segunda-feira, 9 de abril de 2018

O "ALVARAL"


Na campanha política para as eleições municipais, de 1988, um taxista amigo, aqui de Itabaiana virou para o lado, para o partido que eu acompanhava e que ganhou naquele ano. Um dilema, porém, o perseguiu durante toda a campanha: "E se eu perder o 'alvaral'?" Dizia ele, num vício de linguagem com a palavra alvará, licenciamento usual para exercer a atividade de taxista. Pra variar, o alvará de táxis, é, mais um instrumento de aliciamento político partidário nas mãos dos prefeitos, ou de seus vereadores, ainda hoje Brasil afora.
Assim que a poeira assentou no início do primeiro governo Lula, e Lula não fez um montão de besteiras, como esperava até gente bem intencionada, eu comecei a imaginar os papos inquietantes em rodas chiques da elite, com “o governo do cara que não fala inglês” condição indispensável para ser presidente DO BRASIL, segundo Otavio Frias Filho, dono do jornal Folha de São Paulo e do Uol. Lula não só não fala inglês, como deu pra dar inodoras alfinetadas nos Estados Unidos, mas que para os vira-latas locais era uma heresia imperdoável. Uns, por reles puxa-saquismo mesmo; mas outros por medo de perderem “o alvaral”; ou seja, uns poucos green cards e uma montanha de vistos de entrada.
Como se há de ter um país com uma gente dessa - há 200 anos que é assim - e ainda mais no comando dele?
Este país é um milagre!

sábado, 7 de abril de 2018

Quando prenderam Chico de Miguel: um golpe que não deu certo.



Francisco Teles de Mendonça, Chico de Miguel, 1926-2007, foi o segundo mais longevo líder político em Itabaiana e primeiro a sê-lo de modo ininterrupto. Entrou na política ainda novo, na condição de cabo eleitoral de Manoel Francisco Teles, coronel da política local pelo PSD, mas logo com ele se desentendo e se desvinculando, passando a acompanhar seu opositor, então recém egresso, Euclides Paes Mendonça, da UDN, se tornando do primeiro time do intrépido neo-coronel.
Em 08 de agosto de 1963 assassinam Euclides, então deputado federal, e seu filho, Antônio de Oliveira Mendonça, deputado estadual, e, a viúva, viu-se com o poderio na mão e um monte de lobos famintos querendo pega-lo. Entregou a Chico.
A primeira eleição após 1964 foi em 1966, menos pra presidente, uma manobra do já todo poderoso Roberto Marinho, dono do jornal, rádio e então nascente TV Globo, junto ao governo americano, fiador do golpe de 64, como do de agora. Em Sergipe, e em Itabaiana em particular, manobraram as candidaturas, de forma a contentar gregos e troianos, desde que não aliados dos perdedores com o golpe. Chico saiu candidato a deputado estadual, obtendo 3202 votos, sétimo mais votado; o prefeito eleito foi Vicente Machado Meneses da antiga UDN, e o vice, Derivaldo Queiroz Correia, do antigo  PSD, ambos agora no mesmo partido: a ARENA.
Mas, em 1967, mataram Manoel Francisco Teles, então quinto suplente (1783 votos) de deputado estadual pela mesma ARENA de Chico, jogando a culpa sobre este. Nunca foi provado; contudo diante das cobranças de manutenção da ordem feitas por Brasília encarceraram Chico e retiraram-lhe o mandato.
O xeque-mate viria nas eleições de 1970 com Chico preso, e seu partido lançando candidaturas sem sequer notificar-lhe oficialmente. Naturalmente que de adversários seus que estavam no mesmo partido, pondo como candidato a vice-prefeito um partidário seu pra enrolar o eleitorado; manter as aparências.
O MDB não existia; era só pra constar. Os alfaiates e comerciantes, José Filadelfo Araújo e José Hênio Araújo, pai e filho eram suas maiores expressões. Os párias da política local, motivo de chacota. Sem chances. Boatos de que não podiam registrar a chapa e uma certa má vontade dos agentes públicos, discretamente foram driblados pela responsável naquele ano pelo Cartório Eleitoral. Ninguém dos pre-vitoriosos foi veemente em estranhar, porque o “velhinho 70” não tinha chance. Riram.
Ocorre que Chico, pouco mais de quatro anos depois já era líder. Visitado na Penitenciaria Estadual pelo ex-deputado federal, José Carlos Teixeira, comandante do MDB estadual, com este acertou o apoio a José Filadelfo Araújo, que venceu “os doutores”. A eleição teve 32 por cento de abstenção, e quase 10 por cento dos votos foram anulados, perfazendo 40 por cento; mas o “velhinho 70” levou com folga.

