quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Êta mangue!

A Praça João Pereira foi doada ao Estado para construções diversas. Caducou a doação, porém não foi feita a reversão. Do mesmo modo, o terreno invadido pelo Município onde hoje se assenta o Fórum Maurício Graccho Cardoso. Quando este prédio ali foi construído, sua construção já foi irregular porque o terreno, fora doado para um módulo esportivo (Leis nº 468, de 12 de Janeiro de 1976, e 469 de 31 do mesmo mês e ano) – que foi construído no antigo campo de futebol do Itabaiana. Sua doação já havia caducado, porém não revertida. Sua doação foi pela Lei nº 600, de 03 de Junho de 1988. Porém, como dito, sem reversão da doação anterior
O Secretário de Comunicação do Município Marcos Aurélio, em seu blog (aqui) dá uma pista de um dos gargalos que poderiam estar atravancando o término e funcionamento da Clínica do Sítio Porto: faltou a doação do terreno. As clínicas, à primeira vista são do Estado que as entrega ao Município para geri-las. Aí vem a pergunta? E o SESP, que é um prédio federal, como fica nesta história? Veja só o angu de caroço: um prédio federal administrado pelo Município e entregue ao Estado para reforma completa e adaptação para que seja um prédio do Estado doado pelo Município que não é o dono, já que o mesmo é da União. E agora?
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Pra variar:


  1. O terreno da Clínica da Família do Sitio Porto pertenceu ao matadouro antigo, ali construído em 1949;
  2. O terreno do SESP foi doado pela Lei nº 537, de 31 de Maio de 1983, só que o prédio havia sido começado a construir em 1977 e terminou em maio de 1982, um ano antes da doação legal;
  3. A doação do terreno do Hospital Dr Pedro Garcia Moreno Filho pela Lei nº 410, de 06 de junho de 1972 está cheia de problemas: o prédio só começou a ser construído em 1975 e terminou (mal terminado) em 1978, contudo, alguém conseguiu que o mesmo não fosse arrolado como patrimônio da Associação de Caridade Dr. Rodrigues Dória, antiga denominação, cuja instituição faleceu devendo mundos e fundos aos funcionários e à Previdência. E ninguém tomou o terreno e o prédio em pagamento dessas dívidas.
  4. O Rotary Club de Itabaiana recebeu em doação pela Lei nº 391, de 28 de Dezembro de 1970, o terreno em que por muitos anos funcionou a Coopegreste, que faliu sem deixar vestígios, apesar de alguém ter conseguido vender o terreno a particular. Não há Lei revertendo a doação e doando novamente à cooperativa. O terreno onde hoje está o prédio do Rotary Club, na Rua Coronel Sebrão pertenceu antes a particulares.
  5. A Lei 0249-63 doou ao API, uma das antigas denominações do INSS, um terreno na Rua professor Lima Junior. Nunca foi revertido e desconhece-se o espertalhão que o herdou.
  6. Um exemplo raro de organização ocorre com a doação do Campo do Cantagalo Futebol Club. Foi doado pela Lei Nº 220, de 31 de outubro de 1961, e recentemente, outra Lei autorizou a sua compra para instalação ali de uma Praça temática dedicada aos esportes. Fora esse exemplo, vê-se que a coisa pública é tratada por aqui como coisa da casa de mãe Joana, doa-se de boca, reverte-se de boca. E o mais lamentável é que os poderes superiores, especialmente do Estado, sequer exige um mínimo de organização quando se trata de contratos com este.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A caçada.

Acabou-se! Toda e qualquer tolerância maior com adversários políticos e principalmente indecisos, está a acabar em Itabaiana. Depois do carnaval, e ao menos até assentar a poeira mais grossa da próxima eleição os níveis de convivência serão determinados pelo “ou está comigo, ou contra mim” . Este é um ano perdido para o cultivo de amizades. Quem as tiver, e não se enquadrar no figurino de bando, busque distância. Como cães famintos, pais atacarão filhos, filhos atacarão pais, irmãos contra irmãos... tudo pelo santo (ou diabólico) usufruto do voto que transportará ou manterá – ou não – os contendedores, caçadores de fato, ao Nirvana do cargo público, na maioria das vezes gracioso, por quatro anos, ou outro tipo de compensação pelo ato heróico de votar "num amigo". Não adianta argumento. Nenhum será válido que não se enquadre na intenção, no gosto do interlocutor ávido de boas alvíssaras sobre seu “projeto”. Como na história do Lobo e o Cordeiro: qualquer argumento ou contra-argumento será válido pro lobo devorar o cordeirinho. Fora disso, tudo se torna falso. Os dois times estão em campo e, quem não estiver num deles não terá espaço até que passe a ressaca. É assim que funciona no primitivismo. É assim que funciona por aqui desde 1826.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Machado rompe com Luciano


Calma, gente! Não se trata de rompimento político. É que as cores tradicionais da FM Itabaiana, do deputado federal José Carlos Machado desde janeiro de 1997 (criadas por nós sob encomenda do então diretor Edivanildo Santana), de matiz alaranjado, no espectro de cores quentes estão a passar por mudança radical, não só de logomarca mas de matizes também, coincidentemente usando como base as cores frias, verde e azul, usadas pela administração Maria Mendonça recentemente finda.

