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| No desenho, acima, representando a fuga de Bagnoulo e sua pequena tropa, em 17 de julho de 1637, a matéria prima que Frans Post depois usou para compor a lindíssima tela abaixo. |
Em 1637, Maurício de Nassau assumiu o governo holandês em Pernambuco, pondo ordem na casa, referente as querelas entre autoridade menores, e combatendo efetivamente Matias de Albuquerque, que antes de sair de cena matou Domingos Fernandes Calabar, em Porto Calvo-AL, peça-chave na política holandesa de dominação.
Exímio conhecedor da parte do Brasil, hoje chamado Nordeste, Calabar havia estado em Itabaiana, guiando a expedição de Francisco Barbosa Leal, em busca de prata, de 1628. E, quando Nassau chegou, farejou nele o grande governante, lhe repassando todas as informações que o levou a já invadir Sergipe, até Itabaiana, em 17 de julho de 1637.
Mas Nassau nunca esteve em Itabaiana. Voltou de Penedo, hoje Alagoas. Uma dor de barriga acompanhada de diarreia levou o grande governante a desistir de cruzar o rio e ver com seus próprios os campos de “infinitos gados”, como dito pelo Sargento Moreno, 25 anos antes.
Azar de Itabaiana!
Junto com Nassau tinham vindo seus técnicos, cientistas e artistas, como Frans Post, que rascunhou em desenho, a fuga do general Bagnuolo, e que depois faria a excelente pintura nele baseado, onde, de Sergipe, apenas grafou a pequenina parte da margem sergipano do São Francisco. Tivesse ele vindo até Itabaiana, certamente teríamos a serra, talvez seus campos de gado, algo que nos lembrasse nas suas maravilhosas pinturas.


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