sábado, 21 de março de 2026
ITABAIANA - 25 ANOS NA INTERNET. Parte 2
2ª Parte:
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19:18
sexta-feira, 20 de março de 2026
ITABAIANA - 25 ANOS NA INTERNET.
1ª Parte:
Internet – Um Produto da Guerra Fria
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22:33
sábado, 7 de março de 2026
PRIMEIRO PASSO.
É caminhando que o caminho aparece (Rumi)
Hoje pela tarde fui ao Caa-ndu, ou Gandu II, povoado daqui de Itabaiana-SE, vizinhança do Parque dos Falcões. Acompanhando o desbravador Ancelmo Rocha, da Associação Sergipana de peregrinos.
Objetivo? Plantar pequenina semente, referente a um drama na história do Brasil, de quatro séculos, mais precisamente, quatrocentos e seis anos, sete meses e dezoito dias, hoje, 7 de março de 2026. No dia 16 de julho de 1619, esteve nessa colina o que seria hoje presidente da República, ou seja, o governador-geral do Brasil colônia, D. Luiz de Souza.
Veio ele acompanhado dos governadores das capitanias de Pernambuco, mais rica; e da Bahia, que também concentrava o Governo-Geral do Brasil.
Por indicação de Melchior Dias Moreia, neto de Diogo Álvares Correia, o Caramuru, e sua esposa Catarina Paraguaçu.
Melchior achou uma mina de prata; mas sabedor dos riscos que corria, nunca disse a ninguém onde se encontrava, esperando compensações pela mesma, além de garantias de sua segurança.
À pressão do governador-geral, D. Luiz de Souza, o trouxe a essa colina cheia de pedras brancas, tendo sido preso aqui por ter conduzido D. Luiz de Souza a um fiasco.
Aqui vieram depois várias outras expedições, inclusive os holandeses, que grafaram um lindo mapa, encomendado por Mauricio de Nassau.
A visita de hoje foi simbólica. Lutar-se-á, desde já, pela construção de um marco nesse local, para que esse capítulo da História do Brasil nunca mais seja relegado a quinto plano, ou esquecido; quase completamente desconhecido. (Mais aqui:)
O gesto pode ter sido uma pequena caminhada para nós; mas será um gigantesco salto para a história de Itabaiana, de Sergipe, a confirmar o nosso lugar na História do Brasil.
E será parte do triângulo de referenciais turísticos, hoje já contando com a ermida de Santa Dulce dos Pobres, no vértice religioso; o super conceituado nacionalmente vértice ecológico, o Parque dos Falcões; e agora, o vértice histórico: a origem da Lenda da Prata de Itabaiana. Os primeiro e o último, dentro do Parque Nacional da Serra de Itabaiana.
Leia mais sobre o assunto:
Aqui.
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Almeida
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22:02
8 DE MARÇO: FIM DO MATA ESCURA
Lampião diz que é valente;
É mentira, é corredor
Correu “da” Mata Escura
Que a poeira alevantou (Volta Seca)
O Tanque da Pedreira, que ficava na quadra em frente à Praça João Pereira, “saída das Candeias”, segundo amigos, garotos em fins da década de 1950, início da de 1960, em cuja foi aterrado, tinha “a forca”.
Não uma forca; mas uma estrutura para pegar água no tanque, de relativa profundidade, confundida pela molecada, possivelmente pelas histórias orais que ainda abundavam no imaginário popular, sobre os enforcamentos havidos na pequena cidade, onde os mais rumorosos casos, e com registro, foram do mascate João Gomes; e, oito meses antes, o de Mata Escura, Antônio José Dias, enforcado na Praça Fausto Cardoso, em 8 de março de 1847, amanhã, domingo, fazem 179 anos.
Leituras:
MENEZES, Wanderlei de Oliveira. Festa, Farinha e Forca: a pena de morte na província de Sergipe. Monografia – UFS-São Cristóvão-SE, 2008).
SOUZA, José Crispim de, O Serrano, nº 250, p5, 12/11/1977).
SANTOS, Robério. As quatro Vidas de Volta Seca. Infographics, Aracaju, 2017.
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10:47
sábado, 21 de fevereiro de 2026
O TRIÂNGULO DA ECOLOGIA, DA FÉ E DA HISTÓRIA.
Sempre pesadão, meticuloso, burocrático, limitado por um enorme cipoal de leis, além de sempre tratar a agenda administrativa de modo político, o poder público, em qualquer época, tem sido, na maioria das vezes, refratário às novidades não imediatistas, eleitoreiras, reais ou imaginárias, desde que a res publica do SPQR (Senatus Populus Que Romanum) criou o ethos da construção pública, onde os melhores exemplos ainda podem ser vistos na Europa e até África, os enormes aquedutos.
Há duas décadas que tenho batido na tecla: é preciso glorificar a história de Sergipe, e em particular a de Itabaiana, trazendo a lume o que só aqui ocorreu. Coisa nossa. Que só nós temos. E isso só será feito com uma revisão enriquecedora da nossa história, acrescentando-lhe fatos ocultados ou esquecidos, mas de relevância na compreensão do porquê de sermos sergipanos.
Fato sempre minimizado ou esquecido na historiografia sergipana é que Sergipe foi uma província protomineral, que, no entanto, não se confirmou, enquanto se criou gado. A primeira produção pecuária na história do Brasil. Por coincidência, na Itabaiana (a região; o domo). A serra da lenda da prata, que durou exatos cem anos.
O poder dos símbolos.
Simbolismo, no imaginário humano é tudo! Monumentos não são meros trambolhos; em que pese serem tratados como tal, pelos néscios. É identidade tornada física. Visível. Palpável.
