domingo, 25 de janeiro de 2026

MOMENTOS ADOLESCENTES

 

Alguns povos ainda tratam a escrita e literatura como coisas sagradas. A magia de tornar eterno um pensamento. Magicamente entendido por outras pessoas, a milhares de quilômetros de distância; ou  milhares de anos depois.

Hoje pela tarde recebi um convite, para mim, inusitado: participar de uma roda de conversa sobre literatura, máxime, feminina e itabaianense.

E lá me fui atendendo à provocação do amigo e ativista cultural Adelmo Torres.

Curiosamente – não sei se por intenção premeditada – no canto noroeste da Praça Fausto Cardoso, em frente à futura sede da Academia Itabaianense de Letras, que já foi sede da Filarmônica Nossa Senhora da Conceição; e ao lado do monumento mais importante do município, e que, verdade seja dita, ninguém dá a mínima por ele e o seu significado: a Emancipação de Itabaiana. comemorada em data errada, 191 anos mais recente.

Mas deixa os vícios históricos pra lá.

Senti-me aquele adolescente de 1976 ou 1980. Sem obviamente aquelas voltinhas que dava na mesma velha praça.

O papo aqui foi de gente séria. Focada. E com os adolescentes de todas as idades presentes, com espírito adolescente, obviamente, rolou história de Itabaiana; trechos literários e a crítica de gente que entende, hoje, somente sobre a despretensiosa grande obra da minha amiga Maria do Carmo Xavier Costa, que arrancou elogios da assembleia presente, pela leveza, objetividade, e ao mesmo tempo sensibilidade, deitadas no seu trabalho.


O grupo

O Clube de Leitura Maria Thetis Nunes existe há seis anos, segundo suas fundadoras - todas mulheres com foco apenas na literatura feminina – e que costumeiramente reúnem-se no mesmo espaço, sempre que possível, a ponto de já terem ganho um mascote, de olho nos carinhos que sempre recebe; e em alguma guloseima que possa entrar no seu cardápio, claro.
Enquanto a Júlia Ferreira lê o expediente, "Caramelo", sorridente e completamente à vontade, no meio da reunião, espera, de um carinho a mais, a, quem sabe, algo para o paladar.

Particularmente eu desconhecia o Clube completamente; até a última Bienal – a VII – de outubro próximo passado, quando o amigo e confrade Antônio Francisco de Jesus, o Saracura, me passou a relação de todos os grupos sergipanos envolvidos com literatura.

Qual não foi o meu espanto ao me deparar com o Clube, o qual não tinha a menor noção de existir, porém desde então, tenho tido algum contato com Júlia Ferreira, e Luara Oliveira. E para minha surpresa, duas outras amigas, a Luzinete e a Marcelle Sacramento também fazem parte do grupo. Tô em casa!

Que o grupo cresça e se multiplique; para que a arte de eternizar pensamentos, grafando-os, assim como decodificá-los, resista a torrente de ignorância que infelizmente a tecnologia superior atual está rapidamente instituindo.