quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

LARGANDO OS ANÉIS

É próprio de quem é pego em falha grave, e é espirituoso, esperto, livrar-se de penduricalhos incômodos, mesmo que passe o resto da vida, como o Hans Solo de Guerra nas Estrelas e sua nave contrabandista estelar, a se esconder do bandido Shabba.
Sai agora na mídia que Ana Alves, filha do bi-ex-prefeito de Aracaju, ex-ministro do Interior e tri-ex-governador, João Alves Filho renunciou ao cargo de presidente do DEM. Olha, já houve tempos no DEM, quando era conhecido como PFL que isso era determinante para sair do foco da mídia; hoje não; porque ninguém sequer fala no partido, e o mesmo, depois da morte de seu mentor, o ex-governador baiano, ex-senador, ex-ministro, entre outros, Antônio Carlos Magalhães, não mais ameaça ninguém. E Aninha está sendo processada, não por ser do DEM ou filha de João Alves; mas por irregularidades das brabas. Também não foi presa pelos mesmos fatos, irregularidades, a priori, inclusive; e sim pelo justicialismo da ditadura dos “iluminados”, como se acham os bacharéis a serviço dos banqueiros internacionais nessa onda de destruição institucional do país.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

EU E OS 320 ANOS DO "SENADO DA CÂMARA" DE SANTO ANTÔNIO E ALMAS DA ITABAIANA

 
 
Amanhã, 5 de dezembro, a convite do presidente José Teles de Mendonça, a partir das oito e meia da manhã estarei palestrando na Câmara Municipal de Itabaiana sobre... a Câmara Municipal de Itabaiana e seus 320 anos.
Será um falatório rápido, mas tentarei expor ali o que apurei até hoje sobre a história de nosso Município que, obviamente, se confunde com a história da Câmara uma vez que aquela Casa foi a primeira instância política de governo a ser implantada por aqui, no longínquo 1697.
É também uma forma de agradecer, uma vez que foi um trabalho ali conduzido entre 2001 e 2002, na presidência do ex-vereador, meu amigo e colega de rádio José Francisco de Andrade, ou, artisticamente Francis de Andrade, que deu origem ao portal na internet daquela Casa, em sua primeira versão, e que me dotou dos instrumentos informativos finais e necessários para compor linearmente a história de minha terra. Estarei, pois, mui grato devolvendo parte da gentileza, à Casa, aos amigos edis e à minha terra, ali por eles representada.
Ser-me-á mais que que uma honra poder estar a falar na tribuna de onde, há dois séculos passados partiu a firme disposição de emancipar Sergipe de uma vez por todas, a falar disso e doutros gloriosos momentos.
Salvo engano, as sessões da egrégia Casa vêm sendo transmitidas ao vivo pelo canal de vídeo Itnet, além de ficar disponível no canal de vídeos da Casa.

Obs. "Senado da Câmara" era uma terminologia bastante usada na era colonial para se referir às câmaras de vereadores.

sábado, 2 de dezembro de 2017

CDL PROMOVE HOJE O SEU MAIOR ACONTECIMENTO ANUAL



 
 
