"Nossos amigos, e até nossos inimigos, precisam se sentir seguros. Precisam ir dormir, sabendo que o presidente está sentado nessa cadeira. Protegendo-os."
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| O conjunto, Residencial Prefeito Serapião Antônio de Gois, em ato de inauguração, no último dia 3 deste julho. |
Em Itabaiana, como em qualquer lugar do mundo, e em qualquer momento da história humana, sempre que houve instabilidade severa no comando, na liderança, houve hesitação da sociedade; medo. E até desesperança, o pior estágio mental do ser humano. Confirmando a frase com que abro esse artiguete, do filme, uma comédia americana dos anos 90, “Dave, presidente por um dia”. Estagnação.
O exemplo mais marcante é o da nossa história recente, depois de 1950. Golpes e contragolpes, na política serrana, cessaram desde então. Vinham eles, de desde a Proclamação da República. E não foram cessados com a estabilidade forçada do Estado Novo, onde houve um certo armistício, recomeçando as escaramuças logo após a queda de Getúlio Vargas, em 1945.
Entre 1890 e 1930, vinte e um prefeitos, então chamados de intendentes, mais ou menos, sob comando central de dois chefes políticos, se revezaram na administração de Itabaiana. Depois de duzentos anos de estagnação total.
No período pós-revolucionário de 1930, até 1935, seis prefeitos se apresentam, deles por apenas três meses.
A administração do jornalista Silvio Teixeira, a partir de 1935, confere certa estabilidade. Mesmo com a sua renúncia, em 1941, e substituição pelo candidato que derrotara em 1935, Manoel Francisco Teles. Mas o golpe que derrubou este, em 1945, retornou à instabilidade, com quatro prefeitos, entre 1945 e 16 de novembro 1947, quando toma posse Jason Correia, eleito em 19 de outubro, próximo passado.
Ali começou estabilidade, mesmo que relativa.
Foram momentos auspiciosos, com pesados investimentos federais, mormente com o apogeu do projeto do Posto Agropecuário da Fazenda Grande, que reprogramou a agricultura agresteira; e especialmente da construção do Colégio Estadual Murilo Braga, e início da construção da BR-235, a traqueia da economia itabaiananense.
A eleição, a seguir, da até hoje, maior liderança política na história itabaianense, Euclides Paes Mendonça, apesar da radicalização partidária que se seguiu, trouxe relativa estabilidade de comando, que se manifestou no esplendor de uma cidade que até então só tinha colhido decepções e estagnação. Não à toa, seu nome é tão lembrado quanto os das lideranças atuais, mesmo só tendo durado treze anos no comando, e desaparecido violenta e precocemente há quase 63 anos.
Itabaiana dobrou em dez anos: 1950-1960.
A morte de Euclides Paes Mendonça, deu um tremendo baque na cidade; mas a máquina do desenvolvimentismo já andava tão azeitada, que mesmo por vinte anos só tendo praticamente o seu sucessor, inicialmente num doloroso processo de consolidação, se firmado quase dez anos depois, o município se manteve em crescimento com a troca de comando, explodindo este nos últimos vinte anos.
O Serapião II
A inauguração do Residencial Prefeito Serapião Antônio de Gois II, no último dia 03, mais que a mera inauguração, é também momento de celebrar a história e suas felizes coincidências.
Depois de 75 anos de relativa estabilidade; de atravessar os comandos de Euclides Paes Mendonça, Francisco Teles de Mendonça e Luciano Bispo de Lima, ora estamos na fase Valmir dos Santos Costa. Com o privilégio de podermos, na mesma foto, ter três prefeitos: o líder maior e seus amigos, o atual prefeito, José Paes dos Santos, e o anterior, Adailton Rezende Souza.
A própria obra, produto da política federal de habitação do Presidente Lula, e dos esforços do deputado federal Ícaro Costa, não teria vindo não fosse o espírito de agente público do então prefeito Adailton Souza, que foi continuado pelo sucessor, Valmir Costa, e ora inaugurada pelo atual, José Paes dos Santos.
O Residencial Prefeito Serapião Antônio de Góis, homenageia esse outro agente público por excelência, o ex-prefeito em Ribeirópolis e depois de Itabaiana, depois tabelião do Registro Civil por três décadas, desde sua última experiência administrativa. Um funcionário do povo, que criou a Festa do Caminhão e renomeou o bairro onde se assentado o sobredito Residencial.
Justiça feita.
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| Limite urbano (por enquanto) com direito a cheirinho do interior (zona rural), mesmo se residindo na cidade. Ao fundo a ex-Fazenda Grande compõe com a Itabaiana Grande a linha do horizonte. |




