sábado, 21 de março de 2026

ITABAIANA - 25 ANOS NA INTERNET. Parte 2

 

2ª Parte: 
O atraso brasileiro

Somente em 1989, o Brasil, enfim, teve um sistema, uma coluna vertebral, ou backbone, a sustentar sua internet.
Aquilo que houve nos Estados Unidos, 30 anos antes. 
Totalmente uma extensão da internet americana, que, por ser a poderosa proprietária é dona do Protocolo de Internet, ou IP, sem o qual é impossível entrar na internet. 
Mas, em 1º de maio de 1995, veio a abertura ao uso comercial no Brasil. Não logo disseminou-se devido a minúscula quantidade de terminais - computadores - existentes.
Evolução dos computadores:
Até 1980, os computadores eram imensos; empresariais ou institucionais. Mas na década de 1980, tudo se precipitou, e em 1985 já estávamos com máquinas pessoais, e muito mais eficientes.
Atraso na implantação rede de fibra ótica, e uso ainda exclusivo da linha telefônica, bem como capacidade técnica, incluindo a de software; bem como os preços dos aparelhos pessoais, na casa dos atuais 21 mil reais (US$ 4.000) no Brasil, frearam qualquer avanço mais rápido. Somente em Aracaju começou a funcionar um sistema "pra rico" curioso, em 1996. Porém, em 1995, havia sido lançado o Windows 95, plataforma que revolucionou a linguagem computacional, popularizando-a, e cujo modelo, com as mudanças de praxe para agregar valor, ainda hoje se mantém. E os aparelhos estavam com preços desabando, depois de quedas na origem, e fim das barreiras tarifárias: em 1997, eu já comprei o meu zerado por cerca de um mil dólares, ou, cinco mil e trezentos reais atuais.

Extrato de uma revista especializada, de novembro de 1996, quando a internet estava chegando em Sergipe, traz os preços praticados na aquisição de um computador pessoal: R$ 1.963,00 (o mais barato), corrigido para hoje, pelo IGP-M/FGV: R$ 17.305,84. Isso mesmo: dezessete mil e trezentos e cinco reais, e oitenta e quatro centavos.


...continua amanhã.

sexta-feira, 20 de março de 2026

ITABAIANA - 25 ANOS NA INTERNET.

1ª Parte: 

Internet – Um Produto da Guerra Fria

Em 1945, os Estados Unidos torraram e até evaporaram quase um quarto de milhão de japoneses, nos dias 6 e 9 de agosto, em duas cidades, com a explosão de duas bombas atômicas.
Em cima: explosão atômica sobre Nagasaki. 60 mil mortos imediatos, alguns literalmente evaporados; (mais 70 mil, depois de muito sofrimento).
Embaixo: Primeiro teste russo soviético, quatro anos e vinte dias depois.
Há tórridas discussões se aquele extremo de violência teria sido necessário, para abreviar a guerra, como a mídia ocidental, brasileira, inclusive, sempre a serviço do anglo americanismo espalhou. De fato, e encarando a realidade, foi um alerta à Rússia, então União Soviética: “agora que as potências europeias acabaram, o mundo é nosso”.
Mas os soviéticos surpreenderam; e, em 1949, explodiram a sua bomba. Pior, assombravam os super autoconfiantes americanos, ao passar por suas cabeças o Sputinik, em 1958, o primeiro satélite artificial da história. O Estado americano entrou em pânico. O inimigo podia agora vê-los de forma inalcançável, quando e onde quisesse. 
Montagem fotográfica: Central telefônica moderna brasileiro, anos 1990; e réplica do Sputnik, russo soviético, primeiro satélite artificial a orbitar a Terra, em 4 de outubro de 1957. Em 12 de abril de 1961, o primeiro homem, Iuri Gagarin, a 315 quilômetros de altura exclamava a frase: "Meu Deus, a Terra é azul!" 

E aí a corrida tecnológica da guerra foi apressada. 
E enquanto, em 12 de abril de 1961, Dia do Descobrimento da América, o soviético Iuri Alexeievitch Gagarin, exclamou, de uma altura de 315 km, "Meu Deus , a Terra é azul", os Estados Unidos, que já tinham o domínio da narrativa, pelo domínio total da mídia mundial (Hollywood & Cia), voltou-se aos velhos experimentos de Graham Bell, conectando computadores já existentes, usando as linhas telefônicas. A intrarrede, ou rede interna; hoje, popularmente, internet.
E, de universidade em universidade, e outros pontos estratégicos, onde foi havendo um computador, houve um quase secreto terminal da rede.
Em 1970, o governo americano se sentiu seguro, o suficiente, para liberar a rede para entes privados especiais. Já que o computador pessoal só viria uma década depois.

...continua amanhã.