Hoje à noite será realizada à 27ª Confraternização Natalina da Câmara de Dirigentes Lojistas de Itabaiana.
É um momento ímpar. Além do congraçamento da classe lojista e personagens da sociedade local, homenagear aqueles que mais se destacaram na cidade, mormente na atividade empresarial.
Diante do ímpeto empreendedor local, há anos em que há certa dificuldade em escolher; mas, ao menos no maior título conferido na festa, o desse ano era mais que sabido antecipadamente: receberá a homenagem como LOJISTA DO ANO 2017 o amigo, confrade e arrojado empreendedor, Manoel Messias Peixoto. Messias, como informalmente o tratamos inaugurou no último mês de junho algo que supúnhamos bem distante de nossa realidade: um Shopping Center na cidade. Não é um mero empreendedor; é um desbravador, um vanguardista, um pioneiro. Coisas da terra que, entre outras,  em certo momento chegou a ser origem de três das dez maiores redes varejistas do país. Na mesma linha, a homenagem EMPREENDEDOR DO ANO 2017 vai para Nivaldo Francisco da Cunha. Zeloso, Nivaldo construiu uma das mais belas lojas na cidade, há mais de duas décadas. E, neste corrente ano mudou de endereço, e, como sempre, se superou. Mais que merecido. E aí vem outro peso pesado no empreendedorismo local: Edson Vieira Passos, construtor e incorporador, a quem de vez em quando me refiro dizendo-lhe uma espécie de Constantino a fundar uma nova Itabaiana, como o grande imperador romano. Outra homenagem, ao meu ver muito benfeita: DESTAQUE ESPECIAL a Antônio Sérgio de Almeida Alves. O Sérgio, quis o destino ficasse ele como único responsável pra tocar a grande empresa da família, magistralmente administrada até bem pouco tempo pela minha querida saudosa amiga Maria Irami de Almeida, sua mãe; é um peso descomunal, eu sei, mas ele está tocando muito bem e a mestra que teve foi das melhores. O COLABORADOR DO MOVIMENTO LOJISTA é o presidente do BANESE, Fernando Soares Mota; HOMENAGEM ESPECIAL, merecidíssima, ao Dr. Antônio Cardoso Moura (o médico que viu operar aos seus olhos o milagre que levou a Igreja Católica a beatificar a Irmã Dulce); DESTAQUE EMPRESARIAL para Josilene dos Santos Prado (Moda Jovem), Harison da Silva Barbosa e Francineire Moura do Sacramento (Minas), e mais uma merecidíssima HOMENAGEM CULTURAL aos desbravadores culturais: ao local, Vicente José dos Santos (O homem do Museu do Capunga e da Feirinha do Luiz Gonzaga), e ao meu amigo e irmão Domingos Pascoal de Melo, entre outros, membro da Academia Sergipana de Letras, promoter num monte de atividades culturais no estado de Sergipe, um verdadeiro missionário cultural em nosso estado.
Trata-se do maior acontecimento social anual na cidade, para onde concorrem todos os seus personagens de maior importância, além da hoje vasta quantidade de membros daquela instituição. Por bondade das diversas diretorias, incluindo a atual, presidida pelo amigo e fundador da instituição, Jamisson Barbosa Ferreira, desde 2004, quando deixei de assessorá-la tenho sido convidado à solenidade. E estarei lá.
Festa boa, com certeza.

TÓPICOS DE HOJE

Eu, na Folha da Praia

Recebi ontem, através do confrade Antônio Francisco de Jesus, o querido Saracura, alguns exemplares da Folha da Praia, enviados pelo amigo, grande jornalista Amaral Cavalcanti, da edição 861 desse novembro próximo findo de 2017, ano XXXVI dessa brincadeira séria que, mesmo à certa distância, vi nascer. Nesse número, além de um artigo do amigo e confrade Antônio Samarone, o Amaral me fez a gentileza de replicar um artículo de minha lavra publicado no Facebook, um desabafo contra a letargia dos sindicatos, instituições que são fatores primordiais no amadurecimento e bom funcionamento da democracia. Primordiais à eunomia. A replicação desse meu artigo, portanto, preenche-me uma dor de cotovelo de décadas, quando vi desfilarem pelo emblemático hebdomadário textos os mais variados, e eu, moleque “d’interiô”, a achar-me incapaz de um dia estar também naquelas páginas. Meu muito obrigado ao Amaral e equipe que faz o jornal Folha da Praia.
 