A CAMPANHA DO MDB

Como disse acima o registro da chapa já foi meio clandestino. A campanha também. Apenas um comício, pequeno; impressos, nenhum; mas a rede de informações funcionou maravilhosamente bem.
Em casa, na zona rural – sítio, como se diz por aqui – sem energia e noite quente, fui dormir logo cedo, numa rede na varanda. Por volta das oito e meia ou nove da noite, um carro, coisa raríssima naqueles tempos e lugares zoou na ladeira, uns 800 metros distantes. Sono ainda leve eu ouvi e acompanhei a evolução do barulho do motor, e agora também da luz entrando por dentre o frechal e o telhado, em aproximação constante. Parou em frente ao portão da minha casa. Ao aproximar dos ocupantes do jipe – pelo barulho do motor deu pra perceber – meu pai, no quarto dele, pigarreou. Ao chamarem à porta, meu pai acendeu o candeeiro e perguntou quem era. A voz nasalada, e inconfundível do vereador, amigo de meu pai de longa data, Olímpio Arcanjo de Santana se fez anunciar. Meu pai abriu a porta, convidou-os a sentar e começou o diálogo:
 - Alexandre, eu venho da parte de compadre Chico – disse Olímpio – ele está pedindo a todos os amigos que votem em Seu Filadelfo, alfaiate e homem de bem!
Meu pai indagou porque Seu Filadelfo, que era de outro partido, ao que Olímpio reforçou:
- Não é do nosso partido, mas é homem de bem. Esse outro que apresentaram aí não é nosso amigo.
Em 15 de novembro, meu pai arrebanhou os quase cem eleitores que o seguiam. Eu vim com ele e minha mãe. Um corredor de mais de 500 metros, até o local de votação nos esperava: soldados do Exército, armados de fuzis com baionetas. Terminou a eleição, veio a contagem dos votos e a surpresa pros sem noção.
O homem é um ser político. Por mais que hajam demiurgos querendo provar o contrário.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

LARGANDO OS ANÉIS

É próprio de quem é pego em falha grave, e é espirituoso, esperto, livrar-se de penduricalhos incômodos, mesmo que passe o resto da vida, como o Hans Solo de Guerra nas Estrelas e sua nave contrabandista estelar, a se esconder do bandido Shabba.
Sai agora na mídia que Ana Alves, filha do bi-ex-prefeito de Aracaju, ex-ministro do Interior e tri-ex-governador, João Alves Filho renunciou ao cargo de presidente do DEM. Olha, já houve tempos no DEM, quando era conhecido como PFL que isso era determinante para sair do foco da mídia; hoje não; porque ninguém sequer fala no partido, e o mesmo, depois da morte de seu mentor, o ex-governador baiano, ex-senador, ex-ministro, entre outros, Antônio Carlos Magalhães, não mais ameaça ninguém. E Aninha está sendo processada, não por ser do DEM ou filha de João Alves; mas por irregularidades das brabas. Também não foi presa pelos mesmos fatos, irregularidades, a priori, inclusive; e sim pelo justicialismo da ditadura dos “iluminados”, como se acham os bacharéis a serviço dos banqueiros internacionais nessa onda de destruição institucional do país.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

EU E OS 320 ANOS DO "SENADO DA CÂMARA" DE SANTO ANTÔNIO E ALMAS DA ITABAIANA

 
 
