- o convênio 610847, pela CEF, valor total de R$ 1.987.776,75, firmado no dia 26/02/2008 e que já houve repasse parcial de R$ 399.600,00;
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Nada mal. Desde que...
- o convênio 610847, pela CEF, valor total de R$ 1.987.776,75, firmado no dia 26/02/2008 e que já houve repasse parcial de R$ 399.600,00;
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23:15
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Mediocridades.
Chico reinou absoluto por dez anos até que surgiu de uma só vez o telefone, antes restrito a uns poucos usuários; a ampliação e modernização da rede elétrica e... o rádio. A Rádio Princesa da Serra. A falta de lideranças populares e o legado político montado por Euclides e mantido por Chico ainda lhe deu sobrevida na Prefeitura até fins da década de 80. E aí, não teve jeito: caiu. Foi mantido soberano por todo esse tempo, entre outros fatores, pelo fato dos cidadãos de então se contentarem com o morar na cidade tendo acesso razoável à eletricidade, e precário, ao serviço de água, que todo dia faltava.
Vejo no portal itnet(veja aqui), daqui de Itabaiana, que, ao menos no último placar que ali vi, numa enquete sobre a administração da prefeita Maria Mendonça, esta é bem avaliada por ter pago aos funcionários em dia.
Triste a sina de um município onde pagamento em dia dos salários de funcionários é tido como acontecimento fenomenal. Fico a imaginar o dia em que esse município vier a ter uma equipe que crie e execute uma política de desenvolvimento real. Mesmo que inicialmente exitosa, seus envolvidos serão, ou santificados, ou enxotados do poder para nunca mais atentar contra a mediocridade.
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22:37
Ecos.
- Conseguir recolocar Dr. Milet na chefia.
- Foi? Perguntei. Mais em tom de afirmação do que propriamente de indagação.
- Foi. Ele deve começar em no máximo 15 dias.
O diálogo seguiu com reconhecimentos de parte a parte da capacidade e condições pessoais gerais do re-nomeado até que uma criatura à parte, num desses momentos dos mais infelizes e degradante da raça humana faz a observação:
- Ah! Eu bem sabia. Esse pessoal não perde a boquinha.
Sem palavras. Eu e o prefeito nos levantamos - ele depois de fazer repetidos meneios de cabeça, naturalmente num misto de desaprovação, e decepção com a criatura. Perdemos qualquer graça de continuar o papo e saímos cada um pro seu lado.
Tem gente que não se enxerga, mesmo. Principalmente porque, ofuscado com o brilho alheio, vive em função de atrapalhar os outros ao invés de buscar crescer a si próprio. Condição somente possível de fato com um mínimo de nobreza de espírito.
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17:21
De olho no céu.
No caso da torcida pela benevolência da natureza e suas forças, deste ano, esta se dá pelos problemas naturais de uma transição no comando municipal, mas principalmente porque há uma característica na dengue que a torna pior do que outras viroses: a cada surto, obviamente por um novo tipo de vírus, as defesas do organismo humano se vão definhando o que em alguns casos podem provocar a tão temida dengue hemorrágica. E no ano passado a quantidade de casos foi visivelmente enorme; mesmo que no momento não disponhamos de números concretos sobre cada um dos tipos e sua incidência na população.
Este escriba aqui já foi acometido duas vezes pelo mal. Obviamente por dois tipos diferentes de vírus; e como eu, há muita gente. Deles que sequer notou que teve a doença, como ocorre com a maioria. Apresenta uma leve moleza; indisposição, e depois fica sem saber o que de fato houve. Pode ter sido dengue.
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13:16
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Natal de consumo
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20:55
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Trágica vida trágica.
O grupo acerta a “parada”, nome com que a marginália se refere à apropriação do alheio, seja por assalto, seja por furto. Mas aí, a desgraçada da mãe de um morre na véspera (só pode ser uma desgraçada! Onde já se viu, morrer num dia em que vai atrapalhar uma “parada”?). E ai, o membro da gangue resolve que, pelo menos aqui deve parecer que é gente. Enterrar a mãe; chorar ao lado do caixão, acender velas... essas coisas que gente normal costuma fazer. Só que a “desgraçada” da mãe “aquela canço” esqueceu de combinar o dia: não era pra morrer no dito dia. E o “fi’ do canço” do filho dela esqueceu que, em primeiro, a “parada”. Os “amigos”. E aí, “meu”, só há um jeito: mostrar que o “código da Lei” aqui vale. E então, membros da gangue despacham o desgraçado para junto da mãe. Familiares restantes evadem-se; far-se-á mais uma investigação que não dará em nada; os “homens de bem” murmurarão: “foi só mais um bandido. Tinha mesmo é que morrer!” A cidade ganha mais um presunto na sua tétrica galeria anual. A mídia doutras plagas ecoa mais uma vez: Itabaiana é terra de matador!...
“Calado foi cada um pro seu lado. Pensando numa mulher ou num time; olhei o corpo estendido e fechei, minha janela pro crime”. (*)
E continuamos com “a cidade onde mais se mata bandido”. Graaaande troféu!
(*) De frente pro crime. João Bosco e Aldir Blanc
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20:50
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Resultado esperado.
No Agreste de Itabaiana, se considerarmos que apenas em Macambira e Moita Bonita o governador ganhou no segundo turno de 2006 (52,35 e 51,75%, respectivamente) houve melhora. Já que em Areia Branca perdeu com 37,1%; em São Domingos com 37,99, em Malhador com 49,2% e em Itabaiana não passou dos 38,75%. Entretanto, os resultados da pesquisa estão bem distantes de uma situação confortável, haja vista estar em plena metade de governo e associado a um governo federal que literalmente voa em popularidade. E ainda estar como ótimo/bom para menos de metade da população: 49,4%.
Pérolas...
Em que está se transformando uma das maiores lideranças políticas do país, já apontado até como estrela de primeira grandeza numa constelação que vai de Aécio Neves a Eduardo Campos e Ciro Gomes! A política dos coronéis de Sergipe é assim mesmo: um sorvedouro de energias. Um buraco negro de onde nada escapa, salvo suas platitudes, picuinhas palacianas, esquemas de favorecimentos idiotas, coisa pequena, mesmo. Mas que faz um estrago enorme ao progresso do estagnado Estado. É assim desde que o itabaianense Leite Sampaio desgastou-se a não mais poder para dar a independência ao dito Estado onde até hoje muita gente acha que melhor seria estar como um quintal da Bahia. Ser “gipe” apenas, como diria a anedota; nunca uma carreta de mais de três eixos.
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22:15
Calheiros.
O pior não é fazer tráfico de influência; e sim a dor que fica em quem ainda acredita que é possível acreditar na Justiça e no Estado como todo, por mais sinais de bandidagem que dêem seus detentores.
