terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Ma non troppo.

Da mesma forma que não acredito em Papai Noel, lobisomens, mula sem cabeça... Também tenho o direito de acreditar que a ex-prefeita Maria Mendonça não seria tão tola a ponto de acreditar, que todo mundo acreditaria, que ela deixaria dinheiro em caixa para Luciano Bispo gastar. Ainda mais com um monte de gente sem receber. Pois eis que Maria está a dizer exatamente isso. Je-sus!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Defecando em cima. Bebendo em baixo.

As denúncias de Carlinhos do PT (do Campo do Brito), hoje pela manhã, no programa de Eduardo Abril na Rádio Itabaiana FM , de que há uma lixeira imensa às margens do riacho da Camadanta é uma clara demonstração de que a coisa ta pegando em termos de política ambiental em Itabaiana.
A coleta de lixo no município, mesmo que regular, sempre foi deficitária, entretanto, a desorganização observada nas últimas semanas de dezembro próximo passado levou ao exacerbamento do velho hábito do “monturo”; o de jogar o lixo em qualquer lugar.
Ocorre que a cidade de Itabaiana toda é uma nascente. São quatro córregos no atual sítio urbano a levar água pro Jacarecica, que tem a barragem do Jacarecica II de onde vem quase cinqüenta por cento da água hoje consumida em Itabaiana e mais quatro ou cinco municípios da região. Do outro lado – a cidade hoje está num divisor de águas – existem mais três córregos, inclusive o riacho da Camadanta que recebe os demais, que correm para a barragem do Projeto Ribeira, responsável por mais outros quase cinqüenta por cento do abastecimento. E a população continua a lhes encher de lixo. É “cagar” em cima e beber em baixo. Literalmente.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Promessas difíceis de cumprir.

Em briga de pombos, urubus não se metem. É ponto pacífico. Todavia há que considerar que é muito difícil ficar com um abacaxi na mão e assumi-lo como seu sem repassar custas ao seu antecessor. Principalmente quando a turma de seu antecessor não dá trégua, e de primeira quer impor ao atual as mazelas vindas de bem antes. Essa de Luciano não mostrar os problemas da gestão Maria Mendonça é história pra carochinha. É impossível engolir todos os bugs deixados pela ex-prefeita que, mal saiu da prefeitura e seus prepostos já andam a deitar falação sobre a administração alheia – a de Luciano.
Conselho do sábio Ariano Suassuna? “Se é pra falar do sujeito, ao menos deixe-o dar as costas. É muito deselegante falar de alguém pela frente; constrange quem fala e quem é falado”.
Ao menos o pessoal de Maria poderia ter dado um tempo, né?...
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sábado, 7 de fevereiro de 2009

Camundongos e rapinas.

Camundongos, Rapinas, Pebas, Cabaús, Caras pretas, Rabos brancos, Liberais, Conservadores, Udenistas, Pessedistas... tudo isso serve pra quê? Para que espertalhões, de lado a lado, se apossem da máquina pública, de forma direta ou indireta, se lambuzando no mel que dela vem, vivendo como vegetal sem nada contribuir com os de seu tempo e com os que hão de vir. Um excremento humano. Fossem as siglas supra mencionadas, meios de progressão, ao menos dos seus protagonistas e a história seria outra. Não são. Cabe, pois, aqueles que pilotam essa nau cheia de loucos a tarefa de acorrentá-los, de vendar-lhes os olhos que tão pouco vêem; e até tapar-lhes as bocarras fedorentas cheias de peçonhas a vociferar idiotices e cuja única outra finalidade é comerem tudo como se fossem lagartas, vomitando quase tudo em seguida como ocorre a todos os gulosos.


Bom, bom, bom, não ta não, mas...

Dizem por aí que o prefeito Luciano Bispo tem feito o diabo pra desalojar os chiquistas e, portanto, anti-lucianistas, da máquina privada de fazer dinheiro na qual se transformou a Micarana.
Da minha parte, sem o menor pudor ou temor de ser execrado a mando dos ditos espertalhões, acho a Micarana o maior desperdício de dinheiro público a quem alguém pode se dedicar. Se eu fosse o prefeito Luciano, bateria o pé e diria: não, e não e não! Seu benefício popular, do ponto de vista do lazer proporcionado é extremamente questionável. Politicamente é uma meleca; já que, se fizer, ganha uns tapinhas nas costas além do tradicional “muito bem!” dos de sempre, mas deixa o município quebrado; outrossim, se não o fizer, vai ter que agüentar a cantilena dos espertalhões a puxar o coro dos naturais descontentes. Financeira e promocionalmente para a cidade é um desastre. Serve tão somente para que uns poucos troquem seus carros de luxo e façam outros investimentos pessoais, passando o resto do ano sem mais nada fazer “de bar em bar, de mesa em mesa; bebendo cachaça, tomando cerveja”. Enquanto isso, o município que absolutamente nada arrecada com isso, sequer vê chegar verdadeiros turistas que aliviariam a gastança dos ditos festejos; festejos estes que, até por questão de natureza de segurança comercial, sequer os kits dos blocos podem ser aqui fabricados. Eis o que é a Micarana: o maior bota-fora de dinheiro onde os únicos a ganhar são exatamente os que absolutamente nada investiram.
Quanto à decisão de Luciano... a de expurgar os chiquistas, se a tomou, tá mais que certo. Não foi isso mesmo que foi feito desde há quatro anos atrás? Não é uma festa privada com dinheiro público? Não é ela privativa do grupo dos “amigos” de quem manda na Prefeitura? Então “tá bom! Bom, bom, bom, não ta não! Mas ta bom!”

