Hoje, realizou-se a peregrinação local, rumo à ermida serrana da Santa, ereta ao sudoeste da serra, limites do Parque Nacional da Serra de Itabaiana, cuja vizinhança nobre é o franciscano Parque dos Falcões. Sucesso. Mais vez.
Logística impecável; ambiente humano dos melhores, mas o que mais chamou a atenção é que desde a quinta-feira à noite que São Pedro vem carregando na mão, e em todo o Sergipe, nas serras em particular, as chuvas se intensificaram, ao ponto de ameaçar a própria peregrinação, se não influindo pelo seu adiamento, mas pela sensível redução de público. Qual nada! Não apenas se manteve, como sofreu sensível aumento, em relação a do ano passado.
350 anos: Santo Antônio, o acompanhante ilustre.
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Neste ano, Santo Antônio se fez presente. Ele, de quem Santa Dulce foi devota; que foi a primeira denominação da cidade; cuja paróquia, deu origem à mesma, há 350 anos. |
Neste ano, a imagem da Santa ganhou, como acompanhante, Santo Antônio. Que foi da devoção da Irmã Dulce dos Pobres, desde que a jovem Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes se definiu em sua vocação religiosa.
Mas não é somente isso. Santo Antônio da Itabaiana é o nome original da cidade em que Santa Dulce fez o seu primeiro milagre, o que levou o Vaticano a proceder a sua canonização.
Santo Antônio de Itabaiana, antes mesmo de sua paróquia, foi o primeiro grande fornecedor de gado aos ancestrais da irmã Dulce; e, a cidade de Santo Antônio, está fazendo 350 anos – o Sétimo Jubileu de Ouro – de fundada, com a óbvia fundação da sua paróquia, no próximo dia 30 de outubro.
Nada mais natural que acompanhar Santa Dulce nesse belíssimo cortejo à pequena, humilde e graciosa ermida da serra. Feita, segundo o estilo Santa Dulce: simples, terna, ativa. Funcional.
Matando Saudades
Particularmente, estive tentado a me somar aos desistentes, caso São Pedro mantivesse suas copiosas nuvens a nos regar.
Para o meu bem – e do meu parceiro de aventura, Juarez Ferreira de Góis – o dia, com esparsas garoinhas, se mostrou muito mais que amigável que o esperado: belíssimo.
O sol veio na medida e constância, certas; as estradas, enlameadas, mas transitáveis; apesar do aguaceiro dos dias anteriores. E, voltar a sentir aquele cheiro de mata agreste – a Caa-ndu, que deu origem ao nome do povoado: Gandu – recentemente molhada... não tem preço.
Os pés de alecrim-de-serra, verdinhos, a cada toque ou sobraçada, liberando aquele cheiro inebriante... coisa para Chico de Assis nenhum botar defeito. Com direito a Irmão Vento, em modo brisa, a tudo a me trazer, de graça, os aromas com que vivi na infância.
Mesmo ainda em recuperação motora, por AVC sofrido há seis anos, ainda arrisquei os últimos dos 13 quilômetros, em acentuada subida, feitos a pés. Estimulado, claro, pela vigilante SMTT e Polícia Militar, a interditar trânsito de veículos nos últimos 1.500 metros. Risos.
Que venha agosto de 2026.
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Chegada. Cercada de verde vegetação agreste que me recorda a infância e seus aromas de mato. De camisa listrada o óculos escuros, na foto, meu ex-chefe, amigo, e excelente fotógrafo, Juarez. |