quarta-feira, 3 de junho de 2026

A EVOLUÇÃO DO ESPETÁCULO.

 

Os 32 metros de palco fixo (da esquerda) ficaram pequenos para as exigências dos megashows da atualidade, onde o dobro, (à direita) diante da parafernália agregada, é o mínimo necessário.

Na conservadora e pragmatíssima Itabaiana, até 1940, festa popular era coisa de vagabundos. Não era para gente séria. Porém. dez anos depois, já estava entrado em cena, a sociedade do espetáculo.

Timidamente, a princípio, foi ganhando corpo, acompanhado a evolução dos grandes centros, e, em 1986, a campanha eleitoral já foi regada ao nascente axé baiano.

Da única festa popular (uma licenciosidade) permitida em  24 de junho de 1908, na hoje Rua Marechal Floriano Peixoto, foco da minúscula classe média itabaianense, a Festa do Mastro evoluiu até por volta de 1960. 
Embaixo, João Marcelo de Oliveira (o da popular foto com Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Anastácia), ao centro, sentado, pandeiro à mão, comanda a Festa em 23 de junho de 1944.

Em 1988, a concorrência política, numa acirradíssima campanha eleitoral entre as duas alas dominantes, acabou por promover uma belíssima superfesta; que, além de marcar, ficar na mente da sociedade itabaianense, em geral, gerou repetições no estado e até fora dele, consolidando um colossal erro na história da maioria dos municípios do estado. Os que se emanciparam pelo modo antigo, antes do Decreto-lei Federal 33, de 1938: como vila.
Em 1992, mais uma superfesta: juntou-se o sagrado e o profano, que se repete até a atualidade, da Trezena de Santo Antônio, patrocinada pelos caminhoneiros, e a Feira do Caminhão.

Na pretensa mini floresta, na parte de baixo do projeto da Praça de Eventos, de 1994, está o atual Terminal Rodoviário Intermunicipal.
E foi a Feira do Caminhão, e a cultura estradeira quem fez surgir a Praça de Eventos Etelvino Mendonça, no ano eleitoral de 1994.
Algo diferente.
Uma meia-lua, em sua metade; e o gracioso, intimista, quase romântico palco, para apresentação de artistas de todos os calados faziam a parte principal. Comecei, por breves momentos, a me achar num grande centro civilizatório, tipo São Paulo e sua concha acústica, do Parque do Ibirapuera, onde todos os domingos tinha alguém da MPB a se apresentar.
Parte do espaço – o junto ao Estádio, à época Presidente Médici – foi destinada a quadras esportivas, que em breve, despesas de manutenção por um lado; e necessidade de acolitar uma massa, cada vez mais gigantesca de pessoas, de outro, as levaram ao desaparecimento.
No primeiro - e até agora o único - Encontro Cultural de Itabaiana, em 1995, realizado na Praça, e usando o palco, ressoam nomes ainda presentes em nossas atividades culturais. A recém criada Reserva Biológica da Serra de Itabaiana, tema do Encontro, dez anos depois viraria o Parque Nacional da Serra de Itabaiana, ainda lutando para se estabelecer definitivamente.
Mas o tempo não para. Como dizia meu saudoso amigo e colega de rádio, José Francisco (Francis) de Andrade, para os mais íntimos, Zé de Seu Brió, ao repetir o também saudoso cantor e compositor Cazuza.
Aportes externos, indispensáveis, de dinheiro; e necessidades adaptativas as massas levaram à morte o singelo palco inicial, substituído por monstrengos, cada vez maiores. Só que mesmo a última versão, três vezes maiores, já dá para toda a parafernália de som e outros recursos, exigidos em cada apresentação.
Do palco original, de cerca de 14 metros, em 2000 foi para gigantes 25 metros; teve a parede de fundo completamente fechada em 2003; e em 2015 ganhou a atual feição com 32 metros de "boca". Há cerca de cinco anos, tem repetidamente sido usado palco móvel suplementar. Simplesmente o palco fixo, como a própria Praça de Eventos não dá mais vazão aos atuais grandes espetáculos.
Nesse fim de semana haverá a abertura da grande Festa do Caminhoneiro, cuja Feira, muito maior do que o espaço comporta, será realizada no anexo do Shopping Peixoto, à margem da BR-235. Todavia, parte da programação de shows, começa neste sábado na velha Praça de Eventos Etelvino Mendonça. Em palco suplementar e móvel, a ocupar quase cinco vezes o palco original, gracioso, intimista, quase romântico.
“A chaminé do progresso não pode parar”. Com dizem Roberto e Erasmo Carlos, em música, pelo primeiro gravada: “O Progresso”.

A primeira grande festa popular, de 1986, foi promovida pela Prefeitura Municipal. Em ano eleitoral, apresentou à Itabaiana, o Trio Elétrico. A partir daí, os espaços foram ficando cada vez mais insuficientes.



quinta-feira, 28 de maio de 2026

DEVANEIOS DESVANECIDOS.