Mas como Floro Calheiros é apenas mais um "operador"!...
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15:16
domingo, 21 de dezembro de 2008
A leitura dos números
É bom quando a gente vê chegar três famílias na invasão. O problema é quando você vê ao mesmo tempo sair uma do "Morumbi"(*); ir embora.
Observação de um amigo empresário há algum tempo atrás, sobre o movimento migratório em Itabaiana.

Das duas, uma. Ou IBGE vem fazendo corpo mole na contagem no município (o número geral já deixou muita gente em suspenso em 2000. Ver tabela) ou Itabaiana vem enfrentando um período de estagnação desde então.
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13:54
sábado, 20 de dezembro de 2008
"Melequeira."
O asfaltamento do centro realizado recentemente e em complemento à sua primeira etapa feita há cinco anos vem, mais uma vez revelar contrastes entre uma cidade que cresce e se moderniza, e costumes que parecem parados no tempo.
Na semana passada, em conversa com um amigo este me chamava à atenção para a “melequeira” que deixam nas ruas de Itabaiana os cavalos e burros que puxam carroças. Enquanto em superfície de paralelepípedos e sua natural rugosidade, tal aspecto passava despercebido, todavia, é deprimente o estado do leito das ruas asfaltadas quando os ditos animais “descarregam” seus intestinos deixando o visual das mesmas num aspecto lamentável. Hoje observando a Rua Campo do Brito... ta uma desgraça só, com tanto cocô de cavalo salpicando o leito liso e uniforme de asfalto. Um “chão de estrelas” nada enobrecedor. Além do mal estar dos locais (o cheiro na hora da "descarga" é terrível), visitantes devem torcer o nariz pra tal espetáculo.
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16:38
Ondas II
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16:27
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Diferenças.
“Todo artista tem de ir aonde o povo está!”
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22:11
A impressora.
Se o cicrano que saiu teve acesso às ditas contas, não o sei. O que sei é que seu conceito, que havia melhorado em muito depois de não ter se intrometido na campanha foi à lona quando saiu e só não o foi pior porque alguns maus elementos ligados a nova administração fizeram uma canalhice, quase nivelando as coisas. Até onde me consta foram punidos, mas os maus exemplos, de uns e outros ficaram.
Quão difícil é ser nobre. Mas eu continuo acreditando que a nobreza eleva o conceito. Eis as diferenças entre os que deixam de ganhar e os que perdem.
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20:37
Ondas.
Ouvindo hoje a entrevista do prefeito eleito Luciano Bispo no Programa de Eduardo Abril na rádio Itabaiana FM, alguém tocou no assunto “crise”, tão maximizado pela mídia grande brasileira, como algo catastrófico e que afetará sobremaneira a administração pública. Ora, é impossível numa economia globalizada os efeitos de uma crise num único país, desde que esteja entre os vinte mais ricos não contaminar todo o planeta. Mas daí a pregar o fim do mundo existe uma diferença enorme.
“Crise se vence com trabalho”, já foi dito. E nisso eu acredito.
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13:46
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Falsas grandezas.
Aprendi no meu livro de Geografia de Sergipe do professor Acrisio Torres Araújo(1) que a Serra de Itabaiana era o ponto culminante do Estado de Sergipe com 860 metros. Vivíamos em Itabaiana o tempo do crescimento, inclusive dos egos, com um time de futebol “descendo a serra com alma e paixão”(2), e nos enchendo de alegria e orgulho. Caminhões cruzavam o Brasil levando o produto de nosso suor que gerava riquezas, dentre eles, a farinha de mandioca de cuja produção fomos o maior produtor nacional em 1966, quatro anos antes. E eu era um garoto, uma mente pra lá de receptiva a tudo que pareça fantástico. Quão grande não foi a minha decepção ao descobrir que a medida real era bem mais modesta. Depois viria a descobrir que a real importância da serra não está na sua altura, mas no simbolismo que representa para os itabaianenses e até no contexto da história brasileira com a lenda da prata.
O Ponto geodésico.
Desde há muito que ouço o murmurinho de que um pequeno marco que existe na Praça Fausto Cardoso, entre a Matriz de Santo Antonio e o coreto que fica no centro da dita praça seria o ponto geodésico de Sergipe. Nunca avalizei tal história por não encontrar documento algum, nem mesmo referências escritas a esmo que tal ponto ali se localizasse. O dito dado grafado num impresso(3) estilo guia turístico, todavia me levou a usar o GoogleEarth(4) e eis a conclusão:
A Praça Fausto Cardoso. Está localizada a 114 quilômetros de uma restinga próxima ao Cabeço, no município de Brejo Grande, foz do Rio São Francisco, direção leste; e a 90, 1 quilômetros de uma curva no rio Real, município de Poço Verde, coordenadas 10’49”16 Sul e 38’14”28 Oeste; a 144 quilômetros do encontro do rio Xingó com o São Francisco, na direção Norte; e a 101 quilômetros de uma curva do rio Real, no município de Cristinápolis, direção sul.
O ponto geodésico de Sergipe está nas proximidades da Caienda, no município de Ribeirópolis, ao norte do mesmo.
(1) ARAÚJO, Acrisio Torres. Geografia de Sergipe. 3º ano primário. p.21. Ed.06, nº 1742. Aracaju, 1970.
(4) Programa gratuito de rastreamento por satélite em: googleearth.com. É preciso instalar o plugin e só funciona quando se está plugado na internet.
Obs. Ponto geodésico é o ponto central de uma unidade político-administrativa levando em conta o ponto onde se encontram as duas linhas que a mede nos sentidos norte e sul; leste e oeste, pouco importa se deslocando uma delas ou ambas de suas respectivas trajetórias de retas.
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17:40
Concorridíssimo.
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12:11
Absurdo ditatorial resolvido.
Mentiram.
No afã de defenderem suas posições de arrogantes ditadores disfarçados, e com isso angariar a simpatia dos incautos (ou invejosos) a mídia grande – Globo, Veja, Folha e Estadão à frente – defendeu que haveria corte de despesas na época do “decreto ditatorial” do STF da mesma forma que agora ameaça com o “fogo do inferno” do aumento nos “gastos públicos” com a correção do absurdo praticado. Tudo mentira. Nada do que está na Constituição acerca dos repasses às Câmaras municipais – de onde advêm os salários dos vereadores – foi modificado antes e agora. Mentira. Mentirosos. O ruim mesmo fica pra quem, como candidato a vereador torrou rios de dinheiro pensando em receber cinco, dez mil reais; e agora terá que dividir com mais gente. No caso de Itabaiana, com mais sete. No mais não muda nada. Toda aquela patacoada patrocinada ontem por Aloisio Mercadante é somente para atender à sua “magnânima”, “augusta”, onipotente mídia grande de quem o senador petista por São Paulo acha ser porta-voz (quando precisam de um vira-latas vão a Demóstenes).
