quinta-feira, 12 de março de 2009

Ah se eu soubesse...

Fugimos prás grandes cidades, bichos do mato em busca do mito;
de uma nova sociedade, escravos de um novo rito.
Mas se tudo deu errado, quem é que vai pagar por isso?
Lobão in Revanche
O Ministério da Saúde estará neste dia 13 de março, das 9:30 às 12hs promovendo um amplo debate, com o qual se poderá interagir a partir da internet no link http://www.saude.gov.br/emtemporeal , mandando perguntas e sugestões, e cujo tema é a comemoração ao Dia Mundial da Atividade Física.
Por aqui vamos continuar no desestímulo à caminhada, por exemplo; já que aqui calçada é lugar de estacionar carro, carroça, banquinha de camelô, mesa pra tolos metidos a espertos encherem a cara... menos pra caminhar.
É irônico que tanto tenhamos nos esforçado pra acabar com o esforço no trabalho braçal e agora somos obrigados a nos esforçar fisicamente ewm caminhadas forçadas e academias para não ficarmos atrofiados.
Em Itabaiana, onde os gordinhos têm cada vez mais participação no geral da sociedade, os gordos de antigamente eram folclore, como o mais famoso deles: Venâncio da Moitapã (Matapoan). Os gordinhos de hoje, geralmente são da turma do carrão “importado” e da barriga dependurada, que até pro banheiro tem de ir de carro pra mostrar que: “tô pagano!!!”
Saímos da roça e buscamos nos livrar do trabalho duro que lá existe. Agora temos que correr atrás de uma esteira e outros apetrechos para não explodirmos.
Ah, se eu soubesse que seria assim...

domingo, 8 de março de 2009

"Messages"

O título vai em inglês por um simples motivo: sou filho de uma cultura internacionalista tal qual aquele a quem aqui me reporto.
Faz um ano que o “Fi do Canço” se foi. Sacana! De tão irreverente, se foi sem avisar p. de nada. Livre, viveu como quis. Sem dar satisfação a ninguém e fazendo o que sempre quis. Nunca quis m. de riqueza num lugar onde o altar-mor é o caixa de banco, o catecismo se reconhece no extrato bancário e o santo principal é impresso em papel na Casa da Moeda. Fama? Nem pensar; era impossível não ser notado extamente por não fazer absolutamente força nenhuma para isso. Filho que foi da geração libertária, oriunda do fim do miserê histórico que por séculos consumiu essa terra, enquanto outros buscaram títulos acadêmicos para com eles se esbaldarem, o “Fi do Canço” aprendeu suas filosofias nos “livros (que quis ler)e discos e nada mais”.
Por enquanto o sentimento é que foi só uma viagem; que já demora. O tempo se encarregará de colocá-lo apenas(!) na lembrança. Porém, como é impossível a uma estrela que tanto consome sua matéria, uma vida mais longa, é também impossível esquecer personalidade tão marcante. Volta e meia lá vamos nós comentá-lo e as suas irreverências como se aqui estivesse. Seu nome foi Liberdade.
Saudades, Adelardo Jr. Mas, repito aqui o que escrevi há um ano: Pô, tinha que ser agora?

sexta-feira, 6 de março de 2009

Conquistas

Analisando os números do SUS, por força da data a ser comemorada neste domingo conclui-se que, ao menos no que toca à saúde feminina, a melhora foi marcante. No capítulo da mortandade por parto, por exemplo, sinistro de péssima memória, durante dez anos pesquisados, de 1997 a 2006, o número de mortes foi de 17 distribuídos por 12 dos 75 municípios sergipanos. Itabaiana teve altíssima participação nesse número, tendo contribuindo com três desses casos. Reafirmo: em dez anos pesquisados. Esse é um quadro bem diferente do que imperava até os anos 60, quando era comum, famílias com um pai e filhos órfãos de mãe, frutos da altíssima mortandade por complicações pré, durante e pós-parto.
Fonte: Datasus

Bom, bom, bom, não tá não...

Mas tá bom! Apesar de uma desgraça (risos; aliás, gaitadas), meu amigo, e meu repórter não remunerado da Tribuna do Povo, então se assinando como Edivanildo Lima acaba de ter seu nome aprovado pela Câmara Municipal como o mais novo cidadão itabaianense por concessão desta títularidade. Não é da minha conta. Mas, já passou até da hora disso acontecer, depois de tanto insigne “güela” ter recebido o mesmo título apenas por ter prestado algum favor pessoal a alguém da cidade.
Aliás, outro maruinense que já contribuiu com a cidade muito mais que muitos de seus próprios filhos, até onde eu saiba, nunca ninguém se interessou em prestar-lhe tal comenda. Falo do fotógrafo “Cobertura”, Jurandi Rosa. Tá na hora de fazer um pouco de justiça com quem veio somar. Repito: principalmente depois de se já ter prestado tantas homenagens a tantos que só vieram subtrair.
Voltando ao Edivanildo, todo Mariola tem seu dia de goiabada real. Parabéns. Hehehehehe. Ou, como prefere outro nosso conhecido: Q'e q'e q'e q'e!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Grandes mensagens.

O tema da Campanha da Fraternidade deste ano promovida pela CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil é uma daquelas idéias felicíssimas. Ela vai ao âmago da questão: só existe violência onde falta a Justiça.
Numa terra onde o juiz supremo da Corte Suprema solta um ladrão duas vezes com justificativas pra lá de injustificáveis, só mesmo pedindo a providência divina.
A pergunta básica é: convencerá a Madre Igreja por seus bispos aos seus fiéis ricos a parar de roubar? Somente neste caso haveria melhoria na autoridade de juizes isentos pra prender aos bate-carteiras, aos golpistas um degrau acima; e até a juízes, promotores e policiais que se associam ao crime pra viver acima daquilo que lhes permitem os salários.
Pater coelis Deo, miserere nobis.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Notícia “arretada”.