 

Soluções orientais: Japão e especialmente da China.

Desde o início da semana que a SMTT se rendeu à realidade: não dá para apostar no bom senso de motoristas cada vez mais apressados, estressados; e principalmente arrogantes, no comando de suas “potentes máquinas”: Acaba de colocar em funcionamento mais um conjunto de semáforos, desta vez, no cruzamento das Avenidas Airton Teles/Nivalda Figueiredo com Ivo Carvalho/Dr. Luiz Magalhães.

O trânsito ali vem se tornando muito perigoso; quase caótico. Ora, ganha um mecanismo de controle. E trava. Mas não há outro remédio, numa cidade em que a frota cresce exponencialmente, desde 2002, ao menos é que mostram os números do DENATRAN; e que não foi projetada para a realidade atual, não tem jeito. Só que dá pra fazer.

Em 1970, ninguém imaginava a citada esquina como hoje. Exceto a visão administrativa e urbanista de 1956, que já tinha projetada a hoje Avenida Dr. Luiz Magalhães.

Quero dizer: haveria, se alguma providência tivesse sido tomada anteriormente, porque se trata de duas artérias, planejadas pelo engenheiro Hermann Centurian, em 1956, largas, em especial a Dr. Airton Teles. (Lei Municipal 166, de 7 de março de 1958).

Uma rótula, com um sistema de passarelas, dotando o espaço de fluidez com total segurança, e ainda o luxo do nosso mascote popular, a cebola, ao centro.
Em fins de 2011, vendo o avanço cada vez mais no número de veículos dentro do município, sugeri aos organizadores do trânsito que pensassem em rotular todas as esquinas possíveis, sujeitas a aumento natural de tráfego.
Especialmente, devaneei acerca da citada esquina.
Uma rótula, semelhante a que veio ser feita no ponto de estreitamento (um crime!) da Nivalda Figueiredo, com a Rua Manoel Domingos Pereira (fundo do cemitério de Santo Antônio).
Porém, como já estava posto o costume de caminhadas, sugeri também uma passarela de mobilidade total, e no centro da rotula e da passarela, um símbolo querido da cidade: uma cebola.
Se tivesse sido feita ali, não haveria necessidade de mais uma trava na malha urbana.
E a frota vai continuar a se expandir, como vem há 25 anos.
Ninguém nem ligou, e a ideia, “alguém deixou morrer sem nem mesmo tentar”, como cantam Os Originais do Samba em Esperanças Perdidas.
Por enquanto, a SMTT vai fazendo milagres. Porém, a permanecer o crescimento do número de veículos, em breve terá que se dizer adeus aos estacionamentos públicos em praticamente todo o centro, e reservar as pistas de rolagem apenas para os veículos em movimento.
E o cruzamento sino-japonês que sonhei há 15 anos... esqueçamos.



sexta-feira, 22 de maio de 2026

O HERÓI NACIONAL DE ITABAIANA.

 

Num dia qualquer, de 1874, um escravo seguiu, provavelmente portando uma canga no pescoço, e acorrentado, rumo a sua sina miserável, ditada por outros. Ao desconhecido. E se tornou o maior personagem da história de Itabaiana

Ele nasceu como qualquer escravo: com o nome de Quintino; mas sem sobrenome.

Escravo era um "bicho de trabalho"; como boi, burro, cavalo, jegue. Apenas mais sofisticado.

Havia até homéricas e bem-intencionadas discussões, se preto tinha alma. E não foram poucos os piedosos assistentes assíduos de missas que se apiedaram do seu escravo de estimação não a ter.

Bem, mas Quintino, uma raridade, inteligente, sábio, além de aprender a ler, e ser escravo, mais pra ganho, do que pra enxada, deu sorte que em 1874, além da impiedosa seca nordestina, que no Ceará, matou 300 mil, e em Sergipe causou muitos danos, essa, por outro lado, lhe foi compensada pela cafeicultura paulista, que então necessitava de infinitos braços.

Só que escravos eram bens de produção. Sem eles, nada funcionava, como bem observou Manoel Bomfim, que ainda os alcançou.

O governo de Sergipe, desde a década de 1840, impôs severas restrições à venda de escravos.(*)

Em 1874, só podia ser vendido, se criminoso bárbaro. Ou ladrão.

As Flechas (acima, o pequeno e importantíssimo cemitério do povoado), hoje pouco mais de dois quilômetros e meio do complexo Santa Mônica (Bairro Macela), era o ponto de partida para uma vasta área de plantio do algodão, que ia do povoado, ao então povoado de Mãe Carira (abaixo). E foi nas Flechas, onde nasceu Quintino, em 8 de junho de 1839,em crise, no ano de 1874, como todo o Nordeste, Sergipe, e naturalmente Itabaiana, causada pela terrível seca, de 1870, a 1878.