Amanhã, 5 de dezembro, a convite do presidente José Teles de Mendonça, a partir das oito e meia da manhã estarei palestrando na Câmara Municipal de Itabaiana sobre... a Câmara Municipal de Itabaiana e seus 320 anos.
Será um falatório rápido, mas tentarei expor ali o que apurei até hoje sobre a história de nosso Município que, obviamente, se confunde com a história da Câmara uma vez que aquela Casa foi a primeira instância política de governo a ser implantada por aqui, no longínquo 1697.
É também uma forma de agradecer, uma vez que foi um trabalho ali conduzido entre 2001 e 2002, na presidência do ex-vereador, meu amigo e colega de rádio José Francisco de Andrade, ou, artisticamente Francis de Andrade, que deu origem ao portal na internet daquela Casa, em sua primeira versão, e que me dotou dos instrumentos informativos finais e necessários para compor linearmente a história de minha terra. Estarei, pois, mui grato devolvendo parte da gentileza, à Casa, aos amigos edis e à minha terra, ali por eles representada.
Ser-me-á mais que que uma honra poder estar a falar na tribuna de onde, há dois séculos passados partiu a firme disposição de emancipar Sergipe de uma vez por todas, a falar disso e doutros gloriosos momentos.
Salvo engano, as sessões da egrégia Casa vêm sendo transmitidas ao vivo pelo canal de vídeo Itnet, além de ficar disponível no canal de vídeos da Casa.

Obs. "Senado da Câmara" era uma terminologia bastante usada na era colonial para se referir às câmaras de vereadores.

sábado, 2 de dezembro de 2017

CDL PROMOVE HOJE O SEU MAIOR ACONTECIMENTO ANUAL



 
 
Hoje à noite será realizada à 27ª Confraternização Natalina da Câmara de Dirigentes Lojistas de Itabaiana.
É um momento ímpar. Além do congraçamento da classe lojista e personagens da sociedade local, homenagear aqueles que mais se destacaram na cidade, mormente na atividade empresarial.
Diante do ímpeto empreendedor local, há anos em que há certa dificuldade em escolher; mas, ao menos no maior título conferido na festa, o desse ano era mais que sabido antecipadamente: receberá a homenagem como LOJISTA DO ANO 2017 o amigo, confrade e arrojado empreendedor, Manoel Messias Peixoto. Messias, como informalmente o tratamos inaugurou no último mês de junho algo que supúnhamos bem distante de nossa realidade: um Shopping Center na cidade. Não é um mero empreendedor; é um desbravador, um vanguardista, um pioneiro. Coisas da terra que, entre outras,  em certo momento chegou a ser origem de três das dez maiores redes varejistas do país. Na mesma linha, a homenagem EMPREENDEDOR DO ANO 2017 vai para Nivaldo Francisco da Cunha. Zeloso, Nivaldo construiu uma das mais belas lojas na cidade, há mais de duas décadas. E, neste corrente ano mudou de endereço, e, como sempre, se superou. Mais que merecido. E aí vem outro peso pesado no empreendedorismo local: Edson Vieira Passos, construtor e incorporador, a quem de vez em quando me refiro dizendo-lhe uma espécie de Constantino a fundar uma nova Itabaiana, como o grande imperador romano. Outra homenagem, ao meu ver muito benfeita: DESTAQUE ESPECIAL a Antônio Sérgio de Almeida Alves. O Sérgio, quis o destino ficasse ele como único responsável pra tocar a grande empresa da família, magistralmente administrada até bem pouco tempo pela minha querida saudosa amiga Maria Irami de Almeida, sua mãe; é um peso descomunal, eu sei, mas ele está tocando muito bem e a mestra que teve foi das melhores. O COLABORADOR DO MOVIMENTO LOJISTA é o presidente do BANESE, Fernando Soares Mota; HOMENAGEM ESPECIAL, merecidíssima, ao Dr. Antônio Cardoso Moura (o médico que viu operar aos seus olhos o milagre que levou a Igreja Católica a beatificar a Irmã Dulce); DESTAQUE EMPRESARIAL para Josilene dos Santos Prado (Moda Jovem), Harison da Silva Barbosa e Francineire Moura do Sacramento (Minas), e mais uma merecidíssima HOMENAGEM CULTURAL aos desbravadores culturais: ao local, Vicente José dos Santos (O homem do Museu do Capunga e da Feirinha do Luiz Gonzaga), e ao meu amigo e irmão Domingos Pascoal de Melo, entre outros, membro da Academia Sergipana de Letras, promoter num monte de atividades culturais no estado de Sergipe, um verdadeiro missionário cultural em nosso estado.
Trata-se do maior acontecimento social anual na cidade, para onde concorrem todos os seus personagens de maior importância, além da hoje vasta quantidade de membros daquela instituição. Por bondade das diversas diretorias, incluindo a atual, presidida pelo amigo e fundador da instituição, Jamisson Barbosa Ferreira, desde 2004, quando deixei de assessorá-la tenho sido convidado à solenidade. E estarei lá.
Festa boa, com certeza.

