Itamâracâ, in Rerum per Octennia in Brasilia, Amsterdã, 1646. |
O ditado tudo a preço de banana já era!
Uma saidinha ao supermercado, hoje à tarde e mais uma vez constatei os escandalosos preços dos gêneros de primeira necessidade.
A gasolina sobe de preço em dólar; mas quando cai 20 por cento, no máximo em real cai na 5 por cento na bomba. E, como sempre serve de parâmetro para outros preços a maquininha vadeia nas gôndolas de supermercados e mercadinhos: se a gasolina sobe 17, arredonda pra 20; se cai em dólar, e obviamente em real, ninguém viu ou ouviu. No máximo põe a culpa na entressafra, a pobre tenha ou não a ver com a ganância.
Hoje também, uma constatação: um quilo de banana prata me custou cinco reais e vinte e cinco centavos; e um quilo de açúcar Pinheiro, três reais e cinquenta e nove centavos. Quase um quilo e meio de açúcar para compensar um quilo de banana.
Portanto, se alguma coisa for encontrada com preço barato, deve ser comparada a preço de açúcar; e não de banana.