Fui informado que a priori, amanhã, estará se desfazendo mais um clima de fim de ano, popular e resumidamente chamado por aqui de Natal.
Outrora era mais simples.
Não me recordo de iluminação especial pública, até os anos 1980. Salvo engano, a ornamentação só começou pra valer, mesmo que timidamente, a partir da chegada do Clube de Diretores Lojistas, hoje Câmara, CDL, em 1989, e suas campanhas. Apesar de algumas lojas e residências já a fazer desde uma ou duas décadas antes.
Mas a Feirinha é nossa companheira desde 1924, pelo menos. (Foto acima, colorizada via IA, via o Diego Procópio)
Antes reduzida a uns poucos brinquedos, como o carrossel, já apelidado de Tivoli(*) – trivoli no popular - eternizado por Percílio Andrade, depois ganhou o concurso de balanço, barcas, ondas, roda gigante, chapéu mexicano, montanha russa etc., etc.
Na atualidade, com enriquecimento geral, redução de preços dos insumos, e, claro, vontade política, a festa vem se sofisticando.
Neste ano desapareceu o monte de barracas de jogos, e ganhamos um castelo que, ao substituir a casa de D. Caçula Teixeira, numa das principais entradas da Praça de Eventos, Etelvino Mendonça, mais embelezou o espaço do antigo sítio Santa Cruz, do casal João Teixeira e da já citada Caçula – a dita praça - permeando de sonhos a garotada, e trazendo certa dose de nostalgia nas gerações de maior quilometragem.
“Agora só no ano que vem”, sempre se disse antes; se diz agora; e, tomara, sempre se dirá.
De fato, não será ano que vem; mas ao final desse que ora começa.
Que venha o próximo Natal!