TÓPICOS DE HOJE

Eu, na Folha da Praia

Recebi ontem, através do confrade Antônio Francisco de Jesus, o querido Saracura, alguns exemplares da Folha da Praia, enviados pelo amigo, grande jornalista Amaral Cavalcanti, da edição 861 desse novembro próximo findo de 2017, ano XXXVI dessa brincadeira séria que, mesmo à certa distância, vi nascer. Nesse número, além de um artigo do amigo e confrade Antônio Samarone, o Amaral me fez a gentileza de replicar um artículo de minha lavra publicado no Facebook, um desabafo contra a letargia dos sindicatos, instituições que são fatores primordiais no amadurecimento e bom funcionamento da democracia. Primordiais à eunomia. A replicação desse meu artigo, portanto, preenche-me uma dor de cotovelo de décadas, quando vi desfilarem pelo emblemático hebdomadário textos os mais variados, e eu, moleque “d’interiô”, a achar-me incapaz de um dia estar também naquelas páginas. Meu muito obrigado ao Amaral e equipe que faz o jornal Folha da Praia.
 

 

Costumes I

Vou retornar às velhas costureiras e ou alfaiates. É que fico cada vez mais de saco cheio com as camisas de marcas, pelas quais costumo pagar fortunas, e nem são lá esses balaios todos em matéria de acabamento, e até mesmo de tecido; e o pior: sem bolsos. Quase se não mais encontra camisas pros “coroas”; agora é só pra boy. Sem bolsos. Acontece que tenho por hábito carregar uma caneta comigo e um bloquinho para anotações, e às vezes algum outro apetrecho minúsculo, mas que somente se carrega bem no bolso da camisa. Como usá-lo, se os estilistas e suas modas sempre esquecem que nem todo mundo acompanha a moda! Essa estupidez humana que a moda: você pagar cara por algo que lhe deixa mais ou menos uniformizado com uma multidão, mas que promete – e você acredita – que te deixa individualizado. Vou protestar voltando às origens.
 
 

Costumes II

Minha Itabaiana vive me surpreendendo. Agora pela manhã, por volta das dez e quarenta eu enfrentei uma fila de sinal em três estágios, coisa por que passei, não faz tempo, apenas em São Paulo, Salvador e Aracaju. Encostei o carro no fundo do imediatamente à minha frente e esperei o sinal abrir. Abriu, passou um lote de carros, eu adiantei um pouco mas tive que parar porque o sinal fechou antes da minha passagem. E repeti mais uma vez e, na terceira, fiquei à frente da fila. Finalmente consegui passar. Detalhe: o sinal é temporizado em quatro estágios de trinta segundos, o que significa dizer que passei quase seis minutos na fila. Isso era impensável há vinte anos atrás, quando sequer sinais de trânsito existiam por aqui.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

QUANDO BATE O DESESPERO: ALBANO PRA GOVERNADOR! URGENTE!