Vivas à Democracia.
O povo tem todo o direito de errar. Direito de votar em Sukita, Trovoada, Chana, Peru, Pavão, Macaco, o diabo... o raio que o parta. Mas burocrata cheio de manhas e esquemas é que não tem o menor direito de mandar em mim sem o meu consentimento.
A Câmara Municipal bem como as assembléias e o Congresso Nacional é a cara do povo. Do povo brasileiro que está a anos-luz em vergonha, bondade e moral de malandros da elite, a pior elite do mundo. É só lembrar a diferença que fez no Brasil a universalização do voto ocorrido a partir da Revolução de 30. Bastou sair do restrito controle das mãos dos "eleitos", dos "divinos por natureza" e o país começou a andar.
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10:21
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Sem palavras
Praça João Pessoa, frente do Banco do Estado de Sergipe. Itabaiana (SE), 17/12/2008. 11h37m.
Estacionar sobre o passeio público:
Multa leve - 50 Ufirs. 3 pontos na carteira.
(Art 182, Capítulo XV - Das infrações.
Lei 9.503 de 23/09/97. Institui o Código de Trânsito Brasileiro)
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14:33
sábado, 13 de dezembro de 2008
Aprendizes de ditador.
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00:01
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Vivendo perigosamente.
O quesito favelização, por exemplo, é o mais preocupante: uma em cada três cidades do país tem favelas, palafitas ou outro tipo sofrível de moradia.
Em Itabaiana, em que pese não termos uma área contínua e considerável de habitações que caracterizem uma favela, a lista de problemas é preocupante. Desde a coleta de lixo aquém das necessidades e com características que merecem cuidados, a assoreamento de córregos, desmatamento abusivo, esgotamento sanitário questionável.
Além do sítio urbano contínuo com algum beneficiamento, mesmo que incompleto, ainda temos formações urbanas na zona rural onde aglomerados vêm se formando sem absolutamente nenhuma estrutura, como é o caso clássico do povoado Mundés(também conhecido como Rio das Pedras) além de Carrilho, Mangabeira, Lagoa do Forno, Gameleira e Cabeça do Russo, entre outros. Nestes povoados não há um só metro de esgoto, muito menos uma lagoa de estabilização e o pior: todos eles estão colocados em nascentes ou a lado de cursos de água que abastecem as represas que nos fornece toda a água que consumimos, seja no consumo doméstico, seja na irrigação. O próprio sítio urbano central, a cidade propriamente dita, está localizada em nascentes que, apesar de secas na maior parte do ano, canalizam água para as ditas represas. A cidade de Itabaiana está assentada num divisor de águas onde parte de seu esgoto corre para a Barragem do Ribeira, da micro-bacia do Vaza-Barris; e a outra parte corre para as barragens Jacarecica I e II, da micro-bacia do rio Sergipe. É como se mijássemos em cima e apanhasse embaixo para beber.
Estatísticas.
A proliferação de problemas, doenças principalmente, em que pese não haver nenhum estudo sobre isso é perceptível só em analisarmos os parcos recursos estatísticos existentes. Em 1987, por exemplo, de cada cem exames coprológicos realizados no laboratório do antigo SESP, 65 apresentou algum tipo de parasito transmitido pela água no todo ou em parte. Em sessenta e dois por cento dos exames foi encontrado amebíase, inclusive do gênero histolytica e em quarenta em oito por cento foi encontrado giardíase, gênero praticamente transmitido pela água contaminada. É interessante lembrar que então a água da represa da Ribeira apenas começava a entrar no sistema e o abastecimento ainda era majoritariamente feito pela primeira represa, bem menor e praticamente descontaminada. Nunca mais esse levantamento foi feito, porém acreditamos que de lá pra cá os problemas não foram resolvidos por osmose; já que de forma concreta também não o foram. Pior: foi reduzida ainda mais a área de matas galerias, item elementar para filtragem do que adentra aos cursos d’água, além do que, como já apontamos, ter havido um enorme crescimento de estruturas semi-urbanas junto aos cursos de água e até em suas nascentes, sem o devido saneamento básico. É problema pra mais de metro, como se diria no popular.
Péssima tradição.
A grande grita popular ao fim dos anos 70 era de que Itabaiana era uma cidade mal cuidada. E era mesmo. O sítio urbano explodiu (já que cresceu sem nenhum planejamento) a partir de 1970, retomando o pique abortado em parte, de 1964 até aquele ano. Rendas municipais deficientes e inabilidades administrativas levaram a cidade a ter em 1988 quase setenta por cento de suas ruas ou outros logradouros sem um paralelepípedo e todos eles sem um metro de esgoto. A comissão do Serviço Federal de Habitação e Urbanismo – SERFHAU, do Ministério do interior assim resumia o aspecto de Itabaiana em 1970: (item 4.1.2, Infra-estrutura Social) “Não há em Itabaiana, qualquer aproveitamento da paisagem, que se apresenta monótona, sem oferecer qualquer atração”. (In Relatório Preliminar de Desenvolvimento Integrado. Op cit. APES, cx. 21, doc.09). No quesito esgoto e demais problemas ambientais, nada diferente do já relatado.
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16:35
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
“Deprê”
Infelizmente essa percepção de tensão não se resume apenas à Câmara. É como se toda a cidade estivesse sobre um barril de pólvora. Se não vê alegria dos que ganharam, nem mesmo tantas esperanças como seria o esperado. Da parte dos que perderam a coisa é pior. Entre uma falsa esperança de permanência movida a canetada, logo desmentida; e a certeza de que acabou, é tensão e sobre-tensão. Não se percebe resignação, portanto aceitação por parte dos que perderam. Isso é ruim porque não é isso que se espera de um certame entre civilizados.
Exaudi nos, Domine.
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21:28
Contrastes: o luxo e o lixo.

Nada. Nem vidros quebrados há mais de dez anos; pichações de propagandas de péssimo gosto, paredes de pintura desgastada, grama seca, lixo... nada consegue ofuscar o brilho da natureza e suas flores.
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17:09
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Ufa! Será que agora vai?
O DNERu, depois SUCAM debelou ou controlou malária, doença de Chagas, leishmaniose, esquistossomose e etc., contratando o pessoal quase todo indicado pelos políticos. Todavia não os pôs pra trabalhar no mesmo dia. Mesmo que as escolhas não tenham sido por concurso público esse pessoal teve treinamento intensivo de meses e até anos, até poder assumir um quarteirão. E aí vem nosso governo e contrata pessoal que deveria ser especializado como se contratasse estivador ou trabalhadores braçais.
