3ª Parte:
1996 - Meu primeiro computador
Em 1996, trabalhando com marketing eleitoral, nível interior (o faz-de-tudo), atendi as sugestões de um amigo, Milton Sobral, que então, de olho num aparelho mais novo, me ofereceu o que anteriormente havia comprado, um dos poucos moderníssimos, com Windows NT e processador Intel 386 e super HD de 500Mb... pra mim, o ideal. O preço? Bem, como de segunda mão, R$ 1.420,00 atuais. Um novo, ali, com o básico, apesar da queda das tarifas ainda sairia, em preços de hoje, por uns oito mil reais. E top, "de marca", não sairia por menos de 17 mil.
A internet era ainda um boato para o futuro. Nada mais.
Em janeiro de 1997, ao criar a arte para o Bloco Tchan desfilar na Micarana de abril daquele ano, além de me convencer da necessidade de uma máquina mais potente, também tinha o problema de programas gráficos rodarem muito melhores, e que o velho 386 não aguentava.
Ao fim do ano comprei minha primeira máquina na caixa. Zero km. Não um "de marca"; mas um genérico, montado na Jamsoft Informática. Aproximadamente 8 mil reais, em valores atualizados.
A internet já zoava cada vez mais perto; mas nada que me tirasse o sono.
Em 1998, a internet se popularizou na capital. Mais ainda: começou a migrar para o interior. Salvo engano, Estância, Lagarto e Propriá receberam terminais. Itabaiana, não.
Como a internet era por conexão discada, competindo pela linha do telefone fixo, esperava-se que o então maior provedor do serviço no estado, ao menos colocasse Itabaiana ao mesmo nível das demais. Afinal, já tínhamos um excelente padrão econômico, com o número de linhas quase igual à soma das três cidades agraciadas; A Justiça e o Fisco estavam rapidamente entrando no modo “on line”, o que significava uma excelente e potencial clientela.
Porém a rede continuou distante.
A partir de 1999, percebendo que havia outros interesses para não se efetivar um provedor local, sem DDD, e incapaz de sonhar, eu próprio, de o fazer, passei a usar meus contatos na cidade, e tentar estimular que alguém nos trouxesse o serviço, via instituição, especialmente o Executivo Municipal. Nada. Todo mundo surdo.
Até outubro de 1999, meu encantamento era pelo que lia; mas naquele mês, tomei coragem, assinei um provedor paulista, com filial em Aracaju, e tive o meu primeiro acesso à rede. E o que vi, me encantou. Muito além do que pensara. E um futuro promissor pela frente.
Ainda era muito restrito e o trânsito via rede telefônica era de em geral 56kbps; e a base de dados acessáveis, uma pequena fração do que hoje. Mas eu me perdi no meio deles e nunca mais me achei longe, ao menos do que acho de importância.
Leia também:
Parte 1 (clique)
Parte 2 (clique)
...continua amanhã, a última parte.

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