quinta-feira, 28 de maio de 2026

DEVANEIOS DESVANECIDOS.

 

Soluções orientais: Japão e especialmente da China.

Desde o início da semana que a SMTT se rendeu à realidade: não dá para apostar no bom senso de motoristas cada vez mais apressados, estressados; e principalmente arrogantes, no comando de suas “potentes máquinas”: Acaba de colocar em funcionamento mais um conjunto de semáforos, desta vez, no cruzamento das Avenidas Airton Teles/Nivalda Figueiredo com Ivo Carvalho/Dr. Luiz Magalhães.

O trânsito ali vem se tornando muito perigoso; quase caótico. Ora, ganha um mecanismo de controle. E trava. Mas não há outro remédio, numa cidade em que a frota cresce exponencialmente, desde 2002, ao menos é que mostram os números do DENATRAN; e que não foi projetada para a realidade atual, não tem jeito. Só que dá pra fazer.

Em 1970, ninguém imaginava a citada esquina como hoje. Exceto a visão administrativa e urbanista de 1956, que já tinha projetada a hoje Avenida Dr. Luiz Magalhães.

Quero dizer: haveria, se alguma providência tivesse sido tomada anteriormente, porque se trata de duas artérias, planejadas pelo engenheiro Hermann Centurian, em 1956, largas, em especial a Dr. Airton Teles. (Lei Municipal 166, de 7 de março de 1958).

Uma rótula, com um sistema de passarelas, dotando o espaço de fluidez com total segurança, e ainda o luxo do nosso mascote popular, a cebola, ao centro.
Em fins de 2011, vendo o avanço cada vez mais no número de veículos dentro do município, sugeri aos organizadores do trânsito que pensassem em rotular todas as esquinas possíveis, sujeitas a aumento natural de tráfego.
Especialmente, devaneei acerca da citada esquina.
Uma rótula, semelhante a que veio ser feita no ponto de estreitamento (um crime!) da Nivalda Figueiredo, com a Rua Manoel Domingos Pereira (fundo do cemitério de Santo Antônio).
Porém, como já estava posto o costume de caminhadas, sugeri também uma passarela de mobilidade total, e no centro da rotula e da passarela, um símbolo querido da cidade: uma cebola.
Se tivesse sido feita ali, não haveria necessidade de mais uma trava na malha urbana.
E a frota vai continuar a se expandir, como vem há 25 anos.
Ninguém nem ligou, e a ideia, “alguém deixou morrer sem nem mesmo tentar”, como cantam Os Originais do Samba em Esperanças Perdidas.
Por enquanto, a SMTT vai fazendo milagres. Porém, a permanecer o crescimento do número de veículos, em breve terá que se dizer adeus aos estacionamentos públicos em praticamente todo o centro, e reservar as pistas de rolagem apenas para os veículos em movimento.
E o cruzamento sino-japonês que sonhei há 15 anos... esqueçamos.