Idéia boa com execução questionável.
A idéia de uma “força” estadual de combate às endemias é extremamente louvável haja vista vir corrigir um absurdo praticado contra o sistema de saúde a partir de Brasília: o de entregar a municípios despreparados, técnica e financeiramente, a tarefa de isolar focos de doenças transmitidas por vetores de alta mobilidade. Os ditos municípios não têm condições de realizar os vultosos investimentos de retorno demorado em capacitação de pessoal de que a área necessita. Também têm enorme dificuldade em compor com outros da região para uma ação conjunta o que aperfeiçoaria o processo. Como resultado, bilhões de reais jogados às traças e endemias que haviam sido banidas no início do século próximo passado, de volta e de forma descontrolada. O que se questiona aqui é que o modus operandum permanece: propaganda, auto-promoção dos gerentes(?) , gastos e mais gastos geradores de notas fiscais (comissões?), enquanto se não percebe concretude nas ações de fato necessárias.
Aliás, esses portais de governo (estaduais e municipais, principalmente) bem que poderiam trazer mais informações e menos promoção pessoal de seus titulares. Tá horrível, tanta cara deslavada a se promover (promoção de efeito questionável, por sinal), enquanto informações de suma importância para a sociedade deixam de ser publicadas.
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22:55
Mais vereadores.
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15:07
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Bomba H ou “peido-de-véio”.
A quem interessa?
O reesquentamento (é o que me parece) da matéria acima aparenta um factóide pra gerar um fato político. Nessa seara não há mocinhos. Quem sairia ganhando com tal notícia? Algum tubarão? Ou não passa de interesse de algum bagrinho?
Interessaria à prefeita, ora em visível, diria até inegável processo de reconquista de importante fatia eleitoral que lhe faltou em 05 de outubro? Não acredito. Isso configuraria golpe baixo o que desfaria toda a boa imagem conseguida com o pique do asfaltamento ora em curso. Ao governador Déda? Estaria o Governador mexendo os pauzinhos para pressionar Luciano? Por Luciano de joelhos? Não acredito. Macaco velho de Congresso Nacional Déda sabe muito bem que esse tipo de barganha, além de mais parecer banditismo, chantagem, não costuma funcionar. Ao deputado federal Albano Franco? Estaria o deputado fazendo valer seu poderio junto à Justiça para admoestar Luciano e suas possíveis quedas pelo governismo, sobre "quem está no comando"? Sei não, mas acredito que Albano é mais macaco velho do que Déda e isso responde a pergunta. Logo, julgando apenas pelos elementos até o momento disponíveis acho que isso é mais uma plantação, como costuma dizer minha mãe, “para a boca não feder”. E se tal denúncia de fato vier caberá a pergunta: e porque só agora? Estaria o MPF sergipano voltando a uma prática que foi comum a vários quadros do MPF a alguns anos atrás; a de buscar holofotes? Arrisco que não. Um detalhe: quando das inspeções da CGU, uma das suas obrigações é encaminhar as denúncias à Justiça. E não passar quatro ou mais anos para então fazer a dita denúncia. Aguardemos, pois.
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21:28
domingo, 7 de dezembro de 2008
Efeito radial
Lendo no blog de Edivanildo Santana que o governador Déda vai injetar três milhões de reais no perímetro irrigado da Ribeira (Itabaiana e Areia Branca), me veio à mente um versinho de uma música do cearense Ednardo: “Cada braça de caminho, um soluço de saudade; toda vereda de roça vai descambar na cidade”. (Ednardo - Estaca Zero).
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21:18
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
“Fio” com a corda toda.
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20:50
Selo do UNICEF.
O ganho da comenda pelo Município de Itabaiana, por outro lado, lembra outra, a de Município Modelo ganha em 1966 quando o município foi o primeiro produtor de farinha de mandioca do país. A comenda foi motivada pela característica fundiária itabaianense, apoiada no minifúndio bem difundido, ou seja, sua “reforma agrária” natural. De lucro concreto com isso somente a reativação parcial da estação agrícola da Fazenda Grande que prosaicamente deu na fundação do Rotary Club de Itabaiana. É que o maior motivador do dito clube de serviço em 1969 foi o encarregado da dita estação; talvez o único beneficiário com tal ato de governo.
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00:12
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
De cargos e boatos
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20:44
domingo, 30 de novembro de 2008
Porque o Itabaiana Futsal não empolga.
Wilson Cunha, o Gia, tentou emplacar carreira política usando o esporte; foi uma desgraceira só.
Eis que o nome que mais aparece na história do Itabaiana Futsal é o do ex-deputado Zé Teles de Mendonça. Não dá outra: mesmo estando entre os oitos melhores do país vem logo a identificação como "o time de Chico” ou “de Zé de Chico”. Dessa forma, o único préstimo real seria a lavagem de dinheiro com tem ocorrido no esporte mundial (vide Corinthians paulista). Como acho que não é o caso, politicamente, é o mesmo que chover no encharcado.
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23:13
Duplica a área urbana asfaltada.
Medidas (lineares) aproximadas:
Boanerges Pinheiro (c/ Praça Gen. João Pereira), 1,3 km
Euclides Paes Mendonça, 0,25 km
José Mesquita da Silveira, 0,3 km
Miguel Teixeira (c/ Praça Gen. João Pereira), 0,33 km
Padre Filismino (c/ Praça Gen. João Pereira) , 0,43 km
Jose Sizinio de Almeida, 0,14 km
Mons. Constantino, 0,25 km
Mal. Deodoro, 0,2 km
Tobias Barreto, 0,25 km
Rua do Sol, 0,15 km
Mal. Floriano Peixoto, 0,05 km
Travessa José Hermógenes, 0,08 km
Quintino de Lacerda, 0,2 km
Cap. Mendes,0,62 km
Prof Lima Junior, 0,25 km
Manoel da Lapa, 0,23 km
Baptista Itajaí, 0,12 km
Cupertino Dórea, 0,21 km
Campo do Brito, 0,21 km
Benjamins Constant (c/ Praça de Eventos), 0,4 km
Travessa Arthur Gois, 0,06 km
Travessa Francisco Porto, 0,9 km
Av. Olímpio Arcanjo de Santana, 0,25 (**)
(*) Estas medidas foram tomadas seguindo a numeração predial que segue o padrão métrico implantado desde 1963. Estão, portanto, sujeitas a revisão de até dois por cento, positivos ou negativos.
(**) Medida tomada pelo GoogleEarth.
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15:52
sábado, 29 de novembro de 2008
Leituras erradas.