Os números do Anuário Brasileiro da Segurança Pública são desalentadores: meu pequenino Sergipe, aparentemente o melhor estado para se governar, com seus menos de 22 mil quilômetros quadrados e pouco mais de dois milhões de habitantes, com um terço disso na Grande Aracaju... está um caos em matéria de segurança. A capital, Aracaju, 66,7 assassinatos por cada 100 mil habitantes, é a capital mais violenta do país, e o estado corrobora estes números sendo o mais violento também do país com 64. Completa falência do Estado. Quando o Estado, que é o mantenedor da ordem é confrontado por Estados paralelos que demandam tal nível de desordem é porque o Estado deixou de existir. Nada justifica uma violência dessa, exceto a completa falência do Estado; de sua capacidade de comandar, de impor a ordem e a justiça. As justiças se não fazem, como alertava à rainha, D. Maria I de Portugal, o ouvidor-mor, Magalhães Paços no distante ano de 1799.
Quando se analisa os números coletados desde 1979, o primeiro ano do governador Augusto do Prado Pimentel Franco e também o primeiro da Anistia Política “Geral e Irrestrita”, ainda dentro do Regime dito Militar, e o que se descortina sobre 2016, muitas leituras se pode fazer, mas a principal dela é que o Estado vive sem o devido comando já há algumas décadas.
O gráfico aqui presente foi pacientemente construído com dados do Datasus, conforme as taxas de homicídios verificadas em cada domicílio, município a município, ano a ano e o que se depreende é que, uma vez terminada a Ditadura, o afrouxamento da segurança cada vez maior nos trouxe a este estado.
Os números da violência em Sergipe explodem, pela primeira vez no primeiro ano do segundo governo de João Alves Filho, um governo fraco, marcado pelo Acordão. Foi o tempo do “A Missão”, grupo de extermínio criado dentro da Polícia Militar para simplesmente matar supostos ladrões de gado. Um escândalo que abalou o estado internacionalmente trazendo a Anistia Internacional pra cá, o que significou fechamento da torneira do dólar das agências mundiais de fomento. E, com o país em descenso pelas agruras do governo Collor, governo federal também enfraquecido, 1991 cravou um crescimento de homicídios no estado, de estratosféricos 151 no ano anterior, para 317. Aumento de quase 110 por cento. Mas o pior estava por vir: 461 assassinatos em 1992, aumento em relação a 1990 de 205 por cento. Em 1993 manteve-se altíssimo, mesmo com queda pra 312 casos, voltando a subir em 1994.
O escândalo do A Missão, todavia, ao fechar a torneira do dólar do fomento mundial acabou por criar o milagre da recivilização forçada e, ao tomar posse em 1995, o novo governador, Albano do Prado Pimentel Franco levou consigo o advogado e membro da Anistia Internacional Wellington Mangueira. Mangueira instituiu um programa de redução de violência que, se em 1995 baixou apenas para 255 casos, em 1998, seu último ano como secretário de Estado da Segurança chegou aos 175 assassinatos ao ano, ainda bem acima dos 151 do último do último ano do governo Valadares, em 1990, e o dobro dos cinco por cento preconizados como aceitáveis pela OMS, mas quase um terço do festival de assassinatos do governo anterior.
Mas o que é bom dura pouco; e, ao não retorno de Wellington no segundo governo de Albano, o clima de inferninho, de cafua em que o estado foi transformado com as chamadas privatizações e suas compras de votos, e também a insegurança política e econômica do país, mais uma vez a violência explodiu e nunca mais parou de subir. Porém, a coisa ficou completamente descontrolada com os fracos governos Deda/Jackson Barreto. Do segundo governo Albano até a primeira metade do primeiro governo Deda, os números se mantiveram na estratosfera; com o esfacelamento político do governo Deda, a partir de seu terceiro ano de mandato em 2009 a espiral se descontrolou completamente, atingindo o primeiro ano do governo reeleito de Jackson Barreto, 2015, a soma de 1302 assassinatos no estado. E, segundo o Anuário Brasileiro da Segurança Pública, 1.449 no ano passado. De dez assassinatos por cem mil habitantes em 1998 para 64 por cem mil no ano próximo passado. É guerra pra ninguém botar defeito.
E os números podem ser piores; haja vista que, o que o sistema de saúde colheu como 1302 casos em 2015, o Anuário Brasileiro da Segurança Pública deu como 1.286.
Obviamente que essa matança toda o é pelo livre trânsito das gangues. Não se trata de briga de bêbados, de esquentados torcedores de futebol ou brigões no trânsito, muito menos de maridos encornados; são acertos de contas de quem não tem como ir à justiça cobrar uma aposta de jogo do bicho não paga, ou um papelote de cocaína ou mesmo pedras de crack não devidamente ressarcidas. Crime! Crimes que desaguam noutros crimes, que realimentam outros e que corrompe a sociedade.
E não adianta se entocar em shoppings, condomínios, praias privês... uma hora tem que botar a cabeça fora. E na hora que botar, bala não reconhece status social.
Bem, pela experiência pregressa, só voltando Albano Franco junto com Wellington Mangueira pra ver se se bota alguma ordem nessa zorra.