Começou errado.

Até o início dos anos quarenta, a cultura dos que mandavam no Brasil era de que a festa – de que todos sempre gostaram - era algo demoníaco, portanto, proibido. O cinema, o rádio e depois a vitrola espalharam cultura organizada e enlatada pelos quatro cantos do mundo modificando sensivelmente a forma de ser das sociedades. O domínio político saiu do campo exclusivo das armas, da política dos conchavos e da religião para ter um concorrente à altura: a mídia. Em Itabaiana não foi diferente.
No início dos anos quarenta o rádio a válvula trazia notícias muitíssimo mais rápidas e baratas que o telégrafo e muito mais que o jornal. Também trazia música e costumes. Localmente nossos “sambas” (forró é uma terminologia da segunda metade do século XX), quase sempre afastados "da cidade" era a única diversão. Mas ao fim dos anos quarenta surgem por aqui os primeiros clubes de recreação, em especial a Associação Atlética de Itabaiana. E eis que aparece a Micareme de 1949, Uma festa particular, dos sócios da Atlética, mas feita com dinheiro público segundo a lei número 29, de 09 de agosto de 1949(*). Ao que tudo indica a festa já ocorrera em abril – como ora ocorre – tendo sido a dita Lei apenas um socorro legal para justificar o investimento público já pago. Valor: dois mil cruzeiros ou R$ 536,96 (IPC-SP). Euclides Paes Mendonça, raposa política de primeira, voltou com a festa na sua mesma formatação de 1957 até seu desaparecimento em 1963 (leis 155/57; 171/58; 188/59; 199/60; 216/61; e 226/62).
(*) Nos tempos coloniais, até as Posturas municipais vinham de Lisboa. No Brasil independente, já no Império, nenhuma Lei era criada pela municipalidade, exceto a dita Postura Municipal. A numeração de leis municipais na República cessa com o Estado Novo e recomeça no pós-Constituição de 1946. Daí o porquê da numeração baixa da dita Lei.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A perigosa novidade.

A humanidade é algo interessante. Enquanto uns poucos lutam por um ideal; a esmagadora maioria luta pelo capital.
Quase todo líder, mesmo o menor deles é uma vítima da sociedade que o engendra. Uns por medo; outros por descrença, outros por voraz apetite de sangue alheio, o fato é que todo o projeto, por mais nobre e bem cuidado que surja terá, já à meia vida, o selo de lama promovido por miseráveis de todos os calados. Desde o mais pobre ao mais endinheirado.
A turma que sempre puxa pra baixo está o tempo inteiro a postos, pronta para atacar. E é aqui onde as ideologias se perdem. Qualquer uma delas.
Todo o projeto bem feito leva tempo para vingar. Como a turba ensandecida só pensa com o fígado, ou pior, com as tripas, fica fácil ser presa de malandros, que se aproveitam de tal situação pra deitar na lama límpidos lençóis do mais puro linho. Depois é só arrematar: ”Tá vendo aí? Não disse que isso não dá certo!”
Boas vindas à Ouvidoria Municipal (mais aqui). Apesar dos eternos urubus que sempre rondam ameaçadores a qualquer coisa que não seja carniça.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Historinhas.

As fábulas, historinhas presentes em nossos primeiros livros de “primário” são parte de um caldo de cultura filosófica do qual não nos podemos desligar. É que nelas residem boas lições de vida que precisam ser consideradas. Como aquela do Lobo e o Cordeiro, em que não adianta argumento; quando o lobo quer comer o cordeiro, qualquer contra argumento vale. Traduzindo: não adianta tentar agradar a quem não quer ser agradado. No máximo se consegue o lugar do mais leviano puxa-saco.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Vai dar confusão.

As ameaças que começam a pairar sobre a cabeça do recém re-eleito presidente da Câmara Municipal de Itabaiana, Heleno Tavares da Mota – o Heleno de Aciole – são reais. Heleno pode, sim, perder o mandato por infidelidade partidária, mesmo que o dono do PSC Edvan Amorim venha chancelar sua decisão de romper com o grupo que o elegeu, mantendo-se apenas no partido. Claro, não será um processo fácil, entretanto, Heleno não foi eleito apenas por um partido. O foi pela Coligação Trabalhando pelo Desenvolvimento que inclui 11 partidos dentre os quais, o seu PSC. O mandato é, pois, da coligação. O partido vem depois. A prova disso é que em caso de saída de Heleno, o segundo colocado, Erotildes do PT seria o empossado.
O cerco tá apertando.