Num dos casos, o amigo em questão minimizou a liderança de Luciano com alguns adjetivos até deploráveis. Não entendi. O cab’a é eleitor do prefeito e não é nenhum burro. Fiquei com a pulga atrás da orelha: estaria ele me testando? Bem, mas, como é meu amigo argumentei com ele que o prefeito disputou sete eleições e ganhou cinco; sendo que numa delas, a primeira, quase se não pode dizer que concorreu. Logo, de fato, não conta.
No outro caso o amigo em questão nunca votou em Luciano e nas duas últimas eleições municipais foi eleitor de carteirinha da prefeita que sai, Maria Vieira de Mendonça. Sua afirmação é que Luciano tem a cara do povo de Itabaiana. Perfeito, afinal o prefeito foi eleito pela quarta vez prefeito do município, num espaço de vinte anos. Mas o que o meu amigo quis dizer não foi bem isso. O desfilar de personagens populares, porém de forma negativa, junto a Luciano mostrou que a dor de cotovelo do meu amigo o leva a ver o eleitorado como compactuante com “os erros de Luciano” que, segundo ele vão de “não pagar a ninguém” a deixar que uma ratazana infeste o poder público municipal. É típico de pessoas com algum nível acadêmico e alto senso humanístico essa tendência à ditadura do “certo”. O prefeito é indiscutivelmente um político. E em política, todos que se dizem certinhos estão a tentar desviar os olhares para erros alheios aos seus. Ou se é “medieiro”, literalmente “fazedor de média” com o povo ou se é um ditador, ou se nunca chegará ao poder. O diferencial está em não ser apenas medíocre. Ir mais além. “Forçar a barra” no rumo certo. Fazer e ser o diferencial.
Por ser o futuro prefeito um político, quem quiser se igualar ou dele passar terá “que ir aonde o povo está”. Repito aqui, o que já escrevi anteriormente: Maria perdeu porque se esqueceu de “ir aonde o povo está”. Esqueceu até que foi esse seu lado diferencial que apareceu já nas eleições de 1994, e que a colocou como algo "novo" e tonificou, fazendo reflorescer, a política de sua família. O resto são detalhes. Esqueceu ela que uma campanha política somente termina quando se entrega o mandato. O que muda depois da posse é a natureza dela.
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22:13
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Nó górdio.
Cobrar impostos em Itabaiana nunca foi tarefa fácil. A primeira rebelião política não indígena no Brasil contra o governo português ocorreu exatamente aqui, quando o Capitão-Mor Pestana de Brito (depois José Rabelo Leite) e o Ouvidor-Mor Bento Rabelo vieram cobrar os impostos do gado(*). Mesmo depois dos ataques holandeses à Itabaiana era aqui ainda o importante centro de criação de gado do Brasil e o lugar onde era mais fácil de ser o imposto cobrado. Dessa confusão nasceria tempos depois o município de Simão Dias, sob o nome do principal rebelde.
Durante dois séculos a sede municipal não passou de uma miséria só, haja vista que não havia feira ou outro tipo de comércio regular, e das atividades econômicas de então ninguém cobrava nada. Somente com o advento da República e simultaneamente a liderança de Batista Itajaí é que o município começa a cobrar algum imposto e seus frutos começam a aparecer timidamente. O apogeu deu-se com um comerciante de tez dura e força pessoal capaz de impor: Antonio Dutra de Almeida. Foi ele quem fez a primeira bateria de benefícios à miserável cidade que de tão miserável continuou sendo chamada pelos roceiros de vila. Dutra era temido, logo, detestado.
Por fim os impostos produzem a grande tragédia. É a sua cobrança o fermento da fúria exacerbada da oposição que leva, juntamente com a conspiração dos coronéis da política sergipana, ao desfecho de 08 de agosto de 1963, com a morte de Euclides Paes Mendonça e seu filho Antonio de Oliveira Mendonça. Euclides, o maior político de Itabaiana dos tempos republicanos até aqui, herdou uma situação privilegiada e ao mesmo tempo explosiva na arrecadação de impostos. Em 1952 passou a vigorar o dispositivo constitucional que colocava o IIP - Imposto de Indústria e Produção, correspondente ao ICMS atual - nas mãos das prefeituras. Estas, como não tinham estrutura para a cobrança, contratava a fiscalização do Estado mediante repasse de vinte e cinco por cento. Enquanto o governo do Estado foi responsável, ou do lado de Euclides, as coisas funcionaram, apesar da panela de pressão que cada vez mais ficava instável. Com a subida ao poder de Seixas Dória em 1962, este cortou os convênios com a Prefeitura de Itabaiana levando esta a realizar a cobrança por si própria. Como resultado, a criação de um corpo de fiscais próprios e ressurreição da então inexistente Guarda Municipal, já que ninguém cobra imposto – e é bem sucedido - sem mostrar que não está pra brincadeira. Duas polícias, na prática. Provocações, tiroteios, morte e a grande tragédia que abalou o país.
Meu amigo vai ter que dar nó em pingo d’água. E nem pode ir pela solução de Alexandre, o Grande: simplesmente cortar o nó górdio.
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Almeida
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22:08
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Do partido ou do bando?
Tenho visto com preocupação o comportamento de vários setores em algumas prefeituras da região em que os partidos no governo, perderam-no para o próximo mandato.
É um faltar de enfermeiros, técnicos de saúde em geral, carros para prestar assistência aos pagadores de impostos, remédios, material escolar ou pela escola... enfim, comportamento de bandido, não de um partidário de uma Res Publica. Uma clara demonstração que só esteve ali pela vantagem pessoal. Cessada esta, acabou qualquer mínimo interesse. Certas figurinhas ressabiadas pelo fim daquilo que considera um privilégio – e não um serviço prestado – precisam saber que até serem demitidas – se for o caso – permanecem, acima de ser de um “partido”, um funcionário pago com dinheiro do povo. Da minha parte, não hesitarei em orientar qualquer prejudicado a queixar-se ao Ministério Público. É preciso ser republicano. E a República está acima de interesses mesquinhos.
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23:23
domingo, 23 de novembro de 2008
Erotildes... Já pensou se a moda pega?
E Erotildes poderá retornar no próximo mandato nas mesmas condições. É que é dado como certa a busca de um mandato parlamentar no Legislativo sergipano pelo primeiro colocado na coligação proporcional da qual Erotildes participou, o também petista Olivier Chagas. Se Olivier vier a ser eleito, Lá irá Erotildes pela segunda vez assumir a vaga em 2011.
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Almeida
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21:38
sábado, 22 de novembro de 2008
Qual é a de Luciano?
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Almeida
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22:06
Ritmo acelerado.
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Almeida
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21:02
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
30 mi emPACados.
Isso fora uma relativa quantidade de outras emendas de bancada de menor valor, porém aplicáveis a Itabaiana, e as Emendas parlamentares, que somadas poderiam chegar a quase dois milhões de reais em investimentos diretos.
