1ª Parte:
Internet – Um Produto da Guerra Fria
Em 1945, os Estados Unidos torraram e até evaporaram quase um quarto de milhão de japoneses, nos dias 6 e 9 de agosto, em duas cidades, com a explosão de duas bombas atômicas.
Há tórridas discussões se aquele extremo de violência teria sido necessário, para abreviar a guerra, como a mídia ocidental, brasileira, inclusive, sempre a serviço do anglo americanismo espalhou. De fato, e encarando a realidade, foi um alerta à Rússia, então União Soviética: “agora que as potências europeias acabaram, o mundo é nosso”.
Mas os soviéticos surpreenderam; e, em 1949, explodiram a sua bomba. Pior, assombravam os super autoconfiantes americanos, ao passar por suas cabeças o Sputinik, em 1958, o primeiro satélite artificial da história. O Estado americano entrou em pânico. O inimigo podia agora vê-los de forma inalcançável, quando e onde quisesse.
E aí a corrida tecnológica da guerra foi apressada.
E enquanto, em 12 de abril de 1961, Dia do Descobrimento da América, o soviético Iuri Alexeievitch Gagarin, exclamou, de uma altura de 315 km, "Meu Deus , a Terra é azul", os Estados Unidos, que já tinham o domínio da narrativa, pelo domínio total da mídia mundial (Hollywood & Cia), voltou-se aos velhos experimentos de Graham Bell, conectando computadores já existentes, usando as linhas telefônicas. A intrarrede, ou rede interna; hoje, popularmente, internet.
E, de universidade em universidade, e outros pontos estratégicos, onde foi havendo um computador, houve um quase secreto terminal da rede.
Em 1970, o governo americano se sentiu seguro, o suficiente, para liberar a rede para entes privados especiais. Já que o computador pessoal só viria uma década depois.
...continua amanhã.


