domingo, 22 de março de 2026

ITABAIANA - 25 ANOS NA INTERNET. Parte 3

 

3ª Parte: 
1996 - Meu primeiro computador

Em 1996, trabalhando com marketing eleitoral, nível interior (o faz-de-tudo), atendi as sugestões de um amigo, Milton Sobral, que então, de olho num aparelho mais novo, me ofereceu o que anteriormente havia comprado, um dos poucos moderníssimos, com Windows NT e processador Intel 386 e super HD de 500Mb... pra mim, o ideal. O preço? Bem, como de segunda mão, R$ 1.420,00 atuais. Um novo, ali, com o básico, apesar da queda das tarifas ainda sairia, em preços de hoje, por uns oito mil reais. E top, "de marca", não sairia por menos de 17 mil.
Início de uma caminhada, que quatro anos depois deu no primeiro site da história de Itabaiana.
Em destaque, o meu garoto de então 12 anos, Uriel Marx, programador inicial dessa aventura, com o primeiro computador, que seria posta no ar em 26 de março de 2001.
Seis meses depois, finalmente a provocação, absorvida por Jâmisson Machado surtiu efeito: entrou no ar o provedor Itnet, que no Sergipe atual dispensa apresentações, definitavamente nos conectando ao mundo.
 
A internet era ainda um boato para o futuro. Nada mais.
Em janeiro de 1997, ao criar a arte para o Bloco Tchan desfilar na Micarana de abril daquele ano, além de me convencer da necessidade de uma máquina mais potente, também tinha o problema de programas gráficos rodarem muito melhores, e que o velho 386 não aguentava.
A arte para o Bloco Tchan, local, criada em janeiro de 1997, no PC, I386, para desfile na Micarana (micareme), de abril do mesmo ano.
(Agradecimento pelo fotograma ao jornalista Luciano Correia, em primeiro plano, tomando sua latinha e envergando o manto sagrado da folia, naquele ano).

Ao fim do ano comprei minha primeira máquina na caixa. Zero km. Não um "de marca"; mas um genérico, montado na Jamsoft Informática. Aproximadamente 8 mil reais, em valores atualizados.
A internet já zoava cada vez mais perto; mas nada que me tirasse o sono.
Em 1998, a internet se popularizou na capital. Mais ainda: começou a migrar para o interior. Salvo engano, Estância, Lagarto e Propriá receberam terminais. Itabaiana, não.
Como a internet era por conexão discada, competindo pela linha do telefone fixo, esperava-se que o então maior provedor do serviço no estado, ao menos colocasse Itabaiana ao mesmo nível das demais. Afinal, já tínhamos um excelente padrão econômico, com o número de linhas quase igual à soma das três cidades agraciadas; A Justiça e o Fisco estavam rapidamente entrando no modo “on line”, o que significava uma excelente e potencial clientela.
Porém a rede continuou distante.
Em 26 de março de 2001, meu sonho de compartilhar conhecimento começou a se concretizar. Senão uma Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (esq); mas algo mais modesto, inclusive tendo nela apoio.
Em 2002 eu havia mudado a denominação para Portal Itabaiana, numa tentativa de facilitar a busca. A internet ali ainda era uma criança, ávida de novidades, porém inocente (pintura no muro do velho Colégio Estadual Murilo Braga).

A partir de 1999, percebendo que havia outros interesses para não se efetivar um provedor local, sem DDD, e incapaz de sonhar, eu próprio, de o fazer, passei a usar meus contatos na cidade, e tentar estimular que alguém nos trouxesse o serviço, via instituição, especialmente o Executivo Municipal. Nada. Todo mundo surdo.
Até outubro de 1999, meu encantamento era pelo que lia; mas naquele mês, tomei coragem, assinei um provedor paulista, com filial em Aracaju, e tive o meu primeiro acesso à rede. E o que vi, me encantou. Muito além do que pensara. E um futuro promissor pela frente. 
Ainda era muito restrito e o trânsito via rede telefônica era de em geral 56kbps; e a base de dados acessáveis, uma pequena fração do que hoje. Mas eu me perdi no meio deles e nunca mais me achei longe, ao menos do que acho de importância.


Leia também:
Parte 1 (clique)
Parte 2 (clique)

...continua amanhã, a última parte.