Atrasos na execução orçamentária da União em relação aos municípios, principalmente, é uma praxe. Falta de projetos, falta de conhecimento sobre a existência do dinheiro, falta de vontade de trabalhar e a natural barreira político-partidária leva a isso. Pra se ter uma idéia, dos recursos de R$ 41.185.307,00 alocados pelo Ministério das Cidades dentro do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, para Sergipe, até o último dia 10, apenas 20.870.943 haviam sido gastos, ou seja, 42.5%. É muito pouco em se tratando de tanta carência que existe por aqui.
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Almeida
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22:34
E cadê a estrada?
(*) A renomeação popular para Estrada de Itaporanga ocorreu entre fins do século XIX e início do século XX quando, ao perder o status de capital de Sergipe em 1855, São Cristóvão também perdeu o vigor de sua feira livre, levando a novata vila da Itaporanga a ocupar-lhe o lugar (A feira livre de São Cristóvão foi criada por decreto do Presidente de Sergipe, Dr. Manoel Ribeiro da Silva Lisboa em 15 de junho de 1935 e efetivada no dia cinco seguinte). Tanto marcou essa fase que em 1957, ao indenizar casas para alinhamento da tradicional entrada da cidade conhecida como Rua do Fato, a Prefeitura a denominou de Rua de Itaporanga (foi reconhecida como apenas travessa pelo Código de Postura, Lei 236 de 16 de novembro de 1962).
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15:24
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Êta mosquitinho abençoado!
Pois bem, nas caixas registradoras municipais já começa a tilintar novamente a absurda verba torrada todos os anos pra controlar um mosquito que Oswaldo Cruz extinguiu no Rio Janeiro e depois no resto do Brasil na época em que se amarrava cachorro com lingüiça. É muito dinheiro! Pra nada. Em Itabaiana, até hoje tem ex-prefeito com direitos políticos cassados por mau uso da dita verba. No resto do Brasil é um gastar sem fim. Até 1990 ninguém ouvia falar nisso. Agora é prato do dia, quer dizer, do ano. De todos os anos. E o dinheiro continua rolando. Não faz muito tempo foi pego, Brasilzão afora, prefeito importando mosquito... trazendo mosquitos de outros lugares para sua própria cidade como forma de justificar a polpuda verba. E sua continuidade.
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21:02
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Pitacaria.
Tudo isso é só para registrar que tem um montão de gente contrariada com as indicações de Luciano para suas secretarias. Parte por pura inveja; por não ter sido ele ou ela a convidada. Parte por manias de pitaco; já que as alegações de responsabilidades na derrota passada sobre esse pessoal – que ora volta – são meros escapismos para problemas bem mais profundos. Luciano perdeu a eleição de Carlinhos há quatro anos por uma somação de erros, dos quais, o mais grave a atual prefeita repetiu em toda a sua grandeza: criar panela partidária. O curral. Os “meus”. Dividir ao meio por achar que tinha a maior parte. E com isso esquecer que, apesar de em Itabaiana ainda não caber a chamada terceira força, aqui também existe uma considerável parcela desvinculada daqueles compromissos seculares das famílias tradicionais de mil e oitocentos e cachimbo, que permearam os destinos da política local até o fim da hegemonia dos Teles de Mendonça em 1988. E são eles quem decide. Quanto aos demais, sim, já estão “enlatrados”(*) desde 1824.
Repito o que já postei anteriormente aqui: o que importa é o projeto. E esse eu ainda não vi. O que também não quer dizer que não haja. Esperemos, pois!
(*) Termo usado por um ex-vereador local, de poucas letras e muita inteligência na arte de politicar.
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Almeida
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22:18
sábado, 15 de novembro de 2008
Vinte anos depois...
Lembro-me bem de um slogan usado em adesivo colocado em automóveis que circulou bastante naqueles tempos: “Não mude de Itabaiana; ajude Itabaiana a mudar”. Era comum desde os primórdios do município como unidade eleitoral, a diáspora dos “perdedores” com medo das retaliações, que sempre vinham. Uma eterna briga de foice onde aos vencidos não era permitido respeito e sim, no máximo clemência diante de pesadas humilhações.
Infelizmente nossa política sempre se pautou pela característica comum aos bandos. Com suas tradicionais apropriações de “posições”, no caso, cargos e empregos públicos. E não pela política de partidos onde orientações administrativas é que dão o tom. Na política do bando, os grupos rivalizam por posições, como já dito, ou seja, como no tráfico de drogas: por pontos de distribuição. Já na política propriamente dita, partidária, civilizada, a luta é pela imposição de idéias, as mais coletivas possíveis. Cargos e empregos públicos são meros detalhes operacionais.
Em 1989, a maior parte da faixa partidária que assumiu o comando conseguido nas urnas em 15 de novembro de 1988 vinha imbuída do sentimento de partido. Da universalidade. Da fuga daquela nefasta política de bando protagonizada desde a morte de Leite Sampaio, em 1829, nas diversificadas agremiações e suas denominações que, no fundo, permaneciam as mesmas: Conservadores e Liberais (Camundongos e Rapinas), Republicano e Conservador, UDN e PSD, ARENA 1 e ARENA 2, PDS 1 e PDS 2. Infelizmente. Houve lucros; porém, o espectro volveu-se pela rearrumação nos velhos e seculares esquemas com panelinhas se formando de um lado e de outro melindrando o progresso democrático e ferindo de morte mais uma vez o progresso material. Tudo que conseguimos de lá para cá foi mera manutenção da posição de segundo colégio eleitoral (agora o terceiro) do interior e segundo município mais populoso (agora também o terceiro) no interior do Estado. O arranque da primeira metade da década de oitenta desse século próximo passado foi tragado pelo jogo de conveniências do poder central no Estado e sua letárgica forma de atrasar o próprio Estado em detrimento dos “bandos” que dominam a política sergipana e que tambem (para mal) refletem em Itabaiana, fenômeno já notado nas brigas de Leite Sampaio e do Capitão Fontes contra os barões da cana, para darem a Sergipe uma Independência que os ditos barões não queriam.
Vinte anos depois estamos de volta(?) ao desafio. A curta experiência de retorno do grupo que perdeu em 15 de novembro de 1988 mostrou que alguma coisa mudou apesar de alguns recalques; porém, muito pouco. Por outro lado, o retorno que haverá em 1º de janeiro já nada tem a ver com os resultados de 1989. Há uma impressão de cansaço. A jovialidade e seu impetuosismo dão cada vez mais lugar aos arranjos milimetricamente dosados, o que retira cada vez mais a possibilidade de avanços, já que tudo vira mera manutenção. O jovem de 15 de novembro de 1988 já demonstra cansaço. Seus adversários acabam de demonstrar o mesmo, materializado na última eleição... “Ideologia, eu quero uma pra viver”. (Cazuza).