Quintino "roubou" Antônio dos Santos Leite; e por isso deu adeus ao povoado Flechas, cruzando a então minúscula cidade, e pegando a estrada real de Laranjeiras até o porto, talvez o dos Barcos, hoje Riachuelo. Enfim, oito anos depois era uma espécie de filho adotivo do megaempresário da exportação no porto de Santos-SP, Antônio Lacerda Franco. Na mesma liberal Santos, tornou-se herdeiro do seu patrono, adquirindo musculatura para agir na política santista, onde chegou à presidência do Conselho Municipal, hoje Câmara Municipal.

Quintino de Lacerda. Na galeria dos ex-presidentes da décima mais antiga Câmara de Vereadores na História do Brasil: a de Santos de Brás Cubas.

Abolicionista prático, fundou o quilombo de Jabaquara, onde hoje estão, a Santa Casa de Santos; e os estádios do Santos Futebol Club e da Portuguesa Santista. Ali recolheu e protegeu multidões de escravos, sendo por isso reconhecido nacionalmente. Foi apoio fundamental ao general-presidente Floriano Peixoto, quando contra esse foi intentado um golpe, através da Marinha. Lacerda defendeu a veia aorta da economia brasileira, o porto de Santos, sendo depois condecorado com o posto honorário de major de Exército.

Enfim, um herói. Sem discusseiras e identitarismos fúteis e inconsequentes.


Quintino de Lacerda, um herói itabaianense.

A primeira semana de junho, em que pese a barulheira - sempre bem-vinda - em torno do Trezenário de Santo Antônio - o dono da cidade de Santo Antônio de Itabaiana - e da sua faceta cultural mais popular, chamativa, a Festa do Caminhoneiro, oficialmente pode ser a Semana da Consciência Negra, já que aprovado em Lei, a municipal, de número 965, de 20 de setembro de 2001, o dia 8, nascimento de Quintino, como dia consagrado a supradita Consciência Negra, no âmbito municipal.

Curiosamente, a política coronelista da cidade, na República Velha, retirou o poético nome de Rua das Flores, substituindo-o pela do general-presidente Floriano Peixoto. Porém, a ampliação da Rua da Jaqueira, depois denominada de Manuel Garangau, ao cruzar a Avenida Ivo de Carvalho, ganhou o nome do nosso (itabaianense) herói nacional: Quintino de Lacerda.

Exatamente ao lado; paralela, uma à outra.

Rua Quintino de Lacerda, desde os fundos do CTP.

(*)

RELATÓRIO com que foi aberta a 1ª Sessão da Undécima Legislatura da Assembleia Provincial de Sergipe, no dia 2 de julho de 1856, pelo Exmo. Sr. Presidente, Dr. Salvador Correia de Sá e Benevides. Bahia, na Tipografia de Carlos Poggetti, Rua do Corpo Santo, 47. 1856. Página 49. Et

RELATÓRIO com que o Exmo. Sr. Dr. José Martins Fontes, 1º vice-presidente da Província abriu a 2ª Sessão da 21ª Legislatura da Assembleia Provincial no dia 6 de março de 1877. Sergipe, Tipografia do Jornal do Aracaju, 1877. Página 108.


terça-feira, 19 de maio de 2026

CEM ANOS DO PRIMEIRO "CADERNO".

 

Lousa de ardósia para escrever. Há cem anos na família.

O menino era fraquinho, mirrado; e desenvolveu uma chaga na face direita que lhe marcou, como cicatriz, até o fim da vida. 

Vendo sua situação, sua tia de cortesia, professora no povoado Urubutinga, município de Lagarto, mais próximo desta cidade, com quem ela tinha mais laços, pediu à concunhada para levá-lo a passar por lá pelos próximos seis meses. Pedido aceito, porque D. Evangelista já andava desesperada pelo fato de nada curar aquela ferida, que só fazia crescer. 

Do povoado Mangabeira, onde vivia, para Itabaiana são 15 quilômetros pela velha Estrada dos Entradistas, trecho conhecido como Estrada de São Cristóvão (depois Itaporanga), e, ainda por cima, sua região havia sido desmembrada, e composta com o então novo município do Campo do Brito, com quem ficou, até 1933. Já o povoado Urubutinga, ficava apenas a cinco quilômetros da matriz de Nossa Senhora da Piedade, aos pés de qual nasceu e cresceu a cidade de Lagarto.

O menino, Alexandre Frutuoso Bispo, que veio a ser o meu pai aos quarenta e cinco de idade, então, tinha 12 anos. 1926.

Curioso, despertou na tia de cortesia o interesse de ensinar-lhe a “ler, escrever e contar”.

