sábado, 7 de março de 2026

PRIMEIRO PASSO.

 É caminhando que o caminho aparece (Rumi)

10º45'03"65 “S”; 37º22'44"06 “W”. Altitude, 285,98 m.
No Caa-ndu (mata rala, com poucas árvores), a presente colina, ao pé da serra, e sua vastidão de seixos calcáreos, um pouco parecido com o entorno de Cerro Rico, no Potosi, Bolívia, atraiu aventureiros até que viesse a torrente de ouro da Jacobina, e principalmente de Minas Gerais. No singelo pedaço de pau enfiado numa base de pedra, uma ideia tão sólida quanto a própria rocha: um marco para a história do Brasil; de Sergipe; e óbvio, de Itabaiana.

Hoje pela tarde fui ao Caa-ndu, ou Gandu II, povoado daqui de Itabaiana-SE, vizinhança do Parque dos Falcões. Acompanhando o desbravador Ancelmo Rocha, da Associação Sergipana de peregrinos.

Objetivo? Plantar pequenina semente, referente a um drama na história do Brasil, de quatro séculos, mais precisamente, quatrocentos e seis anos, sete meses e dezoito dias, hoje, 7 de março de 2026. No dia 16 de julho de 1619, esteve nessa colina o que seria hoje presidente da República, ou seja, o governador-geral do Brasil colônia, D. Luiz de Souza.

Veio ele acompanhado dos governadores das capitanias de Pernambuco, mais rica; e da Bahia, que também concentrava o Governo-Geral do Brasil.

Por indicação de Melchior Dias Moreia, neto de Diogo Álvares Correia, o Caramuru, e sua esposa Catarina Paraguaçu.

Melchior achou uma mina de prata; mas sabedor dos riscos que corria, nunca disse a ninguém onde se encontrava, esperando compensações pela mesma, além de garantias de sua segurança.

À pressão do governador-geral, D. Luiz de Souza, o trouxe a essa colina cheia de pedras brancas, tendo sido preso aqui por ter conduzido D. Luiz de Souza a um fiasco.

Aqui vieram depois várias outras expedições, inclusive os holandeses, que grafaram um lindo mapa, encomendado por Mauricio de Nassau.

Sob a guarda dos falconídeos do Parque dos Falcões, ao alto, à direita, Ancelmo Rocha marca o local onde em breve haverá um marco, dessa vez histórico, a complementar o tour que hoje já conta com a  ermida de Santa Dulce e o referido parque, referência mundial, especialmente visitado por todo o país.

A visita de hoje foi simbólica. Lutar-se-á, desde já, pela construção de um marco nesse local, para que esse capítulo da História do Brasil nunca mais seja relegado a quinto plano, ou esquecido; quase completamente desconhecido. (Mais aqui:)

O gesto pode ter sido uma pequena caminhada para nós; mas será um gigantesco salto para a história de Itabaiana, de Sergipe, a confirmar o nosso lugar na História do Brasil.

E será parte do triângulo de referenciais turísticos, hoje já contando com a ermida de Santa Dulce dos Pobres, no vértice religioso; o super conceituado nacionalmente vértice ecológico, o Parque dos Falcões; e agora, o vértice histórico: a origem da Lenda da Prata de Itabaiana. Os primeiro e o último, dentro do Parque Nacional da Serra de Itabaiana.

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