quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

POLUIÇÃO

 

Nuvem de fuligem por sobre a cidade de Itabaiana, em 26 de dezembro de 2015; e detalhe da minha garagem hoje pela manhã, 23 de fevereiro de 2022.
Desde que o primeiro engenho de açucar foi instalado entre os vales do rios Sergipe, Cotinguiba, Poxim ou Vaza-Barris lá pelo início do século XVIII tem sido assim: entre os meses de setembro e março com a moagem da cana de vento em popa e os verões secos, mesmo que com trovoadas ocasionais, o fogo é usado para “limpar” os canaviais. E a fuligem sobra para o interior da serrania que constitui o Domo da Itabaiana. E, claro, a cidade de Itabaiana.
A queima serve para facilitar a colheita e controlar possíveis focos de pragas. Apesar da origem tropical da cana de açúcar – o subcontinente indiano e a Indochina – porém foi mais uma planta introduzida na América pelos portugueses, naturalmente sem as devidas adaptações genéticas de milhões de anos em sua terra original. Logo, sujeita a novas e incontroláveis pragas. O fogo tem resolvido isso. Tem também a crendice antiga, portanto cultural de que o açúcar mais se concentra no colmo da gramínea (como o bambu, a taboca e a taquara, a cana também e uma gramínea) com a queima.
O fato é que hoje amanheci encarvoado. A queima de algum canavial serras abaixo, uma vez mais nos deu o indigesto presente; e, como costumo dormir no verão com janelas abertas, deve ter por ela entrado, depositando-se em mim, que, alguma coçadinha durante o sono me deixou um índio preparado para a guerra, com a testa pintada de preto.
E pela manhã, mais uma vez a casa emporcalhada de cinzas dos canaviais.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

UMA DATA MEMORÁVEL

 