De fato foi uma visão de Ciriaco Pizzicolli, no porto de Ancona, em 1421, que resultaria no Renascimento, quase cem anos depois. Renascimento que nos trouxe até aqui, a essa exuberância atual, cultural e econômica.
Hoje, como entusiasta, torcedor... aficionado pelo tema, recebi do amigo Ancelmo Rocha, da Associação Sergipana de Peregrinos a notícia que na colina onde houve o embate final, que fixou em Sergipe, e em Itabaiana, em particular, a Lenda da Prata no Brasil, será construído um marco histórico, em memória da prisão do neto de Caramuru, Melchior Dias Moreia ou Caramuru, no dia 16 de julho de 1619, pelo Governador-Geral, D. Luís de Souza, 1º Conde do Prado, há 407 anos, a se completar no próximo 16 de julho, obviamente.
O local, comporá, com a Ermida de Santa Dulce dos Pobres, e o Parque dos Falcões, que dispensa apresentações, mais uma opção de visitação, aqueles que demandam o citado Parque, e aos peregrinos, seja nas jornadas mais longas, como o Caminho de Santa Dulce, desde a Maternidade São José, lugar do primeiro milagre da Santa, até seu santuário, na capital baiana (460 quilômetros), às curtas, com a que tem lugar localmente, na primeira semana de agosto.
De parabéns o Ancelmo Rocha, assim como todos que a ele venham se somar nesse empreendimento cultural.
O monumento, pelos dados históricos, deverá ocorrer dentro da área do Parque Nacional da Serra de Itabaiana.
Em frente.
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| Extrato do mapa Praefectura de Ciriji cum Itapuama, vel Seregipe DelRei. Trilha dos aventureiros da prata, seguiu as pegadas de Melchior Dias Moreia, em 1619. |
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23:15
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
E COMEÇA O ANO REAL.
“Só depois do carnaval!” Quem já não ouviu isso?
Nesse ano de 2026, ao menos do ponto de vista cultural, em que pese já ter havido um “esquenta” no último 18 de janeiro, mas, culturalmente, e ao nível de Itabaiana, a Secretaria Municipal de Cultura promove a 2ª Feirinha Cultural de Itabaiana, domingo, nesse 22 de fevereiro - fim da ressaca carnavalesca - uma espécie de abertura oficial para o ano socioeconômico de 2026. Ao menos no campo cultural.
Mais uma vez teremos milhares de livros usados; discos, em CD e vinil; revistas, gibis, cartazes, panfletos, enfim, todo o tipo de material grafado, do mais elementar ao de processos digitais, apesar de ainda em mídia física.
E aí, palhinhas da música, folclore, artesanato, e gravuras em geral, desde o grafite à pintura a óleo ou aquarela, enfim: cultura. Cabe tudo da cultura.
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| No 18 de janeiro último, a turma só foi embora "no lixo". Às doze horas. Movimento surpreendente. |
Nem que vaca tussa, não adianta; em geral, o brasileiro, no seu íntimo, tem isso como um axioma: o Brasil só passa a funcionar normalmente no novo ano, depois das miniférias coletivas, que começam na sexta, à noite, emendando ao sábado, domingo, segunda e terça-feira à noite. São 96 horas, ou quatro dias.
O carnaval. Para os cinco por cento de brincantes, ou os meros noventa e cinco por cento ou mais de feriantes.
Cidades ficam vazias; praias e chácaras, cheias. E onde tem a muvuca, claro. Cidades que ganham até 20% a mais de população transitória.
Sem patrão reclamando de empregado preguiçoso, que “não quer trabalhar”; empregado empoderado por estar, muitas vezes, no espaço “de igual para o igual”, com o patrão; autoridades relaxando rígidas regras... é carnaval.
Mas o rescaldo, de fato, vai até o domingo seguinte. Na primeira segunda-feira, pós-carnaval, tudo volta ao seu normal.
A Feirinha Cultural, mais uma vez será na Praça João Pessoa, em torno do monumento à Apolo 11 (em frente ao Supermercado Nunes Peixoto) dia 22 de fevereiro, das 8 às 12 horas.
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14:22
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
MATAPOAN NA HISTÓRIA
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Ontem fui à terra do último bravo a cair, à meia noite de 31 de dezembro de 1589, na dura Conquista de Sergipe: o cacique Baepeba.
Nunca lembrado pelos historiadores sergipanos, mas as cartas dos jesuítas, sobre o desfecho da malfadada missão de São Tomé, teve o mesmo como protagonista, em 1575. E todos mathiapoones pagaram o preço de serem tecnologicamente tão atrasados: comprova a carta de sesmaria de Brás de Abreu, de 15 de maio de 1623, 33 anos depois.
Mas o sangue deles, dos poucos que ficaram, ainda corre em muitas veias itabaianenses. Através das indiazinhas criadas por brancos.
Um capítulo de história de Sergipe, e em particular, de Itabaiana, ao chegar na Matapoan.
Mais recentemente, em 1932, à frente dessa pequena e aconchegante capela passou a primeira rodovia com destino ao sertão, em substituição a velha Estrada das Entradas aos Sertões de Jeremoabo, hoje localmente conhecida como Estrada das Flechas ou Caraíbas. Foi por vinte anos - até 1952 e a BR-235 - a grande via, especialmente a Frei Paulo e Carira, também servindo a Ribeirópolis.
À frente da capela está sendo construída pelo Município uma praça condizente com a história do lugar e sua capela.
E, ao menos num trecho de 450 metros pelo velho leito da rodovia, com óbvia ligação com BR-235, também a Prefeitura já preparou o leito para receber asfalto.
Baepeba aprovaria.
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21:35








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