 

Costumes I

Vou retornar às velhas costureiras e ou alfaiates. É que fico cada vez mais de saco cheio com as camisas de marcas, pelas quais costumo pagar fortunas, e nem são lá esses balaios todos em matéria de acabamento, e até mesmo de tecido; e o pior: sem bolsos. Quase se não mais encontra camisas pros “coroas”; agora é só pra boy. Sem bolsos. Acontece que tenho por hábito carregar uma caneta comigo e um bloquinho para anotações, e às vezes algum outro apetrecho minúsculo, mas que somente se carrega bem no bolso da camisa. Como usá-lo, se os estilistas e suas modas sempre esquecem que nem todo mundo acompanha a moda! Essa estupidez humana que a moda: você pagar cara por algo que lhe deixa mais ou menos uniformizado com uma multidão, mas que promete – e você acredita – que te deixa individualizado. Vou protestar voltando às origens.
 
 

Costumes II

Minha Itabaiana vive me surpreendendo. Agora pela manhã, por volta das dez e quarenta eu enfrentei uma fila de sinal em três estágios, coisa por que passei, não faz tempo, apenas em São Paulo, Salvador e Aracaju. Encostei o carro no fundo do imediatamente à minha frente e esperei o sinal abrir. Abriu, passou um lote de carros, eu adiantei um pouco mas tive que parar porque o sinal fechou antes da minha passagem. E repeti mais uma vez e, na terceira, fiquei à frente da fila. Finalmente consegui passar. Detalhe: o sinal é temporizado em quatro estágios de trinta segundos, o que significa dizer que passei quase seis minutos na fila. Isso era impensável há vinte anos atrás, quando sequer sinais de trânsito existiam por aqui.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

QUANDO BATE O DESESPERO: ALBANO PRA GOVERNADOR! URGENTE!