Das querelas políticas do Império Romano, uma, em especial, entre os civilistas imperiais de Gaius Otavianus e militaristas de Iulius Gaius Caesar sobrou para os bissextinos nascidos a 29 de fevereiro: só de quatro em quatro anos são levados a comemorar seus aniversários no “dia certo”, devido a tunga de um dia de fevereiro para acrescentar ao “mês do divino Augustulus” ou mês de agosto. O princípio vale para tudo; inclusive para emissoras de rádio. Para a Rádio FM Itabaiana, que completará 30 anos no último deste fevereiro, que neste ano será dia 28, segunda-feira.
Em fins de 1991 fui convidado pelo colega radialista e amigo, mestre e uma lenda do rádio sergipano, João Batista Santana, para aquela que seria minha última aventura no rádio.
A equipe se baseava num núcleo já de boa experiência, onde João era a estrela maior. Ao contrário das duas experiências anteriores na cidade, a FM Itabaiana já nasceu com a cara da maturidade profissional, recheada de recursos técnicos e um excelente time para os operar.
Havia cinco anos que a mídia eletrônica, o CD tinha suplantado o vinil e a fita cassete. Os computadores ficavam cada vez mais robustos e já se falava na massificação da internet, algo ainda distante diante da obsoleta tecnologia analógica de transmissão de dados via telefonia fixa. O Windows 3.0 acabava de dar uma virada na história dos computadores pessoais; porém, ainda uma ideia distante, eu não tinha a dimensão do quanto o chão tremia sob os meus pés; nem que minha atividade precípua, qual seja a de programador musical havia acabado.
O mundo se tornava cada vez mais rápido; as músicas agora estavam sendo editadas e reeditadas em formato digital e cinco anos depois, a popularização do computador pessoal, e da gravadora particular de CD promoveria uma revolução acabando o relativo monopólio de escolhas e condução da sociedade frente a musicalidade; democratizando-a, ao mesmo tempo derrubando a qualidade e, por fim, com a tecnologia do mp3, popularizada no finzinho do século com a entrada em 1999 do Napster, à pirataria geral e irrestrita, com consequente quebra das grandes gravadoras. Foi o fim do jogo. Dez anos depois o sistema criado desde que o primeiro vinil foi prensado tinha ruído, evaporado, e isso afetava diretamente as emissoras de rádio, canal por excelência de popularização da comunicação de massa; no modo como passaram a operar. E minha profissão-base no rádio caiu na total obsolescência.
Também não houve como expor a minha pouca criatividade na programação geral da emissora, para a qual verbalmente eu havia sido convidado. As minhas intervenções na área se limitaram a participar da escolha do reforço de pessoal na locução, e voto de minerva na escolha do excelente jogo de vinhetas encomendado pelo então dirigente máximo, José Carlos Machado. Para não ficar completamente de marajá passei a produzir um texto cultural de vinte segundos, soltos na programação, nos intervalos comerciais, e que desapareceria com a chegada da campanha política daquele ano, a partir de julho. Ao fim do ano me desliguei da emissora.
Terceira emissora de rádio a ir ao ar em Itabaiana, a Itabaiana FM chegou diferente das outras duas anteriores e da outra FM que foi ao ar um ano depois.
Também ligada à política – José Carlos Machado está na política desde a primeira administração João Alves Filho na Prefeitura de Aracaju – contudo, a FM Itabaiana não veio compromissada com o resultado imediato, mesmo sendo inaugurada em ano eleitoral municipal, e Machado firme partidário de então sainte prefeito Luciano Bispo e, abraçando, como o fez a candidatura que seria vitoriosa de João Alves dos Santos, o João de Zé Dona. É que além de Machado em pessoa ter outro estilo, menos direto, mais sutil, não havia a necessidade de centrar fogo pesado nos adversários. Modéstia à parte, fruto da minha intervenção junto a Luciano Bispo, intermediada pelo saudoso José Américo Teixeira Lobo, aquele tinha virado o jogo em 1989, ao levar Gilmar Carvalho, hoje seu colega na Assembleia Legislativa para a novíssima Rádio Educadora de Frei Paulo, com óbvia penetração em Itabaiana, retirando-o da então ferozmente opositora Capital do Agreste e tornando-o aliado. Machado tinha, portanto, folga para impor qualidade total em sua emissora sem perda do viés político. E assim foi feito.
Foram tempos de acentuadas transformações no município. Fruto dos últimos suspiros do Nacional-Desenvolvimentismo que começaria a morrer em meados da década, estava a se colher safras e mais safras de hortaliças nos perímetros irrigados; a já centenária indústria cerâmica estava dando mais um salto com a transformação das simples olarias em imensas fábricas da blocos, melhoria geral na infraestrutura, a Constituição de 1988 redistribuiu o bolo, levando a Prefeitura a mais poder de investimento e até o Estado.
A Rádio FM Itabaiana simboliza a consolidação de transformações que ocorridas em Itabaiana na década de 1980 e com repercussões até os dias de hoje.
E eu também estive lá no seu nascimento.
Meus parabéns à jovem senhora!
Que venham outros 30 e mais.

(Também publicado no portal 93 Notícias)

sábado, 19 de fevereiro de 2022

HISTÓRIA VIVA

 

01 - Fefi e eu; 02 - o aprendiz de música da Filarmônica Nossa Senhora da Conceição, Tobias Barreto (estátua), tocando flauta para os pombos, e tendo ao fundo o Cartório de 1º Oficio, de 16 de junho de 1700, ao lado da Prefeitura; 03 - parcial da Praça com o monumento à emancipação de Itabaiana, de 20 de outubro de 1697 e; 04 - seu detalhe em zoom.