Guerra de dossiers

Olivier Chagas vai ao MP de Itabaiana para uma audiência pública acerca das clínicas de saúde empelengadas. Demonstrando superioridade, o prefeito Luciano Bispo também vai ao MP, na capital e ao Tribunal (de faz de) Contas junto a Reinaldo Moura, ex-radialista da Rádio Jornal nos tempos em que Aragão era delegado de Polícia de Itabaiana, e pai de André Moura. Na prática, isso é como aqueles dossiers tão costumeiros, e esse vai e vem de dossiers me lembra ACM e Itamar Franco.

Tão logo assentou-se como presidente substituto Itamar passou a ser fustigado por Antonio Carlos Magalhães com histórias de que em seu governo havia corrupções. Itamar já era desafeto de ACM a quem derrubou de um murro no plenário do Senado. Itamar começou a bufar. Mineiro, mineiramente se cercou de todo o arsenal que um homem de Estado deve ter e chamou pra briga.

ACM havia se acostumado durante o final do governo Sarney, assim que dele se afastou a ficar atirando em Sarney fazendo o que ora fazem os parlamentares "mulas" de Serra no Congresso em relação a Lula. Toda segunda-feira (força de expressão, claro) lá ia ACM entregar uma mala cheia de provas de corrupção. Sarney o recebia e a sua mala e, na saída, posando de paladino das virtudes celestiais ACM fazia o circo da mídia, toda ela anti-Sarney, inclusive a Globo.

Eis o grande dia e lá vai ACM, a convite de Itamar entregar sua mala de provas de corrupção no governo. Estranho! Não havia quase ninguém de peso da mídia à porta do gabinete presidencial! Ao penetrar o gabinete ACM é flagrado com meio mundo de flashes e a inquirição desafiadora de Itamar: "governador, trouxe os repórteres para aqui pra dentro para que sejam testemunhas para todo o Brasil da gravidade das denúncias que V. Sa. vem fazer, e que tomarei as providências agora!" Lívido, sem uma gota de sangue, ACM começou a puxar recortes de jornais, alguns deles um pouco mais antigos e foi embora desconversando. Itamar terminou o governo tendo outros problemas, inclusive com Zé Serra que queria melar o Plano Real do qual Fernando Henrique se apossou; com ACM, nunca mais.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Mais sinais preocupantes.

Que o motor da crise do sub-prime nos Estados Unidos é muito mais violento em Itabaiana, disso ninguém medianamente informado por aqui tem dúvida. Há dinheiro de mais de sobra e opção de menos para investimento. Em alguns casos, um imóvel em Itabaiana vale dois similares em estrutura física e localização equivalente em Aracaju. Pois bem. Mas os aluguéis, também não ficam atrás.
A implantação das universidades, em especial, o campus da Federal em Itabaiana trouxe um certo alento de recompor parte do segmento intelectualizado da cidade, a maioria na capital ou em processo de fuga para lá. Ocorre que o santo exercício da usura, aliado à completa falta de uma política habitacional afugentou praticamente todos os profissionais para outras plagas (apenas três fixaram residência aqui). Algo como cem pessoas. Gente com renda entre três e dez mil reais; que declararia Imposto de Renda aqui, aumentando o cacife do FPM (e estes não tem como sonegar; ganham do governo), além de certamente gastar, pelo menos 40 por cento de suas rendas em nosso comércio.
Como diz um amigo meu: vai embora uma família do “Morumbi”, chegam três na invasão.
Foi a requalificação social proveniente do grande aporte de funcionários graduados da década de 40 que começou a dar a Itabaiana a cara de uma cidade. Como exemplo, Associação Atlética de Itabaiana, uma invenção do Dr. Gileno Costa Almeida.
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P. S. Morumbi é como é apelidada uma zona de predominância de classe média alta no Bairro Anizio Amâncio de Oliveira, numa referência à região de correspondente situação na Cidade de São Paulo, capital do Estado de mesmo nome.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

República Velha

Tudo por uma eleição (aqui).
Exatamente como nos bons tempos do Coronel Sebrão, quando este guardava o cofre da Prefeitura em casa, e sequer era o prefeito. Tudo, então, se resumia a ganhar uma eleição após outra.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

1958

Repito(ver aqui): 2010 está a cara de 1958. Não entrou ninguém de Itabaiana na Assembléia Legislativa. A única vez na História itabaianense. Desde a primeira eleição para a Assembléia em 1826 até 2006.
Pra entender o porquê do comentário, aqui: