![]() |
| Entre 1971 e 1976, rumores de retorno se resumiram a rumores. |
E eis que recebo um convite através do amigo, protético de profissão, ex-colega de ECT, ex-vereador, e entusiasta do serviço militar Pedro Edson de Campos, para a inauguração de mais uma etapa do Tiro de Guerra a se instalar em Itabaiana. A solenidade acontecerá hoje, 15 deste janeiro, quinta-feira, logo mais às 11 da manhã. Será na Praça da Juventude Romeu Alves dos Santos, vizinho ao Ginásio Chico Cantagalo, no Bairro São Cristóvão.
É luta antiga. Antes da década de 1960, foi por uma possível carreira militar, vista como alternativa de emprego. Que passou, desde então, a ser uma questão de honra. E isso tem sido uma preocupação do entusiasta Pedro Edson, que, antes mesmo de ser eleito vereador nas eleições de 1988, já lutava pelo retorno do Tiro de Guerra. Mas sempre dependendo de aportes municipais.
Agora conseguiu.
Apesar da posição estratégica de Itabaiana, um cercado de serras, forte natural, no centro do pequeno Sergipe, forças de segurança nunca foram levadas a sério por aqui. Nem mesmo em se tratando da Segurança Pública. Em 1986 tínhamos menos policiais que em 1858. Hoje, esse contingente me escapa.
As Ordenanças do período colonial, não eram propriamente escolas ou formações militares; mas seus membros referenciados como potenciais defensores, em caso de ameaça de outras nações.
![]() |
| Ordenanças, século XVII. Exceto o comando maior não vencia soldo e eram convocadas quando de uma ameaça maior. |
E, tiro de guerra, há indícios de ter havido aqui em Itabaiana, ainda na época da Guarda Nacional; depois, no curto período da administração euclidiana, e pronto.
As ameaças de revitalização do Tiro de Guerra dos anos 1970, ficaram somente como lembrança nas páginas de O Serrano, e raros discursos na Câmara Municipal. Particularmente, ficaram nas minhas correrias junto aos médicos, em busca de um atestado, no caso Dr. Ormeil Câmara de Oliveira, para me livrar de perder o primeiro emprego ao ficar impedido por seis meses, enquanto durasse o serviço. Nem precisou. Fui “Dispensado por excesso de contingente, e ser portador de polidactilia na mão direita”.
Oxalá o Tiro de Guerra agora dure bem mais que das tentativas anteriores.
Defesa sempre foi o bem maior de qualquer grupo humano. Sem ela, não há segurança; porque tudo que se produzir está sob sério risco. Não há progresso.
![]() |
| Com Sergipe engolido pela Bahia, eis a situação de defesa do muncípio de Itabaiana, em 1787. |