Hoje pela manhã fui ter com meu ídolo, desde a infância, amigo, ex-patrão na Rádio Princesa da Serra, uma pessoa de quem me aproximei e mais fortaleceu minha admiração por ele, Francisco Tavares da Costa, nosso querido Fefi, 88 cravados de idade com muita experiência e serviços prestados à nossa comunidade serrana.
Fefi se convalesce de uma fratura múltipla na coluna vertebral, produzida por uma queda há quase um mês e teve que obviamente parar o seu exercício diário de mais de 50 anos de levantar cedo e ir para sua tipografia – Gráfica Tavares – com a qual prestou relevantes serviços na arte de perpetuar pensamentos; e de vez em quando ainda faz alguma coisa para “dar manutenção” a tipos, prensas, guilhotinas e etc.
Enquanto me dirigia à residência 149 - à direita da matriz de Santo Antônio e Almas na velha praça Fausto Cardoso, que com a Rua do Sol, ou General Valadão, se constitui no embrião da cidade de Itabaiana, desde aquele longínquo 30 de outubro de 1675, me aflorava um compêndio da nossa História, desde a recente, a mim contemporânea, à que somente os documentos trouxeram a lume.
Do ponto de vista contemporâneo, e ao encontrar o amigo Ênio Filho, veio-me me à memória quantos ali já não encontro mais, seja colegas, amigos e amigas, paqueras religiosamente de todas as noites de sábado e as vezes até nos domingos, no tradicional circuito da caminhada pós-missa; seja outros grupos de frequentadores, alguns ali residentes como os saudosos Ezequiel Noronha, Antônio  Francisco de Jesus, o Tonho de Chagas; e o próprio Hênio Araújo, o pai do Ênio Filho, obviamente.
A Praça é História pura!
Ali foi enforcado Mata Escura, imortalizado nos documentos e nos versos de Volta Seca a gozar da valentia de Lampião(*); também o mascate João Gomes no finzinho da primeira metade do século XIX. Fora as confusões eleitorais de 1823 a 1964, quando as eleições mudaram definitivamente de local. Ali se viu nascer o esplendor comercial com as feiras de algodão da década de 1860 em diante; ali, exercitando a sagrada resistência, na década de 1970, o maestro Antônio Melo entoou seus maviosos sopros no solitário clarinete durante as cálidas tardes preguiçosas de verão, à espera da nova geração que veio depois a trazer a glória à vetusta Filarmônica Nossa Senhora da Conceição. Ali gerações de jovens e adolescentes tanto sonharam e se projetaram.
Parafraseando o Caetano Veloso (in Sampa)... Alguma coisa acontece no meu coração, que só quando cruzo a Praça Fausto Cardoso; quase uma devoção.


(*)
“Lampião diz qu’é valente
É mentira é corredor
Correu “da” Mata Escura
Qu’a poeira levantou”


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

II EXPO-INDÚSTRIA 2022 - ESQUENTANDO MOTORES.

Na última segunda-feira me foi enviado pelo publisher e promotor de eventos, o amigo Honorino Jr, o Júnior da Perfil, e um dos timoneiros da nossa comunidade atual o convite acima.
É que nessa quinta-feira, amanhã, 17 de fevereiro desse 2022 ocorrerá um Café com Negócios a partir da sete da manhã, na Praça de Alimentação do Shopping Peixoto, com o objetivo de congregar o empresariado serrano, especialmente do ramo industrial, com vistas ao retorno dos grandes eventos dessa natureza, ou seja, a II Expo-Indústria que terá lugar no pátio externo do mesmo Shopping Center, em fins de do próximo mês de abril.
A interação vai além das comilanças, bate-papos de praxe e da troca de experiências, como também com a enriquecedora palestra DE EMPREENDEDOR PRA EMPREENDEDOR, que será feita pelo grande empreendedor serrano, Edson Passos, da Ethos Incorporadora.
A II Expo Indústria será mais um evento a saciar a sede de sociabilidade da classe dirigente, e de ambiente de negócios de quem tem passado dois anos de semi ou total clausura, com o medo sempre batendo à porta; quer relativo à economia, quer relativo à própria vida. Já que diante de uma pandemia de natureza ainda desconhecida.
É a retomada da normalidade.
A economia, o emprego e o progresso social agradecem.

Eu estarei presente.

domingo, 13 de fevereiro de 2022

E O BRINQUEDO É DO SEU ZUCKA, NÉ?

 

Reunião de 7 de setembro de 2011, Grupo Guilhermino Bezerra.
Da direita os componentes Robério Santos, fundador do grupo ITABAIANA GRANDE, no Facebook; Luiz Antônio Barreto, Antônio Samarone de Santana, Jorge Pinheiro de Souza e de costas Eduardo Andrade.
Depois de dez anos, muita conversa, muita intimidade revelada em fotos, pensamentos soltos e fraseados e até textos menos simples; muitos amigos feitos, e também amigos reais revelados com muita intolerância e falta de respeito, e por isso amizade cortadas, depois disso fui convidado a sair da maior rede social, o Facebook. Desde o dia 10 a plataforma me requer uma autenticação que ao mesmo tempo me é prontamente negada quando busco atender o solicitado... para bom entendedor, meia palavra basta: estou fora.
Entrei no Facebook no dia 08 de setembro de 2011, fruto de um acordo numa reunião no dia anterior, em 07 de setembro, com alguns agentes sócio-culturais, aqui de Itabaiana, e estimulados pelo saudoso Luiz Antônio Barreto, ex-secretário de Estado da Cultura e responsável mais uma lista enorme de realizações. Nela, Robério Santos, presente à reunião sugeriu um grupo pela rede social, apropriadamente chamado “Itabaiana Grande”, grupo esse que seria à cereja do bolo em nosso projeto, pois conectaria, não somente o grupo restrito presente naquela sala do Grupo Escolar Guilhermino Bezerra, mas milhares de itabaianenses e outros que assim o quisesse.
Doze anos antes, justo em setembro de 1999, ao lançar minha segunda e última tentativa de estabelecer um mínimo de registro eternizado da sociedade itabaianense, um jornal, o SerraShopping, e de memória refrescada da pobreza de registros nos 50 anos de nossa maior unidade de ensino, o Colégio Estadual Murilo Braga, justo a comemorar no 29 de novembro daquele ano, tive uma ideia de começar a prospectar arquivos pessoais, estimular a revelação de fundos familiares em forma de fotografia. Intuía eu que muitas preciosidades em forma de fotografia deveriam estar contidas nesses arquivos e sujeito a desaparecer para sempre se não compartilhado a tempo; e que no caso, sem sequer a ideia do que viria pela frente, o caminho seria o meio tradicional impresso e socializado: o impresso. Um jornal.
Mas o projeto foi só um devaneio. Além da impenetrabilidade nas famílias, que naturalmente seriam refratárias à ideia de expor seus passados, o meio ainda de alto custo através da impressão fez o devaneio ser apenas um devaneio e morrer antes de nascer.
Em 2002, o programador Divya Narendra criou o ConnectU para os dois estudantes gêmeos, depois financistas (modo educado de chamar agiotas), Tyler e Cameron Winklevoss, que convidaram Marck Zuckerberg para o grupo, mas esse logo caiu fora; e, em 2004 apresentou seu The Facebook, exatamente a ideia aprimorada da criada por Divya Narendra e pensada exatamente igual. Os gêmeos, donos do site processaram Zuckerberg por roubar a ideia e em 2008 receberam algo em torno de 65 milhões de dólares num acordo. E em 2011 o Facebook já era a sensação e nele entrei. Maravilhado por ver materializada, de forma infinitamente maior aquela ideia meio envergonhada porque praticamente impossível de se fazer de 1999.
Ao lado do Google, o Facebook/WhatsApp/Instagram são literalmente os donos do mundo. E, justo por serem os donos do mundo eu abro mão – já que assim o Seu Zucka quer - de uma das suas formas de dominação que, de fato lhes não farão falta: a internet toda é deles.
Durante esses dez anos eu criei várias páginas na plataforma. A maioria delas não serão mais por mim atualizadas, já que impedido de acessar o sistema; e as que forem serão porque se trata de páginas coadministradas. Serão atualizadas por outros.