Os números do Anuário Brasileiro da Segurança Pública são desalentadores: meu pequenino Sergipe, aparentemente o melhor estado para se governar, com seus menos de 22 mil quilômetros quadrados e pouco mais de dois milhões de habitantes, com um terço disso na Grande Aracaju... está um caos em matéria de segurança. A capital, Aracaju, 66,7 assassinatos por cada 100 mil habitantes, é a capital mais violenta do país, e o estado corrobora estes números sendo o mais violento também do país com 64. Completa falência do Estado. Quando o Estado, que é o mantenedor da ordem é confrontado por Estados paralelos que demandam tal nível de desordem é porque o Estado deixou de existir. Nada justifica uma violência dessa, exceto a completa falência do Estado; de sua capacidade de comandar, de impor a ordem e a justiça. As justiças se não fazem, como alertava à rainha, D. Maria I de Portugal, o ouvidor-mor, Magalhães Paços no distante ano de 1799.
Quando se analisa os números coletados desde 1979, o primeiro ano do governador Augusto do Prado Pimentel Franco e também o primeiro da Anistia Política “Geral e Irrestrita”, ainda dentro do Regime dito Militar, e o que se descortina sobre 2016, muitas leituras se pode fazer, mas a principal dela é que o Estado vive sem o devido comando já há algumas décadas.
O gráfico aqui presente foi pacientemente construído com dados do Datasus, conforme as taxas de homicídios verificadas em cada domicílio, município a município, ano a ano e o que se depreende é que, uma vez terminada a Ditadura, o afrouxamento da segurança cada vez maior nos trouxe a este estado.
Os números da violência em Sergipe explodem, pela primeira vez no primeiro ano do segundo governo de João Alves Filho, um governo fraco, marcado pelo Acordão. Foi o tempo do “A Missão”, grupo de extermínio criado dentro da Polícia Militar para simplesmente matar supostos ladrões de gado. Um escândalo que abalou o estado internacionalmente trazendo a Anistia Internacional pra cá, o que significou fechamento da torneira do dólar das agências mundiais de fomento. E, com o país em descenso pelas agruras do governo Collor, governo federal também enfraquecido, 1991 cravou um crescimento de homicídios no estado, de estratosféricos 151 no ano anterior, para 317. Aumento de quase 110 por cento. Mas o pior estava por vir: 461 assassinatos em 1992, aumento em relação a 1990 de 205 por cento. Em 1993 manteve-se altíssimo, mesmo com queda pra 312 casos, voltando a subir em 1994.
O escândalo do A Missão, todavia, ao fechar a torneira do dólar do fomento mundial acabou por criar o milagre da recivilização forçada e, ao tomar posse em 1995, o novo governador, Albano do Prado Pimentel Franco levou consigo o advogado e membro da Anistia Internacional Wellington Mangueira. Mangueira instituiu um programa de redução de violência que, se em 1995 baixou apenas para 255 casos, em 1998, seu último ano como secretário de Estado da Segurança chegou aos 175 assassinatos ao ano, ainda bem acima dos 151 do último do último ano do governo Valadares, em 1990, e o dobro dos cinco por cento preconizados como aceitáveis pela OMS, mas quase um terço do festival de assassinatos do governo anterior.
Mas o que é bom dura pouco; e, ao não retorno de Wellington no segundo governo de Albano, o clima de inferninho, de cafua em que o estado foi transformado com as chamadas privatizações e suas compras de votos, e também a insegurança política e econômica do país, mais uma vez a violência explodiu e nunca mais parou de subir. Porém, a coisa ficou completamente descontrolada com os fracos governos Deda/Jackson Barreto. Do segundo governo Albano até a primeira metade do primeiro governo Deda, os números se mantiveram na estratosfera; com o esfacelamento político do governo Deda, a partir de seu terceiro ano de mandato em 2009 a espiral se descontrolou completamente, atingindo o primeiro ano do governo reeleito de Jackson Barreto, 2015, a soma de 1302 assassinatos no estado. E, segundo o Anuário Brasileiro da Segurança Pública, 1.449 no ano passado. De dez assassinatos por cem mil habitantes em 1998 para 64 por cem mil no ano próximo passado. É guerra pra ninguém botar defeito.
E os números podem ser piores; haja vista que, o que o sistema de saúde colheu como 1302 casos em 2015, o Anuário Brasileiro da Segurança Pública deu como 1.286.
Obviamente que essa matança toda o é pelo livre trânsito das gangues. Não se trata de briga de bêbados, de esquentados torcedores de futebol ou brigões no trânsito, muito menos de maridos encornados; são acertos de contas de quem não tem como ir à justiça cobrar uma aposta de jogo do bicho não paga, ou um papelote de cocaína ou mesmo pedras de crack não devidamente ressarcidas. Crime! Crimes que desaguam noutros crimes, que realimentam outros e que corrompe a sociedade.
E não adianta se entocar em shoppings, condomínios, praias privês... uma hora tem que botar a cabeça fora. E na hora que botar, bala não reconhece status social.
Bem, pela experiência pregressa, só voltando Albano Franco junto com Wellington Mangueira pra ver se se bota alguma ordem nessa zorra.


quinta-feira, 26 de outubro de 2017

JARDIM AMEAÇADO


Aulas suspensas e frequentes mutirões de limpeza começam a ser rotina numa bela obra, que é bem maior pelo que se propõe: a ONG Oficina Mãos Amigas Nossa Senhora de Nazaré pede socorro! A lixeira municipal que lhe é vizinha, e que não para de crescer ameaça fazer naufragar um projeto de inclusão e promoção social criado e mantido com tanto sacrifício e tanto amor.
A Prefeitura retira constantemente resto de carniças, móveis, velhos, comida estragada em geral e detritos de construção; o problema é que assim que limpa o local já tem mais uma carroça ou caçamba a atirar animais mortos e outros detritos no local.

Está difícil conviver com ratos, baratas, urubus, e o terrível mau cheiro que exala do local, que, estranhamente passou a ter forte utilização depois da construção da sede da ONG.
Ou a Prefeitura proíbe terminantemente esse tipo de atividade ali, ou a ONG poderá sofrer solução de continuidade, com enorme prejuízo à coletividade local.