Vinte anos depois. E daí?
“Apesar de termos feito tudo, tudo o que fizemos...”
(Belchior in Como nossos pais)

É inegável que nosso padrão de vida melhorou. Mas nem tanto. E o que o foi, ocorreu pela melhoria geral. Fruto dessa mesma conjuntura geral – e a falta de respostas locais - perdemos cinema, o vigor de nosso símbolo maior no futebol que não consegue se levantar, nossas emissoras consagraram-se, via de regra em meros palanques prejudicando assim uma maior condição de nosso comércio; esportes amadores foram reduzidos quase a pó, e enquanto vimos cidades como a Capital investir pesadamente em qualidade de vida (esporte e cultura para o lazer) nós nos contentamos com porta-malas dos carros de mal-educados a nos ensurdecer com seus malditos decibéis de arrogância e mostração.
Não temos um projeto para Itabaiana já que, via de regra, trabalhamos unicamente pelo emprego de prefeitura ou de governo arranjado mediante politicagem. Como num grande mercadão, nossa perspectiva é ganhar algum dinheiro e ir embora pra civilização. A “velha loba” como costumava chamá-la Sebrão, o Sobrinho, resiste. Graças aos seus resistentes filhos que, por comodismo ou esperança vã apega-se às ultimas conseqüências a algum fio da dita esperança e de que a dita cuja não caia. E ela não cai. Mas sua população de maior poder aquisitivo e intelectual, sempre vai.
Há quem conteste a teimosia do IBGE em não nos colocar na faixa das cidades com mais de cem mil habitantes. Desde 1990 que essa “frustração” cada vez mais se materializa. O crescimento físico da cidade é visível, porém, a resposta está na população rural escorraçada de seus outrora vigorosos sítios pela marginalidade incontrolada com a ajuda da mão de politiqueiros porta-de-cadeia e acomodação do restante do aparato de Justiça. Uma cidade perigosamente entregue ao tráfico que ceifa em torno de quarenta vidas nos seus ajustes de contas todos os anos. Coisa de Rocinha, de Morro do Alemão e outras plagas famosas no Brasil pelo domínio da marginália. Quantos apartamentos, chácaras paradisíacas estão sendo compradas e mantidas com o resultado disso, se não sabe; quantas “garotas de programa” são mantidas por essa indústria também se não sabe; porém, sabe-se que desde 1980 que nossa estatística de mortes saiu da zona da briga de bar, de ciúmes ou cobranças políticas para o ajuste de contas da marginália. A geração de favelas tornou-se corriqueira. Cheias de gente com esperança na vida, mas também recheada de gente que vive da morte.
Nossa capacidade de geração de renda mediante a agricultura esgotou-se. Chegamos ao máximo. Nossos serviços estão longe de atrair gente pra cá já que sua base – a máquina estatal (prefeitura e Estado) – como já dito é mero local para poleiro de sinecuras na troca de emprego por voto. Industrialização como forma de geração de riquezas é coisa do passado; a China acabou com essa possibilidade no resto do mundo.
É, o ex, agora futuro - de novo - prefeito Luciano Bispo continua com os mesmo desafios de vinte anos atrás. Rezemos para que acerte.
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Almeida
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17:12
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
O "milagre" da multiplicação dos votos.
Obs. Há uma discordância de mais 100 habitantes verificados pelo próprio IBGE na contagem de 2007. Porém, muito aquém dos 593 “faltosos”, em relação ao eleitorado; sem levar em conta que tal valor é relativo à toda a população.
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14:13
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Recompensa.
Amanhã, mesmo que uns não queiram, será de outros que esperam, ver o dia raiar.
Guilherme Arantes, in Amanhã.
Pouco a pouco, Percílio, o “maluco” que alguns anos atrás resolveu domesticar aves de rapina num sítio ao pé da lendária serra de Itabaiana, ainda na região do Gandu, vai colhendo frutos de anos de trabalho, muitas vezes injustamente desprezado por pessoas de visão curta. A chamada de “capa” do UOL, maior provedor de internet na América Latina do dia de hoje bem ilustra a importância de seu trabalho.
Nem tudo está perdido! Ainda vale a pena sonhar.
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15:19
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Sujeito cri-cri
Em tempo:
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Almeida
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22:27
O Monstrumento.
Contra-senso. No mínimo.
Todos os manuais de Saúde Pública da OMS e conseqüentemente de todos os órgãos a ela filiados mundo afora, Brasil inclusive, afirmam da necessidade de iluminação e ventilação naturais em ambientes onde estejam seres humanos. Principalmente os de... Saúde! Ou de tratamento de doentes. Por isso conjuntos habitacionais – financiados e ou fiscalizados pelas agências internacionais (BIRD, ONU, OMS, et coetera.) - são construídos levando em conta certa distância entre as suas unidades (que a malandragem dos politiquinhos brasileiros diminuem no espaço geral para economizar os vinte(só?) por cento da gatunagem). Por isso os hospitais - antes da arrogância tecnológica subir à cabeça dos humanos – eram construídos em locais frescos, preferentemente altos, arborizados e, claro, muito ventilados. A arrogância acima descrita junto com a ganância de lucros e a conseqüente desregulamentação – se não nas normas; mas na prática – levou à instalação de instituições clínico-hospitalares em situações pra lá de desaconselháveis.
Bem, mas a observação aqui é sobre o novo perfil do posto de Saúde do SESP. Estão construindo uma muralha que mais parece para uma clínica antiga para doidos do que para pacientes comuns e atuais. Talvez o tamanho da muralha justifique o investimento de quase meio milhão de reais na reforma de um prédio que custaria possivelmente apenas o dobro disso(muros são sempre pra esconder). Mas o que chamou a atenção deste meio escriba e meio servidor dinossáurico da Saúde é que estão acabando com uma das principais coisas boas do prédio, feita exatamente para adequar-se às normas da OMS: a ventilação. Alguns, menos curiosos ou mesmo menos inteligentes hão de se perguntar por que a “besteira” de ter os engenheiros do finado SESP ali construído aquele prédio com uma base tão alta. Eis a resposta: ventilação. Ninguém; nenhum ser vivo vive sem ar. Por mais computadores, naves espaciais, aparelhos “de saúde” milagrosos que construa. O ar continuará sendo necessário aos pulmões com interrupções máximas de um ou dois minutos e raríssimas vezes. Também o tal muro assassino de ventilação não garante segurança absolutamente nenhuma, se é que é essa a alegação. Todos os manuais sérios de segurança atuais são unânimes em afirmar o perigo que é o cercar-se de muros, criando assim um esconderijo ideal para ladrões mais técnicos se aproveitarem da ausência do dono, especialmente as mais prolongadas. Mas, reclamar a quem, né? Os liberais liberaram tanto que acabaram dando tiros nos próprios pés. Como exemplo a atual enxurrada de quedas de preços de ações nas bolsas de valores. Os governos dos “companheiros” parecem não estar a fim de “contrariar” ninguém. E fiscalização com exigência de cumprimento de normas é o que mais irrita aos da liberdade ilimitada. Enquanto isso sobem monstrumentos, para dar vazão a gastos que deveriam ser investimentos. É o PAC do empacamento de tantas outras obras bem mais necessárias e urgentes num município tão carente. Geração de notas.