Notícia colhida pelo blogueiro e radialista Edivanildo Santana junto à deputada baiana Fátima Nunes, PT da Bahia, diz que Ministro dos Transportes teria garantido começar o processo de licitação para asfaltamento da sofrida BR-235, no trecho entre a divisa de Sergipe, logo acima de Carira, até o Juazeiro, às margens do São Francisco. Seria de fato a concretização da estrada tantas vezes sonhada pelos poucos sergipanos que pensaram estrategicamente desde Tomé da Rocha, mas que nunca foi além de fato de chegar até Jeremoabo.

Estrada real da perseguição.

Já no início do século XVII a estrada, de verdade apenas uma trilha, foi aberta entre Sergipe d’El-rey (São Cristóvão) e o São João do Jirimuabo, passando pelos lugares onde seriam depois plantadas as hoje cidades de Itabaiana e Carira, e, entre outros, os povoados de Alagadiço e Tanque de São Mateus, além do Cipó de Leite, já na Bahia. Foi ela durante quase dois séculos o meio de entrada dos capitães do mato na perseguição a todo o tipo de gente que se refugiava na caatinga, desde perigosos assassinos e ladrões a gente do povo que fugia da servidão nas fazendas próximo do mar. Ao menos nos seus primeiros tempos, e até o Jeremoabo, foi a estrada usada por Fernão Carrilho na caça a negros fujões das fazendas, e a índios para servirem de marinheiros na Real Marinha Portuguesa.
A trilha ampliou-se atravessando o raso da Catarina até chegar ao Registo do Joazeiro, local onde se contava as boiadas que vinham do Piauí, assim que atravessavam o São Francisco em direção a Salvador. O Registo, obviamente, é hoje o Juazeiro do inventor da Bossa Nova João Gilberto. E da pop star Ivete Sangalo.
O projeto de uma estrada federal saindo de Aracaju e chegando a Porto Nacional, então Goiás e hoje Tocantins, apenas se concretizou pra valer dentro de Sergipe. Como de praxe, ao menos até o Juazeiro, seu traçado segue a tradição da outra anterior que também nunca deu certo.

A nossa BR

Está certo o deputado federal itabaianense José Carlos Machado ao insistir na duplicação da dita BR desde o trevo com a BR-101 até Itabaiana. Está horrível e muito perigoso viajar a certas horas de pico pela mesma, dado o número de viaturas em trânsito. Todavia, se tiver de escolher, é melhor seguir as intenções de seus colegas baianos. Vale a pena lembrar que estradas são para o povo de Itabaiana como veias por onde corre o vital sangue. E foi o pequeno trecho daqui até o Jeremoabo que primeiro nos fez respirar com força ao entrarmos para a era do caminhão. E hoje, parte da riqueza que por aqui transita já é produzida na beira do Velho Chico, inclusive nos campo irrigados do Juazeiro e Petrolina. Será a redenção do norte baiano e a consolidação itabaianense.

Os "avuados"(*).


“Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste! Criança! Não verás nenhum país como este!”

OLAVO Braz Martins dos Guimarães BILAC.

Os versos acima, uma clara exortação ao patriotismo; ao amor ao lugar que nos viu nascer, não passou sequer ao longe dos pensamentos dos vereadores de Itabaiana, da última legislatura (quase todos reconduzidos na atual), nem mesmo ao supostamente mais culto deles, o PROFESSOR João Cândido Sobrinho, quando aprovaram o fim da última réstia de homenagem a um personagem VERDADEIRAMENTE histórico e importante na construção de nossa Itabaiana: Simão Dias Fontes, traduzido por Francês pelos primeiros escribas a tentar ler as cartas de sesmarias de 1600 dadas em Itabaiana.
Foi aprovada em 14 de agosto de 2007, quase às escondidas, a Lei municipal 1.236 que anula a Lei Municipal 473, de 06 de Abril de 1976, que denominava a rótula recentemente ajardinada ao fim da Avenida Carlos Reis com Percílio Andrade, de Simão Dias.
Os politiquinhos de Itabaiana são interessantes. Sebrão tascou uma tal de Rua General Valadão na tradicionalíssima mais antiga via de Itabaiana, a Rua do Sol. E pra quê? Adivinha?... Advinha o que era o dito general na época?
Foi ainda da influência de Sebrão e de seu grupo batizar a Praça da Matriz de Fausto Cardoso. Talvez para amenizar a dor de consciência por ter deixado sozinho em hora gravíssima o neo-coroné, brilhante advogado Fausto Cardoso a tombar pelas balas assassinas nas brigas de coronéis da segunda década do século passado. Pra puxar o saco do alto-coronelato da política nacional batizou a nascente Praça no lugar da antiga rua da tenda de Pinheiro Machado. Tão logo este caiu em desgraça - e também o próprio Sebrão - e outro “puxa”, Silvio Teixeira, ignorou toda a história de Itabaiana e mudou o nome da dita praça pra João Pessoa, herói de fumaça gestado na intensa propaganda pro-Getúlio da década de trinta.
Somente com Euclides Paes Mendonça é que Itabaiana passa a homenagear seus filhos. Por total decrepitude intelectual e conseqüente desconhecimento de seu passado, somente aos novos.
Tomaram gosto pela coisa e atualmente nomeações de logradouros não são coisa de reconhecimento histórico e sim, moeda de troca por voto.
(*)Apátrida, sem juizo, banda-voou, ganancioso, irresponsável, desraigado, sem amor a nada, etc.