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| Os 32 metros de palco fixo (da esquerda) ficaram pequenos para as exigências dos megashows da atualidade, onde o dobro, (à direita) diante da parafernália agregada, é o mínimo necessário. |
Na conservadora e pragmatíssima Itabaiana, até 1940, festa popular era coisa de vagabundos. Não era para gente séria. Porém. dez anos depois, já estava entrado em cena, a sociedade do espetáculo.
Timidamente, a princípio, foi ganhando corpo, acompanhado a evolução dos grandes centros, e, em 1986, a campanha eleitoral já foi regada ao nascente axé baiano.
Em 1988, a concorrência política, numa acirradíssima campanha eleitoral entre as duas alas dominantes, acabou por promover uma belíssima superfesta; que, além de marcar, ficar na mente da sociedade itabaianense, em geral, gerou repetições no estado e até fora dele, consolidando um colossal erro na história da maioria dos municípios do estado. Os que se emanciparam pelo modo antigo, antes do Decreto-lei Federal 33, de 1938: como vila.
Em 1992, mais uma superfesta: juntou-se o sagrado e o profano, que se repete até a atualidade, da Trezena de Santo Antônio, patrocinada pelos caminhoneiros, e a Feira do Caminhão.
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| Na pretensa mini floresta, na parte de baixo do projeto da Praça de Eventos, de 1994, está o atual Terminal Rodoviário Intermunicipal. |
E foi a Feira do Caminhão, e a cultura estradeira quem fez surgir a Praça de Eventos Etelvino Mendonça, no ano eleitoral de 1994.
Algo diferente.
Uma meia-lua, em sua metade; e o gracioso, intimista, quase romântico palco, para apresentação de artistas de todos os calados faziam a parte principal. Comecei, por breves momentos, a me achar num grande centro civilizatório, tipo São Paulo e sua concha acústica, do Parque do Ibirapuera, onde todos os domingos tinha alguém da MPB a se apresentar.
Parte do espaço – o junto ao Estádio, à época Presidente Médici – foi destinada a quadras esportivas, que em breve, despesas de manutenção por um lado; e necessidade de acolitar uma massa, cada vez mais gigantesca de pessoas, de outro, as levaram ao desaparecimento.
Mas o tempo não para. Como dizia meu saudoso amigo e colega de rádio, José Francisco (Francis) de Andrade, para os mais íntimos, Zé de Seu Brió, ao repetir o também saudoso cantor e compositor Cazuza.
Aportes externos, indispensáveis, de dinheiro; e necessidades adaptativas as massas levaram à morte o singelo palco inicial, substituído por monstrengos, cada vez maiores. Só que mesmo a última versão, três vezes maiores, já dá para toda a parafernália de som e outros recursos, exigidos em cada apresentação.
Nesse fim de semana haverá a abertura da grande Festa do Caminhoneiro, cuja Feira, muito maior do que o espaço comporta, será realizada no anexo do Shopping Peixoto, à margem da BR-235. Todavia, parte da programação de shows, começa neste sábado na velha Praça de Eventos Etelvino Mendonça. Em palco suplementar e móvel, a ocupar quase cinco vezes o palco original, gracioso, intimista, quase romântico.
“A chaminé do progresso não pode parar”. Com dizem Roberto e Erasmo Carlos, em música, pelo primeiro gravada: “O Progresso”.


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