A NOSSA MÁ EDUCAÇÃO DE CADA DIA


Em fins dos anos 70, depois de dois choques do petróleo e sua natural repercussão na economia do país, e em seus cofres públicos, nas três esferas - União, Estados e Municípios - o de Itabaiana, cronicamente de relativas poucas rendas estava na lona. A iluminação pública era de péssima qualidade; a rápida expansão urbana sem consequente acompanhamento da administração tinha transformado a cidade num poeiral ou lamaçal, já que dois em cada três logradouros sem pavimentação, e pelo menos um terço sem sequer meio fio; e esgoto era uma miragem, com umas raras canaletas antigas em poucas ruas ou praças. Na Praça João Pessoa era comum o retorno de estudantes do Murilo Braga tapando os narizes pelo mau cheiro do esgoto a céu aberto, mesmo sobre o calçamento.
Mas a coleta de lixo funcionava! Um dos carros chegou a opera durante bom tempo com a cabine remendada de papelão... mas funcionava. Anualmente, em fins de novembro, Francisco Tavares da Costa, o Fefi, imprimia em sua gráfica uns cartõeszinhos que eram distribuídos pelos garis, para arrecadação de fundos para O NATAL DOS GARIS. E a arrecadação não era decepcionante: as pessoas tinham relativo respeito pelo trabalho da turma da limpeza porque ela era o que de melhor funcionava na administração municipal.
Mas não faltava gente imunda a jogar lixo em qualquer terreno baldio ou mesmo praça não urbanizada, como muito ocorreu na Praça João Pereira, na parte da Praça de Eventos, atualmente em reforma no ponto dos ônibus e micro-ônibus, e na ex-futura praça Sebrão Sobrinho, hoje totalmente tomadas de casas, entre a Associação dos Estudantes Universitários e o Colégio Estadual Murilo Braga. Foi preciso a intervenção forte da justiça, que forçou a Prefeitura a tomar medidas enérgicas, com multas pesadas em cima dos imundos.
A COLETA DE LIXO EM ITABAIANA SEMPRE FUNCIONOU BEM! Desde que implantada, ainda na gestão de Manoel Francisco Teles e depois modernizada na administração de Euclides Paes Mendonça. Mas a falta de educação, aliada à arrogância e a prepotência é terrível! Tem gente que pega sua Hillux, Amarok, Ranger... e vai pra Frei Paulo, Ribeirópolis... apenas tomar uma cerveja; mas quando lhe morre um gato, cachorro, ou mesmo quando descobre um frango estragado na geladeira joga no primeiro terreno baldio que encontra. Coisa de gente que acha que dinheiro serve de escada pra pisar nos outros. Imundo!
Logo, não adianta a Prefeitura apenas limpar; é preciso agir energicamente contra os sujismundos. E eles só entendem uma linguagem: A QUE LHES TIRA DINHEIRO DO BOLSO.




terça-feira, 17 de outubro de 2017

ITABAIANA: 320 ANOS DE EMANCIPAÇÃO.