Oremus!
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Almeida
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21:49
Conversa pra boi dormir.
No mais, tro-lo-ló pra deitar falsas esperanças em gente bem intencionada, mas que ainda tenta descobrir o que aconteceu. Já que sempre acreditou em histórias de Chapeuzinho Vermelho.
Se as provas consistentes para tal existir, e vier a funcionar, mesmo que meio incrédulo sou capaz de pagar promessa a qualquer santo em agradecimento pelo enorme avanço democrático que terá havido em Itabaiana.
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Almeida
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14:25
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Baepeba vive.
Seus filhos erravam cegos pelo continente, levavam pedras feito penitentes, ERGUENDO ESTRANHAS CATEDRAIS.
(Chico Buarque de Holanda – Vai Passar).
O aparato anunciado pelo Exército brasileiro sobre exercícios a serem realizados entre 1º e 07 de novembro (veja mais aqui) faz lembrar a logística de invasão e ocupação feita por Cristóvão de Barros em 31 de dezembro de 1590, na Serra do Pico, oficialmente a data da Conquista de Sergipe, e de seu início como unidade política. Baepeba – ou o Porquinho, como a ele se referia Frei Vicente do Salvador (História do Brasil escrita na Bahia em 20 de dezembro de 1627), foi o último grande cacique sergipano.
As Forças Armadas usualmente fazem esses exercícios, todavia, na forma como está anunciado na matéria do Portal Itabaiana-SE, mais parece uma repetição, em forma de treinamento, dos exercícios de ocupação feitos nas favelas cariocas há pouco tempo atrás e que foram fortemente influenciados pelo modus operandum aplicado no Haiti, ora ainda em curso já que nosso Exército por lá continua como Força de Paz da ONU. Estariam as autoridades nacionais alarmadas com nosso endêmico alto índice de violência? Haveria coisa muito mais grossa do que a plêiade de crimes que motivam tantos assassinatos por aqui? Teria isso a influência do bafafá recente onde até armas do alto mercado negro e naturalmente alto poder de fogo foram encontradas?
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Almeida
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14:18
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Em busca do endereço perdido.
Continuo a achar – também - que o governo municipal de Itabaiana continua a dever a cobrança feita pelo governo de "Sua Magestade que Deos o guarde", D. Pedro II, o pacífico (o de Portugal; não o nosso imperador) em 13 de agosto de 1704, ao desembargador Joam de Sá Sotto mayor e à Câmara Municipal da Vila de Itabaiana: Um mapa. Um mapa do município para que se saiba (qualquer pessoa, e não apenas moradores locais) em que povoado, rua, estrada etc., etc., se está a pisar.
De nossa lavra - portanto não oficial - uma idéia da localidade. No gráfico acima.
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Almeida
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15:10
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Pobre jornalismo pobre.
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14:56
domingo, 26 de outubro de 2008
Ganhou!
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23:32
Eppur si muove!
Venâncio, Heleno e sanguessugas. E Serginho.
Eppur si muove! Digo eu. Não no tempo e espaço desejado, mas a Justiça, como condição fatal, não falha. De alguma forma ela chegará. Não discuto os méritos de... ou o porquê de tanta gente achar que é possível roubar o dinheiro público e safar-se livremente, sem se questionar, porém, que de alguma forma vai cair.
Sobre os porquês, a corrupção eleitoral é a mãe de todos os roubos. Inicia-se pagando dívidas de campanha até não mais ter controle algum. Em geral, salvo algum muito malandro que intermédia o sistema, todos acabarão como os salteadores, senão atrás das grades físicas, atrás das terríveis grades da insociabilidade, aquela onde o sujeito vive sempre sobressaltado com medo de alguém lembrar “eu sei do que você fez o ano passado!”
Sobre os méritos, só os tolos acham que é possível ficar rico de roubo e não pagar alto preço. Isso quando fica realmente rico. Em geral trata-se de um espírito paupérrimo que acredita “na força do dinheiro” e o máximo que consegue é servir de boi de piranha pro reais malandros; os que nunca aparecem. É aqui que entram os politiqueiros.
Não quero discutir o mérito de, ou o porquê de Venâncio e Heleno estarem encalacrados com as ambulâncias de Vedoin e de Zé Serra (que a Folha de São Paulo e toda a mídia grande de São Paulo – especialmente - esquece completamente nas matérias pertinentes), mas o fato é que o status quo até pode livrar Serra de alguns constrangimentos, mas Vedoin e os venâncios e helenos da vida vão dançar. Aliás, por falar em Serra, ambulâncias... isso nos remete à corrupção na Saúde - o queijo suíço por onde tudo é possível (desde prefeituras a estados e até União) – e aí cabe a pergunta: como andam aqueles processos movidos contra a administração da Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe há alguns anos atrás? (mais aqui, aqui e aqui).
Da mesma forma Jose Sergio de Oliveira, o Serginho de Glória, recém-eleito prefeito de Nossa Senhora da Glória não poderá tomar posse e, se o fizer, terá que deixar a Prefeitura assim que o Pleno do TSE julgar a decisão do ministro Joaquim Barbosa. Crime? Trapalhadas com o dinheiro público. Repito, na maioria das vezes a matriz de tais trapalhadas é a corrupção eleitoral que vai desde a compra do título ou voto diretamente à troca por sacos de cimento, dentadura, etc., e etc. O vale tudo. Mas chega o momento em que isso há de bastar. Na última eleição para a Câmara Federal mais de vinte por cento dos deputados sequer se candidataram à reeleição ou candidataram alguém. É caro o voto corrupto. E a conta chega, mais cedo ou mais tarde. Nesse roldão de maluquices e irresponsabilidades nem mesmo os financistas - que esperam quais lobos de dentes afiados a visita de um desesperado candidato - levam tranqüilidade. A qualquer momento poderão receber a visita da PF. Afora a quantidade de dinheiro gasto em propina pra defender-se de outros tipos de urubu: os que militam nas comunicações e na Justiça, principalmente. É coisa de maluco. O preço pago por Venâncio, Heleno e Serginho é o resultante por atos impensados ou mal pensados do tipo: se quero, posso; se posso, faço.
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Almeida
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23:21