Tô fora!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

EPPUR SI MUOVE(*)

 

Há 37 anos, fazendo um curso rápido, na minha área de laboratório, em Aracaju fui lotado na pousada, hoje Hotel SESC, no meio das areias da Atalaia, hoje área densamente urbanizada na Avenida Santos Dumont, de frente pro mar. Só quatro anos depois me engajaria na fundação da CDL e outras traquinagens de que tenho participado nas últimas quatro décadas nessa minha querida aldeia de Santo Antônio e Almas de Itabaiana.
Porém, lembro de ter ficado com uma pontinha de inveja ao ver o então arrojado prédio com piscina e imaginei cá comigo: se Itabaiana é uma cidade comercial (já tínhamos deixado de ser um centro agrícola); uma boa parte do comércio de Aracaju é feito por itabaianenses; Itabaiana tem atrativos turísticos... porque não uma pousada do SESC, menor, mas tão bem organizada como essa?
Em 1987 ainda estava viva em nossa memória as caravanas de ônibus chegando à cidade cheios de turistas para comprar ouro. Do mesmo modo estávamos embalados com uma novidade: fomos admitidos no SESC com o status de comerciários, acho que de serviços, o que nos daria acesso a todas as unidades do SESC de todo o país, inclusive a da então badaladíssima Caldas Novas, em Goiás.
Por que não pensar em Itabaiana?
Por que não pensar nos milhares de trabalhadores do Comércio e Serviços com hospedagem confortável e preços camaradas?
Hoje à noite recebo o convite do meu amigo, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de Sergipe, diretor e presidente em vários mandatos da CDL-Itabaiana, Edivaldo Francisco da Cunha para a inauguração no próxima dia 18, às 18 horas, da unidade do SESC, Maria José Tavares dos Santos Machado, em cujo auditório ele será homenageado com a denominação daquele recinto.
Desde 2004 que me afastei da área de marketing e da CDL. Mas me sinto realizado em ver um devaneio de 45 anos materializado.
Parabéns a todos os envolvidos e meu muito obrigado.


(*) Expressão de Galileu depois de abjurar perante um corte raivosa de censores, com poderes de vida ou morte, de que a Terra não girava me torno do sol. “E ainda se move”.



quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

SÓ O MINISTÉRIO PÚBLICO


Zona urbana de Itabaiana. E área mais sensível à barulheira.
 

Terminou há pouco, hoje, 27 de janeiro do ano de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2022, feriado municipal, às oito da manhã... dez horas ININTERRUPTAS de alta pressão nos tímpanos, provocada por uma festa popular e, como sempre, sua ensurdecedora música.

Começou ontem, antes das dez da noite e não parou um segundo. No centro da cidade em que a densidade populacional praticamente não sofreu modificações.

A Área de Lazer, que se confunde com a Praça Etelvino Mendonça foi concebida para eventos culturais, inclusive musicais, sim... porém módicos e PÚBLICOS, de pequena monta, pois. Mas há 20 anos se converteu em área "empresarial", com shows de megas estruturas, quiçá sequer recolhendo tributos ao Município.

O barulho nela atinge metade dos 12 mil moradores do Centro e todo o adjacente Bairro Rotary Club, com cerca de 15 mil residentes, ainda sobrando para os além, a depender da empolgação do operador da mesa de áudio e da direção do vento, geralmente soprando no sentido leste-oeste ou sudeste-noroeste.

Nós já tivemos micaretas de oito dias, com procissões de trios elétricos ensurdecedores ao longo da avenida principal, onde ficam as duas principais casas de saúde da região com 15 municípios, quais sejam o Hospital Regional Dr. Pedro Garcia Moreno Filho e a Maternidade São José, local do primeiro milagre de Santa Dulce. A quebradeira das prefeituras, suspeitas e vigilância sobre supostas traquinanças sobre as finanças municipais pelo MP e outros, acabaram com tudo, já que tudo se tornou excessos. A pandemia desacelerou tudo que agora reaparece

Portanto, só o MINISTÉRIO PÚBLICO poderá fazer alguma coisa; já que há seis administrações municipais que o problema, também na Área de Lazer mais se acentua, à medida que sobe a sofisticação e potência dos equipamentos. Hoje, todos os políticos da cidade moram fora da área crítica; parte deles até dentro dos novíssimos condomínios com tudo a que se dçao ao direito, inclusive ronda ostensiva e intensivo do policiamento; ou até mesmo na capital. E, cheios de compromissos com a galera da "bufunfa" que promovem esses atos que se convertem em selvagerias, jamais irão sequer falar no assunto.

Leis, nas três esferas da administração – União, Estado e Município – existem; mas...