De volta à Mangabeira, semialfabetizado, às escondidas – meu avô então detestava quem sabia ler, exceto as autoridades – deu continuidade, aprendendo, especialmente aritmética, com seu Martim de Cuta (Martinho Bispo dos Santos), casado com sua prima Maria, pelo lado materno.

E foi seu Martim de Cuta quem lhe conseguiu a “pedra de escrever”, ainda em fins de 1926, especialmente para as inúmeras operações aritméticas.

Daí pra frente foi só aproveitar a inovações tecnológicas.

domingo, 17 de maio de 2026

DEVANEIOS TOLOS A ME TORTURAR.

Projeto pensado em janeiro de 2012. Nunca pôde chegar a quem decide.

O belo verso do Zé Ramalho da Paraíba (Chão de Giz) me remete a ideias, tidas e mortas, antes mesmo que alguém viesse tentar; parafraseando outra belíssima canção, a do grupo Os Originais do Samba, do saudoso Mussum, Esperanças Perdidas.

Uma das ideias, já vem sendo executada: a instalação de câmeras de segurança.

Mas há pouco tempo.

Em 16 de janeiro de 2012, depois da selvageria ter atingido em Itabaiana, 54 cadáveres em 2011, doze vezes os cinco a cada 100 mil habitantes, tido como normal pela Organização Mundial da Saúde; e quase o dobro do ano anterior de 2010, voltei a romanticamente pensar na possibilidade de reação da sociedade, com o ressurgimento do natimorto Conselho Municipal de Segurança. 

Uma das medidas urgentes seria a instalação de câmeras, a princípio no centro, como forma de inibir a criminalidade. 

Nada!

Comentários da ideia, e respectiva prospecção resultaram, quando muito, num lamento.

E, naquele ano eleitoral, como vem ocorrendo desde 1986, o número de assassinatos bateu outro recorde: 70 casos.

Dado preocupante.

Desde 1989, ano subsequente às eleições municipais, que um fenômeno, no mínimo curioso, vem ocorrendo em Itabaiana: o aumento exponencial de assassinatos em ano eleitoral, ou subsequente.
Às vezes, a espiral de violência ocorre no mesmo ano da eleição. Foram os casos de 1996; das eleições gerais de 2002; 2006; e das municipais de 2008; 2012; e 2016.
Às vezes, os “pagamentos” ficam para o ano seguinte. Foi assim em 1993, 1999 e 2019.
Isso acende um alerta para a possibilidade de compra expressiva de votos; e, sua possível cobrança pela não realização. Banditização da política.
E, bandido não cobra na justiça, não é?


quarta-feira, 6 de maio de 2026

COTIDIANO

 

Lixo realizado; recolhido. E lixo futuro a chegar.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

AGENDA CHEIA


Logo mais à noite, dois eventos culturais de magnitude, na Velha Loba, como diria Sebrão, o sobrinho.

Às sete da noite, será exibido na Praça Chiara Lubich, documentário histórico em vídeo, VOU ME EMBORA, sobre o drama vivido por muitos itabaianenses, na perene e forte diáspora, que começou com Simão Dias, o mameluco ou francês, na década de 1640, até hoje.

No caso em particular, e com uma particularidade comum á República Velha e seus rescaldos, antes de 1964, trata-se da história da migração forçada, do comerciante e ex-vereador, oriundo do povoado Sobrado, limites oeste do município, Vital José da Lapa, edil na segunda legislatura pós-Estado Novo, de 1951 a 1954.

Mais aqui. (clique)


Ecos de glórias serranas


Também no horário, haverá a entrega do Título de Cidadão Honorário de Itabaiana, na mesma Câmara, à qual pertenceu Vital José da Lapa, ao legendário cantor de frevo, o pernambucano, Claudionor Germano da Hora.

Claudionor está intrinsecamente associado aos sucessos do município no último século. É dele a voz a voz oficial, a entoar o hino, mantra sagrado Tricolor. 

O hino é uma composição do ceboleiro, poeta e professor Alberto Carvalho; musicada pelo maestro Nelson Ferreira; e interpretada pela potente voz dos carnavais de Recife e Olinda, de meados do século XX: Claudionor Germano da Hora.

Receberá em seu nome - e do seu curador e filho, Nonô Germano - o advogado e ativista cultural, Adelmo Torres pernambucano-itabaianense, radicado há quase 40 anos em terras serranas.

O nonagenário grande ídolo, envergando o manto sagrado do Tricolor Serrano, junto ao seu filho e curador, Nonô Germano, em pose para a solenidade que ocorrerá nesta noite, na 47ª mais antiga Câmara Municipal do Brasil: a de Itabaiana.

O referido Título foi uma iniciativa do vereador e ex-diretor da Associação Olímpica de Itabaiana, Roosevelt Alves de Santana, em 2013.