Recebi o honroso convite do presidente da Câmara Municipal de Itabaiana, vereador José Teles de Mendonça, para me fazer presente na solenidade de comemoração aos 320 anos de instalação da CÂMARA MUNICIPAL DE ITABAIANA, a ser comemorado nesta sexta-feira, 20 de outubro, com missa e sessão solene, entre outros.
20 de outubro, de fato é a data símbolo da Emancipação, da criação do Município de Itabaiana; a mais próxima que temos desse definitivo acontecimento em nossa cidade porque se trata da data da carta do governador-geral Dom João de Lencastro ao ouvidor-mor instalado no ano anterior, 1696, em Sergipe, Diogo Pacheco de Carvalho, a quem foi incumbido organizar a situação fundiária de Sergipe, já com escandalosos problemas de concentração de terras, por ordem na justiça, e em outubro, de fundar dois novos municípios, talvez mais um. Os dois municípios de formação obrigatória foram Itabaiana e Lagarto; todavia, ao fim, antes de 1700 já haviam sido instalados também as câmaras municipais de Santa Luzia do Itanhy e de Santo Amaro das Brotas. Disso adveio problemas à administração colonial: é que a Vila Nova do capitão Sebastião de Brito e Castro, por este, vinha pleiteando a sua emancipação de São Cristóvão desde 1663, quando o mesmo ganhou licenças reais para assim proceder por sua própria conta, desde que tivesse ao menos 50 vizinhos, e por sua própria conta construísse a Casa de Câmara e Cadeia, símbolo máximo do poder municipal até mesmo depois do Brasil independente, e até a Proclamação da República.
Em 1695, chegaram a Portugal as notícias de encontro de ouro em Itabaiana e nos sertões de São Paulo. Mais cuidadoso em relação a Itabaiana desde o fiasco da prata em 1674, e mais ciente do perigo que significaria uma mina de ouro próximo do mar, o governo português concentrou suas atenções nos chamados sertões paulistas; de fato, regiões das capitanias do Espírito Santo e Rio de Janeiro, que depois seriam desmembradas com o nome de Minas Gerais. A ordem de Lisboa foi proibir qualquer mineração até segunda ordem. Não mais se voltou a oficialmente buscar metais preciosos nas serras da Itabaiana, mas, como forma de garantia da ordem, por carta de 5 de setembro de 1696, o monarca mandou que D. João de Lencastro criasse os dois municípios nos locais mais povoados na região das serras e próxima delas, pontos de apoio às raras caravanas terrestres entre Salvador e Olinda, na sua versão mais interiorana, e locais onde imperasse a lei e as determinações do rei.
Naquele tempo havia dois caminhos entres as duas principais sedes coloniais, Olinda e Salvador: o Caminho do Mar, grosso modo comparando, a hoje Estrada do Coco/Linha Verde; e o Caminho do Sertão do Meio, vindo pelas Alagoinhas, Inhambupe, Itapicuru, Tobias Barreto, Lagarto e Itabaiana. Depois de Itabaiana as duas estradas se fundiam do atual povoado Bonfim, município de Divina Pastora até Japoatã, ali se separando novamente em duas rotas: a do mar, por Brejo Grande, Piaçabuçu... e, por Santana do São Francisco Penedo, a estrada que os holandeses conheciam como Caminho do Camarão, aproximadamente a BR-101, no trecho Alagoas/Pernambuco até Olinda. Como se vê (mapa presente), Itabaiana estava praticamente no meio desse percurso.
Em 20 de outubro de 1697, depois de cobranças de Lisboa o governador Lencastro enviou carta determinando ao ouvidor-mor que “tanto que V. Mcê, receber esta, vá ao lugar de Itabaiana e Lagarto formar vilas...”.

Uma quase cidade.

Em 1672 foi concedida patente de “Patente de superintendente do descobrimento das Minas do Rio de São Francisco, emquanto as dilifências dellas”, provido na pessoa do capitão Bento Surrel (BN-Rio, Docs. Hist. 12, p.208). Bento Surrel Camiglio foi quem levou as amostras de prata a Portugal que motivou a dispendiosa viagem de D. Rodrigo de Castelo Branco, nomeado Provedor e Administrados das Minas da Itabaiana em provisão de 28 de junho de 1673. (BN-Rio, Docs. Hist. 25, p.260).
Em 11 de julho de 1674 chegou à Itabaiana D. Rodrigo de Castelo Branco, à frente de um pequeno exército de 30 oficiais, brancos e mestiços, e mais de 200 índios, todos comandados pelo general Jorge Macedo Soares. Vinha com a firme determinação de definitivamente encontrar a mina de prata, e, em caso de confirmação da mesma, erigir um forte; UMA CIDADE, como todas as cidades importantes daqueles tempos, com seus muros altos e torres de vigilância. Sem prata, sem cidade. A paróquia, todavia, foi instalada no ano seguinte, em 30 de outubro de 1675, quando Dom Rodrigo praticamente já desistira de Itabaiana, dando origem ao núcleo onde hoje se situa a cidade. Vinte e dois anos depois veio a criação do município, não com sede fortificada, uma cidade; mas uma vila, a unidade administrativa municipal portuguesa comum, até os dias de hoje.
Há 320 anos.